Salmo 66: Quando Deus Põe um Ponto Final na Sua Provação

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VINDE E VEDE AS OBRAS DE DEUS

“Vinde, e vede as obras de Deus; ele é tremendo nos seus feitos para com os filhos dos homens. Converteu o mar em terra seca; passaram o rio a pé; ali nos alegramos nele.”

Salmo 66.5-6 (ACF)

Estamos no meio de um mês de adoração, o mês da virada de ano judaico, o mês da primavera, o mês nove. Nove é o tempo em que filhos nascem. Existe uma colheita para você nesse tempo. Existem filhos que estão para nascer. Existe algo que Deus está fazendo que ainda não estamos vendo, mas que vai acontecer. A sala de parto não é bonita, mas o filho é lindo, e o que vai nascer é extraordinário. Para quem está sofrendo as dores, tem filho chegando. Existe uma incrível colheita para se manifestar nos próximos dias.

O Salmo 66 é, incrivelmente, um salmo anônimo. Depois de tantos salmos de Davi, este celebra a soberania de Deus sobre as nações, a libertação do seu povo e um testemunho pessoal de livramento. Os rabinos usavam esse salmo nas festas de peregrinação como lembrança da fidelidade de Deus ao livrar Israel. Ele é uma canção, um salmo, assim como o Salmo 65 é descrito como um cântico e um salmo. Daniel Cresswell diz que este salmo é recitado no dia da Páscoa pela Igreja Grega. É descrito na Bíblia grega como um salmo da ressurreição e pode ser entendido, no sentido profético, como referência à regeneração do mundo através da conversão dos gentios.

ACLAMAI A DEUS, TODA A TERRA

O salmo começa louvando o Deus de toda a terra. Nos versos 1 e 2, canta em honra ao seu nome: “Aclamai a Deus, toda a terra. Salmodiai a glória do seu nome; dai-lhe glória ao seu louvor”. Toda a terra aclame. A expressão no hebraico é gritar de alegria. Aclamar é um brado de júbilo. O verbo usado transmite a ideia de grito jubiloso, um clamor de vitória ou de celebração. É algo público e cheio de entusiasmo. Deus não é apenas o Deus de Israel. Ele é o Senhor de toda a criação. Ele é o Rei das nações.

“Dai glória ao seu louvor.” O que é isso? Façam com que o louvor a Deus seja tão glorioso, digno, belo e excelente que as pessoas fiquem impactadas ao nos ver adorando a Ele. O texto convida a transformar o nosso louvor em um testemunho público da grandeza de Deus.

Eu vejo algumas pessoas adorando e quero ir aonde elas estão indo. Eu olho para elas e digo: “Onde é que elas estão chegando? Eu também quero ir”. Eu vejo outras e digo: “Nada”.

Bill Johnson disse que adorar a Deus é como caçar patos. Você leva cachorros e, de repente, um cachorro aponta para um lugar e levanta uma das patas. O caçador sabe que o cachorro achou algo. Ele sabe que tem algo ali. Eu vejo algumas pessoas adorando e elas apontam para o lugar, e eu digo: “Tem algo por ali”.

A nossa adoração deveria ser tão poderosa, tão cheia de expressão e de verdade que as pessoas deveriam nos olhar e ficar chocadas porque encontramos os patos. Não, encontramos a presença de Deus. O louvor é uma proclamação que envolve toda a criação. Quando a igreja canta com paixão e reverência, ela dá um vislumbre da glória de Deus ao mundo. Louvar a Deus com entusiasmo é a resposta ao valor infinito que o seu nome tem.

Eu vejo algumas pessoas adorando e entendo que ainda não conseguiram passar dos limites do átrio. A gente vê algumas pessoas expressando um brado de vitória, um “uh”, como quem diz que está feliz, mas elas esquecem de combinar isso com o rosto e com o corpo. Elas dizem: “Veja o que Jesus fez comigo. Converta-se a Jesus”. Se for pela referência do que Ele fez com você, eu não quero Jesus.

O salmista convoca todos a louvar a Deus com alegria. “Todos, em todo lugar, levantem seus gritos de alegria”, diz a versão da Paixão. Cantem canções em harmonia com a sua glória. Digam ao mundo o quão maravilhoso Ele é.

DIGA A DEUS: QUÃO IMPRESSIONANTES SÃO AS TUAS OBRAS

Os versos 3 e 4 ensinam como louvar. “Diga a Deus”, ele está dizendo, “quão impressionantes são as tuas obras. Pela grandeza do teu poder, os teus inimigos se submeterão a ti. Toda a terra te adorará e te cantará louvores. Cantarão louvores ao teu nome”.

O salmista começa dizendo: “Diga a Deus”. Ele oferece uma orientação prática, dizendo especificamente o que dizer. O que eu tenho que dizer? “Quão impressionantes são as tuas obras.” Louvamos a Deus pensando na grandeza da sua obra, da criação, da salvação e da restauração.

“Quão impressionantes”, no hebraico norá, significa literalmente tremendas ou cheias de temor. Eu vejo aquela imensidão de mares, aquelas montanhas, o macrocosmo, o universo tão espantoso. É assombroso o que Deus fez. Nós deveríamos olhar para isso, como o salmista no Salmo 8, e dizer: “Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico, quão admirável é o teu nome, porque expuseste nos céus a tua majestade”. Ou, como Paulo disse, a obra visível de Deus revela um Deus Criador extraordinário.

Eu estava fazendo o casamento da filha de um amigo tempos atrás e tinha uns seis tons de verde atrás de mim. Eu falei: “Que esculacho é esse? Para que seis tons de uma mesma cor?”. Não é preto e branco, não é cinza. São tons sobre tons. É beleza, é estética, é tanta gente diferente.

Você olha para um lado, olha para outro, ninguém é igual. Todos têm um DNA, todos têm um código genético distinto, todos têm um pulsar do coração diferente, todos têm uma digital. Ninguém é igual. Deus ama diversidade. Criou exuberantemente uma criação que, quando nós olhamos para ela, deveria nos fazer dizer que os céus manifestam a glória de Deus, o firmamento anuncia a obra das suas mãos e um dia faz discurso a outro dia. As obras de Deus causam admiração reverente e santo temor.

Esse poder é tão grande que até os inimigos se rendem. Diz o texto: “Toda a terra te adorará”. É uma visão escatológica e universal, apontando para o dia em que todas as nações reconhecerão o senhorio de Jesus. Como Paulo disse aos Filipenses, ao seu nome se dobra todo joelho nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confessa que Jesus é o Senhor (Filipenses 2). Ou, como diz Apocalipse, nações, reinos, povos, línguas e tribos estão diante do trono junto com os anjos, cantando ao que está sentado no trono e ao Cordeiro: seja o louvor, a honra, a glória, o poder e a adoração pelos séculos dos séculos (Apocalipse 5).

O louvor não se limita ao que nós recebemos dele, mas à contemplação da sua majestade por meio das suas obras poderosas.

“Pela grandeza do teu poder”, diz o texto, “teus inimigos se submeterão a ti”. Eu gosto tanto disso numa época em que nós precisamos disso imediatamente. Quando reconhecemos a grandeza de Deus, até os inimigos perdem o poder de nos intimidar. É como diz Isaías 51.12: “Quem és tu que te esqueces de mim e temes o homem?”.

Deus está dizendo: “Para você temer, você precisa se esquecer de quem eu sou”. Porque, quando você o enxerga, você não teme mais homens, não teme mais demônios, não teme nada, porque você teve uma experiência com o Deus vivo. Você está nas mãos dele. E, se Deus agir, quem pode impedi-lo? E, se Ele é por nós, quem será contra nós?

Nós sabemos, então, que os inimigos vão se curvar diante do Senhor. Esse Deus impressionante e poderoso tem inimigos. É incrível isso. Na verdade, a palavra Satanás quer dizer adversário, mas, através do seu poder, todos os inimigos serão conquistados e levados a se submeter a Ele.

Nós devemos, portanto, louvar a Deus pelo triunfo do seu poder sobre todos os seus inimigos. “Senhor, muito obrigado pelo teu triunfo sobre todos os teus inimigos, nos céus, na terra, no Brasil, em Brasília, na minha família, na minha vida.”

Dê um grito de júbilo de verdade. Se você aprender a gritar, os muros vão cair. Os muros de Jericó caem quando o povo grita com toda a alma. É aquela coisa que sai de dentro, aquele “glória a Deus” que vem da alma.

Os comentaristas observam, no entanto, que o sentido de “se submeterão a ti” transmite a sensação de uma submissão insincera e relutante. Ou seja, eles serão dobrados. O príncipe dos pregadores diz que o hebraico sugere claramente que será uma submissão forçada. Dezenas de milhares, tanto na terra quanto no inferno, estão prestando essa homenagem forçada ao Todo-Poderoso. Eles só se submetem porque não podem fazer de outra forma.

Não é a lealdade deles, mas o poder que Deus tem de sujeitar todas as coisas debaixo dos seus pés, de mantê-los sujeitos ao seu próprio domínio ilimitado. Os joelhos vão se dobrar, as línguas vão confessar, querendo ou não, que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.

Então, toda a terra te adorará e te cantará louvores. Cantarão louvores ao teu nome. Um dia, todas as nações, tribos, raças, povos e línguas vamos cantar em uníssono diante do trono de Deus. Uma única canção. Deus reina, e um dia toda a terra cantará o seu nome.

O NOME QUE REVELA O CARÁTER

No pensamento dos antigos judeus, o nome era mais do que uma palavra. Era um verdadeiro identificador, uma indicação do caráter ou da natureza de alguém. Este é o louvor que conhece algo da natureza e do caráter de Deus. A adoração aceitável acontece por algum conhecimento do seu nome ou caráter.

Deus não seria adorado como um Deus desconhecido, nem se teria dito a respeito do seu povo: “Vós adorais o que não sabeis”, como Jesus disse aos samaritanos (João 4). Ou, como Jó dizia: “Eu te conhecia de ouvir falar, mas agora os meus olhos te veem” (Jó 42). Antes de todo aquele sofrimento, ele era apenas um religioso que nunca tinha tido, de fato, uma experiência real com Deus.

Deus tem muitos nomes. Na verdade, muitos sobrenomes e apenas um nome. O Salmo 91 diz: “Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei, pô-lo-ei a salvo”. Por quê? “Porque ele conhece o meu nome.”

Como diz o Salmo 138.2, Deus exaltou o seu nome e a sua palavra sobre tudo. Os judeus têm tanta reverência ao nome que não o citam, falam apenas “o nome”. Conhecer o nome de Deus exige um estudo apropriado para conhecer a sua natureza e o seu caráter. No Salmo 91, nos primeiros dois versos, aparecem quatro nomes de Deus.

Se Ele vai curar, Ele é El Rafá. Se a operação dele hoje é trazer paz aos corações inquietos, Ele é Yavé Shalom. Se o trabalho é trazer justiça do céu, Ele é Yavé Tsidkenu. E, se você precisa dele para entrar nas suas batalhas, Ele é Yavé Sabaoth, o Senhor dos Exércitos.

Os nomes de Deus revelam seus atributos. Ele é Elyon, o Senhor dos céus e da terra, o dono de tudo. Ele é Olam, o Deus eterno. Ele é Shaddai, o Deus mais que o bastante, mais que suficiente, um Deus abundante, exuberante. Ele multiplica pães e peixes e sobram doze cestos. Ele faz o seu cálice transbordar. Ele te abençoa em uma medida maior do que você consegue suportar.

Cada nome de Deus revela um atributo, uma natureza de como Ele age e se move. O fato é que, quando Deus faz o milagre, Ele revela uma natureza que lhe é peculiar, particular. Qual é o atributo, a manifestação de Deus que você precisa?

Há dezenas de citações sobre o Espírito Santo, o Espírito da verdade, que o mundo não conhece, mas vós o conheceis, que vos falará todas as coisas que hão de acontecer. O Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria, de entendimento, o espírito de fortaleza e conselho, o espírito de conhecimento e temor do Senhor, o espírito de poder, de moderação e de amor, o espírito de graça e de súplicas.

Nós precisamos identificar qual é a operação de Deus em nosso meio, porque um só é o Espírito e diversas são as suas manifestações. A um deu a palavra de sabedoria, a palavra de conhecimento, o discernimento de espíritos, os dons de cura, a operação de milagres, o falar em línguas, a interpretação ou a profecia. O Espírito é um só, mas Ele age de maneira soberana, da forma como deseja operar nos nossos corações.

E Ele está aqui hoje para se apresentar a você e dizer que está pronto para te ajudar. Jesus disse: “Eu vos enviarei o Paracleto”, o outro eu, o ajudador, o advogado, o amigo fiel, aquele que segura do outro lado, aquele que vai te apoiar quando todos te deixarem.

VINDE E VEDE: AS OBRAS QUE FORTALECEM A ESPERANÇA

Nos versos 5 a 7, vemos as obras de Deus que o tornam digno de louvor. “Vinde e vede.” Olha só que chamado. Venham, vejam as obras de Deus, tremendos feitos para com os filhos dos homens. Converteu o mar em terra seca, atravessaram um rio a pé, ali nos alegramos nele. Ele, em seu poder, governa eternamente. Os seus olhos vigiam as nações. Não se exaltem os rebeldes.

O salmista diz: “Venham e vejam”. O evangelho é uma coisa prática. Depois de uma mensagem como essa, você tem que ter um plano de ação, senão ela não serve de nada para você. O evangelho é uma coisa que você ouve hoje e toma uma decisão agora sobre o que vai fazer, como vai conduzir a sua vida e como serão os seus próximos dias.

“Vinde e vede”, em hebraico, é um imperativo, uma ordem, um convite que você não pode deixar de aceitar. “Tremendos feitos” são feitos temíveis, impressionantes. A memória das obras de Deus fortalece a esperança do seu povo.

Deus mandou o povo guardar os seus mandamentos e os seus testemunhos. Não eram somente os mandamentos que o povo deveria guardar, mas eles deveriam contar os testemunhos pessoais aos seus próprios filhos. Os testemunhos são esses que ele está descrevendo aqui: como Ele abriu o mar. Ele está descrevendo os feitos de Deus no passado, como mostrou o seu poder ao conduzir Israel através do Mar Vermelho ou do rio Jordão, fazendo o mar se tornar seco, firme.

“Venham e vejam as coisas maravilhosas que Deus fez. Vai tirar seu fôlego”, diz a versão da Paixão. Ele multiplica milagres para o seu povo. Eu vou dizer outra vez, talvez você se empolgue com isso: Ele multiplica milagres para o seu povo.

Ele construiu uma estrada que atravessava o mar enquanto os hebreus passavam em terra seca. Eu não sei se não existe um caminho para você. Deus vai fazer um caminho em meio ao mar. Eles explodiram de alegria e entusiasmo pelos milagres de Deus.

Eu ainda não vi uma obra, um filme que representasse de fato o que aconteceu naquela travessia. O texto diz que eles explodiram de alegria ao ver o mar abrir, cheios de entusiasmo pelo milagre que estavam vendo acontecer. E é isso que vai acontecer com você. Vai chegar a hora de você explodir de alegria, encher-se de entusiasmo pelos milagres, pelas intervenções que Deus vai fazer na sua história, na sua vida.

Veja a frase: “Ali nos alegraremos nele”. É como se ele estivesse lá. O salmista está dizendo: “É como se eu estivesse naquele lugar quando o milagre aconteceu”. Ele se identifica com Israel centenas de anos antes da sua época, como se estivesse presente. Era como se o salmista estivesse às margens do rio Jordão, apontasse para um local e dissesse: “Ali. Foi ali que aconteceu”.

Por quê? Porque o que Ele foi, Ele é, e o que Ele fez, Ele faz de novo. Eu vou repetir: o que Ele foi, Ele é. E o que Ele fez, Ele faz acontecer.

Ele abriu o rio uma vez. Ele está falando sobre o momento em que abriu o Mar Vermelho e o momento em que abriu o rio Jordão para dizer para nós, no século XXI, que Ele ainda abre mares para nós passarmos. Ele ainda abre rios.

Ele pode repetir o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes ou da pesca maravilhosa. São dois milagres que se repetem. Ele está aqui para te dizer que, se você teve um milagre e precisa da repetição dele, esse milagre está a ponto de acontecer. E, se você não teve milagre nenhum, pegue o milagre emprestado de alguém, porque Deus pode fazer em você a mesma coisa que fez na vida do outro.

Maclaren diz que a fé pode se alimentar de todos os registros dos tempos antigos e esperar a repetição de tudo o que eles contêm. Testemunho é isso. Você apresenta um testemunho e ele se faz presente.

Eu estava agora em São Paulo, no evento A Voz dos Apóstolos, e, de repente, acabou a luz. É um bastidor, não pode contar. Simplesmente caiu a energia. Na hora em que deu um pipoco dentro do espaço, uma pessoa que estava na cadeira de rodas levantou e começou a andar na frente de todo mundo. E esse foi só um dos milagres que estavam acontecendo lá em tempo real.

Diz o texto: “Alegrai-vos nele”. Significa que a alegria de Israel está em seu Deus. A nossa alegria está no nosso Deus. Os cristãos deveriam se alegrar no seu Deus.

Spurgeon diz que não é tanto o que Ele fez, mas o que Ele é, que deve despertar em nós uma alegria sagrada. Quando eu consigo olhar para o seu rosto e esquecer suas mãos, suas mãos começam a trabalhar para mim de uma maneira espantosa. Eu não estou atrás do que Ele pode fazer por mim. Eu estou atrás de quem Ele é. E, quando eu encontro Ele, eu encontro as suas ações, as suas operações, os seus livramentos.

O texto diz: “Governa eternamente”. O texto aqui afirma o reinado contínuo de Deus, reforçando sua soberania sobre toda a história. Ele é soberano.

Uma mensagem que está fresca é você mudar a narrativa do que está te acontecendo. Veja José. Ele foi parar no Egito, vendido como escravo, sofreu horrores por treze anos. E ele tem uma narrativa diferente daquela escrita por seus irmãos, daquela escrita por aqueles que viram tudo aquilo acontecer.

Ele diz: “Não foram vocês que me mandaram para cá”. Vocês pensam que foram vocês que me venderam como escravo, e isso foi simplesmente a ação de vocês, o que os motivou a me vender, me trair, me jogar no meio do mercado de escravos. A mulher que me caluniou dizendo que eu tinha tentado abusar dela sexualmente simplesmente prestou um serviço ao meu propósito.

Que mensagem. Isso quer dizer que toda aquela cadeia que você sofreu, todo aquele sofrimento que você enfrentou, ele diz assim: “Vocês me enviaram para cá? Não. Foi Deus. Para preservação da vida eu vim adiante de vocês. Portanto, fiquem tranquilos, não fiquem tristes”.

Imagine: você foi vendido como escravo pelos seus próprios irmãos, que enfiaram a faca nas suas costas, e você está consolando eles, dizendo: “Não, não se preocupem. Foi Deus que me enviou, e o mal que vocês intentaram contra mim, Deus o tornou em bem, como hoje o vedes”.

Eu vim aqui para você mudar a narrativa do que te aconteceu. Seja o que for que aconteceu para você, em você, existe um plano dentro disso. Deus vai encaixar todos os pontos e construir um tapete, um propósito, porque Ele faz cooperar todas as coisas conjuntamente para o bem daqueles que o amam.

Diz o texto: “Os seus olhos observam as nações”. O salmista convocou toda a terra a observar as grandes obras de Deus e louvá-lo. É bom para vocês ver isso, ele disse. Agora ele diz que Deus observa as nações.

Você pensa que está tudo solto, largado por forças fortuitas, casuais, que não tem ninguém vendo. Deus está vendo. As nações, então, devem olhar para aquele que as observa.

E diz o texto: “Não se exaltem os rebeldes”. É um aviso. Os arrogantes podem parecer fortes por um tempo, mas só por um tempo. Eles não vão prevalecer.

PRATA NO CRISOL: O SENTIDO DA PROVAÇÃO

Os versos 8 a 12 mostram mais motivos para louvar a Deus:

“Bendizei, ó povos, o nosso Deus. Fazei ouvir a voz do seu louvor. O que preserva com vida a nossa alma e não permite que nos resvalem os pés. Pois tu, ó Deus, nos provaste, acrisolaste-nos como se acrisola a prata. Tu nos deixaste cair na armadilha, oprimiste as nossas costas, fizeste que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça. Passamos pelo fogo e pela água. Porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso.”

Afinal. Está chegando o seu afinal.

O salmista repete sua exortação dizendo que as nações louvem o Deus de Israel. Ele convoca todas as nações a se juntarem num louvor público e audível. Deveríamos provocar as pessoas para adorar a Deus. Nós deveríamos chegar amanhã no trabalho e dizer: “Louve a Deus, exalte o Deus de Israel, vamos adorar todos a Deus”.

“Fazei ouvir a voz do seu louvor.” Por quê? É Ele quem guarda a nossa alma entre os vivos e não permite que nos resvalem os pés. Deus sustenta a vida e dá estabilidade espiritual, mesmo quando o chão parece escorregar.

“Pois tu, ó Deus, nos provaste, acrisolaste-nos como se acrisola a prata.” “Nos provaste” é uma metáfora refinadora. A prata era purificada pelo fogo até que todas as suas impurezas fossem removidas. Deus usa as provações como fornalha para purificar o nosso caráter.

As provações fazem parte do plano de Deus não para nos destruir, mas para nos refinar. Mas a sua provação, a sua dor, a sua luta, o sofrimento podem te deixar amargo, ressentido, fazer de você um amalequita, ou podem refinar você e fazer de você alguém quebrantado, contrito, que continua adorando a Deus no meio da prova. A intenção final de Deus é ampliar nosso território, encher a nossa vida de plenitude.

“Tu nos refinaste como a prata é refinada”, “afinaste como se afina a prata”, diz outra tradução. O calor subindo nos tira a estabilidade. Nós somos derretidos. E, quando somos derretidos, a escória impura sobe à superfície, e o refinador, Deus, tira com perícia, sabendo que a prata era pura o suficiente quando pode ver seu próprio reflexo, o seu rosto, no nosso metal derretido.

É quando você fica realmente parecido com Ele. Deus sabe até onde você aguenta. Deus sabe até onde você suporta.

“Tu nos deixaste cair na armadilha.” É quando Deus não te guarda, mas Ele está no controle. Mesmo assim, parece que não guardou, mas Ele está guardando.

“Oprimiste as nossas costas.” O texto da versão da Paixão diz: “Tu nos capturaste e nos prendeste na tua rede”. Então, como prisioneiros, colocaram correntes em nossos pescoços. Você nos trouxe para a rede. A vida era cheia de opções e escolhas. De repente, essa liberdade parecia ter desaparecido e nossas opções se tornaram escassas.

“Fizeste que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça. Passamos pelo fogo e pela água, porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso.”

A tradução da Paixão diz: “Fizeste com que os nossos inimigos prevalecessem contra nós, nós passamos pelo fogo e pela inundação, mas no final você sempre nos fez melhores do que éramos antes, saturados com a sua bondade”.

Tu colocaste aflição sobre as nossas costas. Nossas costas estão carregadas de aflição e achamos o peso difícil demais de carregar. “Fizeste com que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças.” Fomos abatidos e sentimos o inimigo cavalgando, triunfante sobre nós, zombando.

Inclusive, com a permissão de Deus, eles nos usaram como escravos ou como animais para carregar seus fardos. A palavra hebraica aqui é montar, cavalgar, dominar. É a metáfora de um domínio de opressão humilhante. A imagem é do jugo e da opressão, o povo sendo pisado pelos poderosos.

“Passamos pelo fogo e pela água.” Representam crises que purificam, o fogo, e crises que ameaçam nos afogar, a água. As provações, portanto, são pedagógicas. O fogo purifica e a água nos lava.

Deus não nos deixa no fogo nem na água, porque: “Não temas, eu te esforço, eu te ajudo e eu te sustento com a minha destra fiel”. Quando passares pelas águas, elas não te afogarão, e, quando passares pelo fogo, ele não vai te queimar, nem a sua chama arderá em ti (Isaías 43).

Como assim? Porque o que está queimando em você não é você. É a história que existe em você que Deus está tirando.

Então, de repente, o jogo muda. Certamente o jogo vai mudar. Você vai sobreviver para ver isso acontecer.

O LUGAR ESPAÇOSO, A RICA PLENITUDE

Sempre tem um adversativo, um “mas”, um “porém”, um “contudo”, um “todavia”, um “de repente” ou um “afinal”.

“Afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso.”

Essa palavra “espaçoso”, no hebraico, é densa, profunda, intensa. “Nos trouxeste”, em outra tradução, “para uma rica plenitude”.

É como disse o profeta Isaías: “Assim diz o Senhor teu Deus, o Senhor que pleiteará a causa do seu povo: eis que eu tomo da tua mão o cálice de atordoamento, o cálice da minha ira, jamais dele beberás; pô-lo-ei nas mãos dos que te atormentaram, que disseram à tua alma: abaixa-te para que passemos sobre ti; e tu puseste as costas como chão e como rua para os transeuntes” (Isaías 51).

A palavra revayah, rica plenitude, significa abundância, lugar espaçoso ou saturação. O Midrash Tehillim diz que Deus permite humilhação, mas sempre conduz à exaltação. João Crisóstomo destaca que o louvor público é a resposta visível à libertação invisível.

Continue cantando, continue adorando. Essa é a sua arma de guerra. A atmosfera está mudando. Enquanto você está louvando e adorando o seu nome e chamando os outros para fazer a mesma coisa, Deus está abrindo os céus, está dando resposta aos seus inimigos.

Calvino diz que Deus fecha o povo em angústia para que ele aprenda a depender dele e, então, o traz a um lugar espaçoso. O fogo e a água são apenas pontes. O destino final é a plenitude. A humilhação foi o corredor, e a plenitude é o destino.

Na língua original, abundância, fartura, plenitude, saturação, local espaçoso, vem de saciar, embebedar, encharcar, satisfazer plenamente. É usado para saciar a sede. No Salmo 36: “Se fartam da abundância da tua casa”.

É o estado resultante de estar plenamente transbordante, satisfeito plenamente. É a ideia de superabundância depois da escassez, de espaço livre depois do confinamento, de liberdade depois da opressão. Revayah é o estado de plenitude, como diz o Salmo 23: “O meu cálice transborda”.

O salmista diz que a aflição foi permitida pelo próprio Deus, mas que, afinal, Ele os conduziria a uma rica plenitude. Fique olhando para a terra prometida enquanto está no deserto. Deus tem uma resposta, Deus tem uma saída, Deus tem um escape, Deus tem um livramento, Deus tem uma rica plenitude à sua frente. E quem sabe será nos próximos dias.

HOLOCAUSTOS E VOTOS: O LOUVOR QUE SE ENTREGA

O objetivo principal da nossa vida não é fazer, mas sim nos tornar. Para isso estamos sendo moldados. Para isso estamos sendo disciplinados a cada hora.

Nos versos 13 a 15, louvamos a Deus com sacrifícios e pagamentos de votos: “Entrarei na tua casa com holocaustos, pagar-te-ei os meus votos que proferiram os meus lábios e que no dia da angústia prometeu a minha boca; oferecer-te-ei holocaustos de vítimas cevadas com aromas de carneiros e imolarei novilhos com cabritos”.

“Entrarei na tua casa com holocaustos” significa algo de completa dedicação ou consagração de si mesmo. O salmista não está apenas agradecendo em palavras, mas com ofertas visíveis e públicas.

“Pagar-te-ei os meus votos.” Na cultura hebraica, fazer votos era comum em momentos de angústia. Está lá em Jonas 2, está lá em Eclesiastes. No meio do ventre do peixe, ele faz um voto para sair dali e vencer. E Eclesiastes fala sobre cumprir os seus votos. O salmista mostra integridade e temor a Deus, cumprindo aquilo que prometeu.

Veja como eram sacrifícios generosos. O que ele trazia a Deus era o melhor que possuía. Holocausto era uma oferta totalmente queimada, símbolo da entrega total a Deus. O salmista não oferece o mínimo, mas o máximo. Ele oferece a si mesmo.

A grande oferta que Deus quer de você é você mesmo. Devemos honrar a Deus com aquilo que temos de melhor, com o nosso tempo, recursos, talentos, adoração e consagração. A gratidão que não se traduz em entrega ainda não amadureceu em adoração.

VINDE E OUVI: O TESTEMUNHO QUE FORTALECE

Nos versos 16 a 19, o salmista muda o convite. Antes ele falava “vinde e vede”. Agora ele fala “vinde e ouvi”:

“Vinde, ouvi, todos vós que temeis a Deus, e vos contarei o que ele tem feito por minha alma. A ele clamei com a boca, com a língua o exaltei. Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido. Entretanto, Deus me tem ouvido e me tem atendido à voz da oração.”

“Vinde e ouvi.” O salmista convoca quem teme a Deus para escutar seu testemunho pessoal. Testemunhar os feitos de Deus fortalece os que o temem. Venham ouvir o que Deus fez por mim.

O que Deus fez por você? Tem gente tão ingrata que não sabe dizer o que Deus fez por ela. Eu poderia dizer: Deus me fez ficar vivo. Eu estou vivo. Vou lá ao cemitério visitar aqueles túmulos e olhar: “Olha só, eu estou vivo. Que chance, que oportunidade eu tenho, que gratidão eu tenho no coração”.

Olha, eu estou saudável. Olha o que Ele fez por mim. Vou lá ao Hospital de Base, naquele setor de politraumatizados, ver tanta gente machucada, ferida, arrebentada, doente, quase morrendo. “Obrigado, Jesus. Eu estou saudável, forte e com cabelos.”

Nós temos tantos motivos para agradecer. Deus vai te dar muitos testemunhos neste final de ano. Você vai ter muitas histórias para contar. As pessoas vão contar a sua história.

Como diz o Salmo 126: “Diziam entre as nações: grandes coisas fez o Senhor por eles. Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós, e por isso estamos alegres”.

O salmista tinha a obrigação de proclamar a bondade de Deus, de declarar o que Ele fez por sua alma. A imagem é de um adorador que está com suas ofertas diante do altar e fala do Deus cujo cuidado não é apenas mundial, nacional, mas pessoal.

Cantarei o que Ele fez por mim. “A Ele clamei com a minha boca e Ele foi exaltado pela minha língua.”

O salmista oferecia tanto sacrifício econômico, financeiro, quanto sacrifício de louvor. Sacrifício de louvor é quando você não quer ficar alegre, quando você não quer adorar, quando você não quer levantar a mão, dar grito e, mesmo assim, oferece o fruto dos lábios que confessam o seu nome.

“Eu não vou ser hipócrita fazendo o que eu não gosto de fazer, o que eu não sinto vontade de fazer.” Hipocrisia é você se chamar de cristão e fazer só o que você quer.

Eu não quero adorar, mas eu vou adorar. Eu não quero levantar as mãos, mas eu vou levantar as mãos. Eu não quero gritar, mas eu vou gritar. A minha alma adora a Deus.

E diz o texto: “Se eu contemplasse a iniquidade ou a vaidade no meu coração, o Senhor não me ouviria”. Vaidade aqui, no hebraico, pode significar iniquidade, maldade ou falsidade.

A oração eficaz nasce de um coração sincero e arrependido. Deus pode ser persuadido apenas por meio de corações sinceros, e não somente por votos ou sacrifícios. O salmista deu a Deus o melhor: a obediência. Ele não guardou iniquidade no coração.

“Entretanto, Deus me tem ouvido e me tem atendido à voz da oração.” Ouviu a minha oração, inclinou o ouvido com atenção. Quando ele clamou a Deus, Deus o ouviu e respondeu, dando-lhe mais motivos para louvá-lo.

E a conclusão é: “Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça”. A resposta à oração não veio do que o salmista merecia, mas como um presente do grande amor e misericórdia de Deus.

Ele disse: “Se eu fosse entregue à vaidade, Deus não me ouviria”, mas termina dizendo que Deus ouviu a sua oração pela sua graça, pela sua misericórdia.

Thomas Fuller, citado por Spurgeon, compôs um raciocínio a partir desse verso que funciona mais ou menos assim: se eu contemplar a iniquidade do meu coração, Deus não ouviria a minha oração; mas Deus ouviu a minha oração. Então esperaríamos que o próximo verso fosse: “Portanto, não há iniquidade em meu coração”.

No entanto, o salmista completou louvando a misericórdia de Deus: “Bendito Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça”. Ele sabe que foi respondido não por seus méritos, mas por causa da bondade e misericórdia do Senhor.

O QUE ESTE SALMO ENSINA

Aprendemos que o louvor não é apenas resposta à bênção, mas também ao processo de provação. Aprendemos que Deus usa crises para nos purificar e não para nos destruir, como o fogo refina a prata. Aprendemos que a disciplina divina prepara para a abundância, a estação do transbordo, o lugar espaçoso.

E, por fim, aprendemos que o testemunho pessoal fortalece a comunidade. Você tem que contar às pessoas o que Deus fez na sua vida: “Vinde e ouvi, vós todos os que temeis a Deus, e eu vos contarei o que tem feito por minha alma”.

Eu realmente acredito que Deus satisfaz o desejo do coração dos seus filhos. Diz o Salmo 37.4: “Agrada-te do Senhor e Ele satisfará o desejo do teu coração”. E o Evangelho de João, capítulo 15, diz que, “se estiverdes em mim, se as minhas palavras estiverem em vós, pedireis o que quiserdes e vos será feito”.

Deus deu um cheque assinado por você essa noite. Você tem que preenchê-lo.

Eu estava ouvindo um desses pregadores que tem uma influência mundial, já ganhou um milhão de almas de muçulmanos para Jesus. Um milhão de almas. E ele destila, exala amor. A mensagem dele é sobre o amor do Pai, o amor de Jesus.

Eu estava com a minha filha, e ele olhou para mim olhando para ela e disse: “Eu descobri que você faz qualquer coisa por ela. Qualquer coisa”.

E sinto lhe informar que Deus faz qualquer coisa pelos seus filhos. Qualquer coisa. Ele ama você, ainda que deixe você passar por períodos de prova.

Ele está observando as nações. Ele está tramando, conspirando, trabalhando nos bastidores e está dizendo a você que toda arma forjada contra você não prosperará, e toda língua que se levantar contra você em juízo, você a condenará (Isaías 54).

Ele está dizendo a você que tem uma agenda especial para com este país chamado Brasil. “O Brasil não está nas mãos dos homens. Ele está nas minhas mãos”, diz o Senhor.

E, ainda que Ele tenha permitido os inimigos cavalgarem sobre a cabeça, humilharem, Ele tem uma estação própria de um lugar espaçoso, saturado de bênçãos, onde o seu cálice transborda.

Você, mulher que se sente aflita; você, homem que se sente perturbado, que se sente abandonado, deixado de lado, como se as coisas estivessem fora do lugar, mude as narrativas do que aconteceu e está acontecendo com você.

Existe um plano oculto. Existem bênçãos disfarçadas de problemas e existem presentes em embrulhos muito estranhos. Desenrole as fitas, abra o que Deus enviou, porque nada está fora do seu controle. E o milagre que Ele fez, Ele está pronto para repetir contra todas as possibilidades, contra toda oposição.

Ele continua sendo Deus e está dizendo a você: “Vinde, adorai. Vinde e louvai”. Conte os seus testemunhos, as suas histórias aos que o temem.

Por quê? Porque Ele está crisolando e tirando a palha, a escória do seu coração, afinando a sua frequência, e está ouvindo tudo o que você tem falado. Sua oração chegou ao trono da graça.

Deixe Ele terminar o que começou. Continue adorando, continue louvando, crendo. Se há em você desesperança em qualquer área da sua vida, você está sendo convencido por um espírito de engano. Livre-se hoje dele.

Tudo está nas mãos de Deus. Ele é digno de abrir o livro, desatar os selos e levar a história ao seu ponto final. E Ele está trabalhando por aqueles que nele esperam.

UM PONTO DE VIRADA PARA A IGREJA

Levante as suas mãos e ofereça a sua adoração. Querendo ou não querendo, sofrendo, sendo caluniado, exalte o seu nome. Os inimigos se levantaram, cavalgaram sobre as suas costas. Continue adorando e faça isso todo esse mês, sabendo que existe um afinal, um ponto de virada, um turning point.

Um cristão foi assassinado na frente de todos, e alguém me mandou mensagem hoje dizendo que existe um avivamento acontecendo nos Estados Unidos, as igrejas estão cheias de pessoas. A igreja está vivendo um tempo diferente, porque mais um dos mártires foi para a glória.

E, como disse Tertuliano, um dos pais da igreja, é o sangue deles que é a semente que faz o evangelho florescer. Eles não entenderam que, ao matar um de nós, simplesmente alimentaram o movimento do carpinteiro de Nazaré.

Foi assim que a igreja chegou até aqui, com perseguições, martírios, calúnias. Mas nós somos como massa de bolo: quanto mais bate, mais cresce.

Quinhentas mil pessoas no centro de Londres, a Coreia do Sul tomada de gente nas ruas. Existe algo acontecendo no mundo. Sim, existem convulsões, mas nada disso é novo.

Diz a Escritura que haverá guerras, rumores de guerras, fomes, pestes e terremotos. E o que são essas coisas senão dores de parto para o nascimento de algo?

Nós vamos viver para ver isto nascer. Estamos para completar dois mil anos de igreja, bem provável agora em 2029, 2030, pelos detalhes dos calendários. E o que eu estou esperando é o maior derramar do Espírito Santo da história. Eu só quero estar no meio dos profetas.

Às vezes eu brinco e sou mal interpretado. Eu sou livre demais para as pessoas. A generosidade ofende os miseráveis e a liberdade ofende os escravizados pela religião, pelo legalismo e pelo moralismo.

Mas eu vou continuar sendo eu mesmo. Vou dar brados de júbilo, vou gritar, vou adorar e vou dizer a todos: “Vinde e louvai ao Senhor. Tudo que tem fôlego louve ao seu nome”.

Há algo acontecendo, e eu só quero fazer parte disso. Eu quero viver para ver e dar testemunho dos grandes feitos do nosso Deus para o mundo.

Eu vejo uma cirurgia acontecendo em nossa nação, e ela é feita por mãos habilidosas. Ele tem um bisturi nas suas mãos e está lidando com o câncer metastático, removendo coisas, implantando outras.

Na sua soberania, Ele diz: “É sobre mim, é comigo”.

Como disse o Messias: “Assenta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés. Disse o Senhor ao meu Senhor”. Ou, como Ele disse: “Pede-me e te darei as nações por herança, as extremidades da terra por tua possessão”.

E quem nós somos? O povo feito para o louvor da sua glória.

A nossa adoração deveria ser tão entusiástica, tão celebrativa, empolgante e extraordinária que outros deveriam se juntar a nós simplesmente pela maneira como adoramos.

Que Ele nos toque hoje, que nos tire da superfície, da marginalidade da fé. Há tantas pessoas frias, geladas ou apenas mornas, e essas pessoas mornas são vomitadas ao longo da história.

Nós queremos paixão, zelo, fogo. Queremos, de fato, buscá-lo com o nosso coração, com a nossa alma. Queremos viver, existir para a sua glória.

Quer comamos, quer bebamos, façamos tudo para o seu louvor.

Assista ao vídeo completo e ouça o episódio no podcast do Bispo JB Carvalho para acompanhar essa mensagem na íntegra.