Mulheres que Anunciam Boas Novas Paralisam Exércitos: o Chamado de El Shadai para Governar pela Presença

Mulheres que anunciam Boas Novas paralisam exércitos - Dirce Carvalho — thumbnail do vídeo

Existe um texto que tem explodido no coração nesta temporada. É Gênesis 17.1, onde o Senhor se apresenta a Abraão dizendo, em síntese, que é o Deus Todo Poderoso e convoca Abraão a andar na sua presença para ser perfeito. Muitas vezes esse texto já foi ouvido de outra forma, como se a ordem fosse “seja perfeito para andar na minha presença”. Mas a leitura correta é o inverso: quando você se dispõe a andar na presença de Deus, você se torna perfeito. Não é o seu esforço que gera a presença. É a presença que gera a sua perfeição.

Esse foi o texto orado, conversado com o JB e com pessoas próximas, na escolha do tema da conferência Modeladas deste ano: governadas pela presença. Este é um ano de governo. E a pergunta que fica é direta: neste ano de governo, onde você está localizada? Onde você está produzindo, onde você está pastoreando?

O Salmo 68 e a presença que dispersa os inimigos

O Salmo 68 é um dos textos que mais localizam sobre uma chamada, sobre uma convocação. É um salmo sobre a vitória de Deus sobre os seus inimigos. E a pergunta cabe aqui: alguém tem inimigo? Porque se não tiver, há muitos para distribuir, tanto em casa quanto na igreja, porque estão sobrando.

O salmo abre falando que Deus se levanta e dispersa os seus inimigos na sua presença. Os que aborrecem a Deus fogem por causa da presença dele. Como se dissipa a fumaça, assim ele os dispersa. Como se derrete a cera ante o fogo, assim a presença de Deus faz perecer os iníquos. A ênfase inteira do salmo está sobre a presença. Os justos, porém, se regozijam na presença de Deus, fogem e folgam de alegria. O salmo convoca a cantar a Deus, salmodiar o seu nome, exaltar aquele que cavalga sobre as nuvens.

Ele é chamado de Pai dos órfãos, juiz das viúvas, Deus em sua santa morada. Ele faz com que o solitário more em família, tira os cativos para a prosperidade. E aqui está uma chave importante: só os rebeldes habitam em terra estéril. Se existem áreas da vida que estão estéreis, é preciso examinar se a rebeldia não está morando ali dentro. Quando Deus saiu à frente do seu povo e avançou pelo deserto, a terra tremeu, os céus gotejaram, e gotejaram a presença de Deus. O próprio Sinai se abalou na presença do Deus de Israel.

No versículo 9, o salmo fala de chuva copiosa que Deus derrama sobre a sua herança quando ela já está exausta, e ele a restabelece. O versículo 10 traz algo que não pode ser esquecido: ali habitou a igreja, na bondade de Deus. É onde a igreja deve habitar, na bondade dele, e é ali que ele faz provisão para os necessitados.

Mulheres que anunciam boas novas paralisam exércitos

No versículo 11, o Senhor deu uma palavra dizendo que grande é a falange, a multidão das mensageiras das boas novas, das mulheres que anunciam boas notícias. Quando elas fazem isso, no versículo 12, reis de exércitos fogem, e a dona de casa reparte os seus despojos, porque repousa entre as cercas do aprisco. No versículo 14, quando o Todo Poderoso dispersa os reis, cai neve sobre o monte, o monte de Basã, serra de elevações. E o salmo pergunta por que esses montes grandes olham com inveja para o monte Sinai, que é o menor dos montes de Israel, mas foi o que o Senhor escolheu para a sua habitação. Não é sobre estrutura da terra, não é sobre estrutura física. É sobre onde a presença escolhe morar.

Esse Deus Todo Poderoso que empodera as mulheres é o mesmo que se apresenta em Gênesis 17. Deus Todo Poderoso é a palavra El Shadai. Ele é o Deus que dá o basta. Ele é o Deus que coloca limites. Ele é o Deus que coloca ordem no caos. E neste ano, com o tema governadas pela presença, entendemos que precisamos ter a companhia desse Deus Todo Poderoso, o mesmo que fala no Salmo 68 e o mesmo que fala em Gênesis 17.

Esse nome, Deus Todo Poderoso, se repete trinta vezes no livro de Jó. Naquele debate em que Jó fica perguntando e os amigos ficam acusando, Deus se apresenta dizendo que é o Deus Todo Poderoso nos céus e na terra, o Deus Todo Poderoso em Brasília. A localização da Comunidade das Nações, dos amigos da Comunidade das Nações, das Modeladas, deve ser exatamente esse lugar, neste ano, ao lado do Deus Todo Poderoso.

Ele aparece justamente quando a terra está cheia de caos e de conflito. Esse termo surge no texto porque ele está falando de uma guerra, de como vencer a guerra. O Deus Todo Poderoso vai com você vencer as guerras. El Shadai irá com vocês. E o mais incrível é a especificidade: com que tipo de mulher ele vai? Com mulheres que anunciam boas notícias, boas novas. Ele não vai com todas as mulheres, não vai com todos os guerreiros, mas vai com quem opta por declarar as boas notícias. E não existe melhor boa notícia do que a palavra de Deus. O texto ainda diz que muitas pessoas vão cantar cânticos de vitória. Maria tinha o seu cântico de vitória. Débora tinha o seu cântico. Miriã tinha o seu cântico de vitória. Qual é o cântico de vitória que cabe a cada uma? É sobre aquela área que Deus demandou para liderar a guerra.

A guerra começa em casa: a letra do ano e a história de Jael

É especialmente especial esse texto quando fala que essas guerreiras são donas de casa. A guerra, na verdade, começa dentro da própria casa. Quando se aprende a ser guerreira no lar, quando se aprende a governar no lar a partir da presença, com a presença, então se torna possível colocar exércitos para correr no judiciário, no legislativo, no executivo, no ramo comercial. Isso lembra diretamente a história de Jael.

E é interessante fazer essas ligações, porque o número seis, que é o ano que estamos vivendo, corresponde à letra Vav no alfabeto hebraico. O texto que embasa essa letra é a escada de Jacó, onde os anjos subiam e desciam, mostrando uma conexão entre os céus e a terra. Não é à toa que este é um ano de governo, um ano em que Deus quer que o governo dos céus seja trazido para a terra. Mas alguém precisa se responsabilizar por isso. Alguém precisa chamar esse governo, precisa se colocar no lugar de dizer: “Senhor, eu vou estabelecer esse governo.”

E como se estabelece esse governo? Não é com brigas, não é com bravatas, como o JB gosta de dizer. É declarando as boas novas, declarando as boas notícias, repostando nas redes sociais o que deu certo, compartilhando o que deu certo, não a notícia ruim. A guerra tem que parar, e é a dona de casa, é a mulher, que neste salmo é quem para a guerra. Quando elas anunciam as boas notícias, os reis correm, os príncipes correm, e eles deixam despojos.

Isso remete diretamente à história de Jael. Havia um rei fugindo de Débora e do comandante Baraque. De repente, ele encontra a casa de uma mulher. E onde aquela guerra foi vencida? Na casa. A responsabilidade das nossas casas é enorme: é o lugar de vencer a guerra. Se você pesquisar, vai ver que a letra Vav também representa uma estaca. E é exatamente com uma estaca que Jael mata aquele rei. Este é o ano de governar com uma estaca na mão. Deus vai entregar a algum príncipe iníquo para ser destruído, e aquela mulher estava dentro de casa quando isso aconteceu.

Nunca se pensaria que alguém dentro de casa seria quem finalizaria uma guerra. Sempre se pensa no comandante tal, na comandante tal. Mas Deus entregou aquele inimigo nas mãos de uma dona de casa, porque ela era alguém reconhecida no mundo espiritual. E Deus vai entregar os iníquos, neste tempo, nas mãos de pessoas reconhecidas no mundo espiritual, não reconhecidas pela rede social, pela gritaria, pela plataforma. Porque, como naquela época, a guerra que vivemos hoje não é terrena. Não é entre os poderes, não é entre os políticos, é entre os seres espirituais da maldade e do bem, como na época de Daniel, quando o príncipe da Pérsia veio resistir. Deus usa coisas loucas, como usou Jael com uma simples estaca, para encerrar uma guerra.

Você não precisa mudar de lugar, você precisa governar o lugar

É interessante notar que Jael não era do povo judeu. Ela era de um povo que estava num meio termo, ora com os judeus, ora com aquele rei. E aquele rei entra na casa dela porque o marido dela era amigo do rei. Ela sabia que era um rei injusto, que massacrava uma nação vizinha, e ela foi tomada pela justiça, foi tomada pela boa nova, foi tomada pelo Deus Todo Poderoso.

Muitas vezes há vontade de sair de lugares inóspitos, ruins, radicais, dizendo “eu não tenho nada com esse povo”. Mas cada pessoa é a centelha divina naquele lugar, é a luz que o Senhor escolheu para governar ali. Não se pode mudar de lugar só porque está desconfortável. Deus chamou para organizar as coisas que estão erradas por perto. Você está na geografia perfeita, você está no trabalho perfeito. É preciso declarar que o inimigo não vai poder amedrontar nem paralisar, porque na verdade é você quem vai paralisá-lo, pois existe uma palavra a seu respeito. E a palavra diz que as filhas que anunciarem as boas novas vão derrubar gigantes que homens não derrubaram, que exércitos não derrubaram. E elas vão trazer a colheita e vão dividir a colheita, porque são generosas.

Esse é o lugar para onde Deus está chamando. E o batismo, a ênfase que ficou nesta ministração, é que precisamos andar na presença do Deus Todo Poderoso, aquele para quem não existem limites, aquele que quebra as regras, aquele que quebra a nossa inteligência. Ficamos pensando “como Deus vai fazer isso?”, mas se ele é Deus, ele não precisa explicar como vai fazer. Um bolo não fica perguntando como vai crescer. Ele confia que o fermento certo foi colocado. Deus é o criador e nós somos a criatura, e por isso ele pode quebrar as regras que ele mesmo estabeleceu.

É preciso subir para este lugar, como diz o livro de Apocalipse, quando convida a subir para mostrar as coisas futuras. É uma hora de subir para outro nível, de se dedicar a preparar a casa, o coração, a vida para destruir o inimigo quando ele chegar. E ele vai chegar, porque o inimigo foi até a casa de Israel e pediu ajuda. O inimigo vai bater na porta. Não é preciso ficar procurando ele nos jornais ou no Instagram. Ele vai bater na porta porque o Senhor vai conduzi-lo até lá, sabendo que você está com a sua estaca pronta para enfrentá-lo.

Neste tempo de transição de governo, especialmente para quem está em Brasília, mas também para quem ouve por todo o Brasil pensando no seu próprio estado, é importante lembrar que Deus colocou cada um numa geografia específica, e não existem acasos, existem coincidências divinas. Ele colocou você aqui para dizer: você é uma destas mulheres que vai paralisar a guerra. Estamos exatamente num ano de paralisar guerras, num ano de trocar os poderes. Qual é o órgão do governo que você vai adotar? Qual é a empresa estatal que você vai adotar para começar a orar? Porque, à medida que se libera palavra sobre esse céu estratégico geográfico de Brasília, as palavras não voltam vazias até que façam sentido. É por isso que o tema desta geração é governadas para reinar, governadas pela presença, porque é a presença que ensina o estilo de governo correto. As estratégias humanas não estão dando certo, nem no Brasil, nem em lugar nenhum do mundo, mas as estratégias espirituais daquele que tem todo o poder vão dar certo.

El Shadai: o Deus que dá o basta

É preciso chamar o Deus Todo Poderoso primeiro para aquilo que precisa ser resolvido em casa, porque todas as vezes que esse termo aparece na Escritura, é sobre grandes desafios. Se existe um grande desafio pessoal, a palavra certa é: “El Shadai, vem comigo.” Existem várias facetas de Deus, e existem facetas que ainda nem conhecemos, que nem estão listadas. Diante da situação difícil, ele é o Deus que dá o basta, o Deus que faz parar as guerras, o Deus que faz um milagre.

Esse termo nasceu quando Deus ia prometer a Abraão o filho que quebraria a esterilidade. O texto de Gênesis 17.1 mostra que, quando Abraão atingiu noventa e nove anos, o Senhor apareceu e se apresentou como o Deus Todo Poderoso, El Shadai, chamando Abraão a andar na sua presença para ser perfeito. Ali Deus prometeu fazer aliança com ele e multiplicá-lo extraordinariamente. Abraão se prostrou, rosto em terra, e Deus confirmou a aliança dizendo que ele seria pai de numerosas nações, e por isso seu nome mudaria de Abrão para Abraão. Até aquele momento só existia promessa. Isaque ainda não tinha nascido.

O mesmo termo aparece em Gênesis 35, agora com Jacó. Deus disse a Jacó para subir a Betel e habitar ali, fazer um altar ao Deus que apareceu a ele quando fugia da presença do irmão. Jacó propôs uma limpeza no meio da sua família, pedindo que lançassem fora os deuses estranhos, que se purificassem e mudassem de vestes, para subir a um lugar mais alto. Ele quis fazer ali um altar ao Deus que respondeu no dia da sua angústia, referindo-se ao episódio da escada onde os anjos subiam e desciam. Deus havia dito a Jacó que, embora ele conhecesse apenas o Deus dos seus pais, a partir daquele momento Deus seria o Deus dele, e prometeu ir com ele, dar-lhe paz e prosperidade. Jacó fez um voto: quando tudo aquilo se cumprisse na vida dele, ele levantaria um altar. Só que Jacó voltou, recebeu a paz, teve o nome trocado, o irmão não o matou, mas ele não ergueu o altar. Deus então vai cobrar dele: “Cadê o voto que você fez para mim quando estava em dias de angústia?”

Jacó reconhece a dívida e decide cumprir o voto. O texto narra que deram a Jacó todos os deuses estrangeiros que tinham em mãos e as argolas que pendiam das orelhas, e Jacó os escondeu debaixo do carvalho junto a Siquém. Quando ele partiu, o terror de Deus invadiu as cidades circunvizinhas, e ninguém perseguiu os filhos de Jacó. Assim ele chegou a Luz, chamada Betel, na terra de Canaã, e edificou ali um altar, chamando o lugar de El Betel, porque ali Deus se revelou quando ele fugia da presença do irmão. Ele estava, na prática, voltando ao mesmo lugar de onde havia fugido. Depois disso, morreu a ama de Rebeca, e no versículo 9 Deus aparece outra vez a Jacó, vindo de Padã Arã, e o abençoa, dizendo que seu nome não seria mais Jacó, e sim Israel, e se apresentando novamente como o Deus Todo Poderoso, El Shadai, chamando-o a ser fecundo e multiplicar-se, prometendo que uma nação e uma multidão de nações sairiam dele, e reis procederiam dele.

Todas as vezes que El Shadai vem, existem promessas, e junto com elas vem uma instrução: alinhar a casa, arrumar a casa, arrumar o coração, arrumar os relacionamentos, porque há uma guerra à frente.

Limpar o coração antes de limpar a casa

Neste mês de março, a primeira coisa necessária é limpar o coração. A palavra coração, segundo o dicionário Strong, é referente à mente, aos desejos, às inclinações, à paixão, à energia, ao centro moral, ao centro de prazer e da coragem. Coração não é apenas um órgão físico, embora também seja isso. Coração é onde está o ser emocional e o ser espiritual, é onde está a consciência divina.

Quando o coração é limpo, começam a se limpar os lugares da casa. Quando os lugares da casa são limpos, começam a ser anunciadas as boas notícias. E quando as boas notícias são anunciadas, começam a ser limpas as coisas na cidade, no bairro, no país. É assim que se anunciam as boas novas: vivendo as boas novas. O desafio, portanto, é que primeiro o coração seja governado pela presença. O Salmo 68 mostra que, na presença, o povo canta, na presença o povo dança, na presença os reis caem. Esse salmo pode ficar como um dever de casa, porque não existe nada que não se dobre na presença quando estamos cheios dela.

Março, Purim e a Páscoa: um mês para remover decretos

Março ainda é início do ano. Para muitos, o ano geralmente começa em março, e janeiro e fevereiro ainda buscam uma definição própria. Mas ao observar o calendário judaico, que conta o primeiro mês a partir da Páscoa, ficou mais claro que março realmente é um mês estratégico, não um sinal de preguiça por querer só começar a trabalhar nele.

Março é um mês em que se pode remover decretos antigos que estavam sobre a vida, por causa do Purim, por causa de Ester. A história de Ester traz a lembrança do anel que ela recebe, e chegou a ser proposto a algumas pessoas, no encontro em Águas Claras no sábado, que comprassem um anel para lembrar que é possível remover decretos, a partir da cruz, daquilo que Jesus conquistou nela. Às vezes vêm ciclos de esterilidade, de maldições sobre a vida, e a decisão certa é dizer: “Não, neste mês de março eu vou remover esses decretos.” E o que vem logo em seguida é a Páscoa, que é sempre sobre passar de um lugar para outro, sobre fechar um ciclo, sobre sair de um lugar de dificuldade para um lugar de presença.

Às vezes a mente fica presa num lugar de dificuldade. Uma leitura recente sobre estresse trouxe uma definição interessante: o que mais estressa as pessoas é a arte de ruminar sem realizar. Quando a mente fica repetindo “deveria ser assim, deveria ser assim, deveria ser assim”, o cérebro cansa, o estresse se estabelece e começa a se espalhar pelo corpo, produzindo doenças autoimunes, doenças em que o corpo ataca o próprio corpo. Isso acontece porque não há produtividade, apenas ruminação. Deus não chamou ninguém para ruminar. Ele disse: “Traga os seus fardos.” Ele chamou para trazer os pesos, aquilo que está sendo difícil, para trocar pelo fardo dele, que é leve.

Trocar o fardo pesado pela adoração

Esta é uma noite para deixar os fardos pesados nas mãos de El Shadai, do Deus Todo Poderoso. Ele estava falando com Abraão sobre todas as peripécias que ele fez, sobre ter gerado Ismael, sobre ter pensado que Eliezer, seu servo, seria quem criaria aquela grande multidão, e nada daquilo era o plano. Muitas vezes há cansaço de tentar resolver uma situação sozinha, e a palavra que fica é: “Para de tentar, não depende mais de você. Quando essa situação aparecer, comece a me adorar. Tire a sua energia desse lugar negativo e coloque a sua energia sobre as boas novas.”

Naquela noite, foram distribuídas palavras preparadas pela equipe, e cada pessoa recebeu a instrução de ler a sua palavra em voz alta. Entre as palavras lidas estavam trechos como “se Deus é por nós, quem será contra nós”, de Romanos 8, e “buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”, de Mateus 6, referindo-se às coisas que pedimos, pensamos e desejamos. Também foi lido um trecho que fala do Senhor como força e escudo, em quem o coração confia e é socorrido, de modo que o coração salta de prazer e pode produzir um canto de louvor, remetendo ao Salmo 28.

Essa é a arma de guerra: pegar todos os dias um versículo assim. Quem sente que não consegue ler um capítulo inteiro pode ler apenas um versículo, ou até a metade de um versículo, porque provavelmente ele já vai falar com o coração, e isso já é alimento. Da mesma forma que não se quer ficar sem café da manhã, não se pode ficar sem um versículo pela manhã, porque a manhã é a hora de organizar o dia, é a hora de distribuir o governo. Se não governarmos com a palavra e a boa nova, o diabo vem e governa com as circunstâncias, e aí resta apenas reagir, apagar fogo, enxugar gelo.

A palavra como arma de governo diário

De manhã é preciso pegar a estaca, pegar a boa nova como arma. Antes de abrir o Instagram e pensar em qual vai ser a primeira notícia, o certo é perguntar qual é a notícia dos céus, qual é a notícia do Espírito Santo. Mesmo que alguém abra a Bíblia como um crente novo e ponha o dedo em qualquer lugar, ainda que um crente maduro não faça assim, mesmo isso é palavra de Deus. Pegue aquele versículo e vista ele o dia todo. Essa é a forma de governo mais eficaz, porque foi assim que Deus criou o mundo, usando a sua palavra. E se a palavra dele for usada, também se criam mundos, também se criam novas realidades.

Vale fechar os olhos e pensar: qual é o mundo que você precisa criar ou organizar? Qual é o lugar que você precisa hoje convidar El Shadai para ir com você? Qual é a guerra que você já não aguenta mais batalhar? Qual é o vício, qual é a preguiça mental, moral ou física? Qual é a área que está estéril? Qual é a área em que falta energia para ter estratégias? Provavelmente o Senhor está chamando para uma troca hoje, para tirar esse fardo, essa angústia, parar de ruminar. Talvez a situação já dure dois anos, três anos, quatro anos, sem solução encontrada. A resposta é desistir de resolver por conta própria e dizer: “Senhor, quando essa situação bater na minha porta, eu vou te adorar. Eu vou dizer que a tua presença é tudo que eu preciso. Eu vou declarar um salmo em voz alta.”

Deus está chamando para trocar as armas. Talvez a arma usada para manter o marido no padrão desejado fosse vigiar o telefone dele, ou cobrar por que chegou atrasado, por que não liga, por que não responde. E hoje Deus pergunta: “Por que você não ora? Por que você não pede os anjos para estar lá? Por que você não pede para que a palavra crie raízes e faça uma árvore?” Ou talvez a batalha seja com problemas sexuais, masturbação, pornografia, adultério, tudo isso querendo colocar coisas da terra para suprir uma alma que está clamando por Deus. Se a paixão e a energia não são colocadas em Deus, encontram-se ídolos aqui na terra para recebê-las. Talvez a maior energia esteja sendo gasta no lugar errado, e por isso existe esterilidade, e por isso há áreas que não fluem. Dá-se o dízimo aqui, mas põe-se a energia em outro lugar.

Esta é uma noite para dizer: “Deus, tem situações que eu não quero mais batalhar sozinha.” Esse termo, El Shadai, aparece por primeira vez quando Abraão está exausto, perguntando a Deus quando ele vai cumprir a promessa, tendo apenas promessas em mãos. Antes desse momento, Abraão faz um sacrifício e a Bíblia registra que ele fica ali até desmaiar de cansaço, e é então que o Deus Todo Poderoso aparece para dizer: “Abraão, só anda na minha presença.” Não é ficar tentando, não é ficar pensando qual é a estratégia humana para fundar uma nação. A promessa já foi dada, e o elemento para cumpri-la também será dado. Abraão tinha noventa e nove anos. Talvez a batalha atual tenha quarenta anos, trinta anos. Esta é a noite em que o batismo de El Shadai está presente, dizendo apenas: “Anda na minha presença.” Quando isso acontece, a vida se torna perfeita, o filho desejado vem, a multiplicação vem, a nação vem, porque nada disso depende da força, do dinheiro ou da estratégia própria, especialmente para quem já pensou em desistir.

Até que eu me levantei como mãe sobre Israel

A guerra que vivemos precisa primeiro ser vencida dentro de casa. Débora contava a própria história dizendo que era juíza, era profetisa, aconselhava reis e príncipes, mas nada daquilo bastava. Por vinte anos, Israel foi massacrado por um governo ruim. Foi então que ela disse, no seu cântico: “Até que um dia eu me levantei como mãe sobre Israel.” Deus está chamando para se levantar como mãe sobre o Brasil, para dizer: “Brasil, você não está sozinho. Nós não vamos te deixar, não vamos te abandonar.” Existem guerras pessoais profundas, mas quando essas guerras pessoais são vencidas, o Brasil também está sendo vencido.

A conferência deste ano é justamente sobre se alistar para governar, mas governar a partir da presença, governar com a presença, governar com El Shadai, com o Deus Todo Poderoso. Fica o convite direto: fique de pé e diga: “Senhor, eu vou não na minha força, não na minha estratégia, não no meu partido político, não em quem me indica, não no meu ministério, mas eu vou com El Shadai, eu vou com o Deus Todo Poderoso.” E o compromisso que fica é o de andar na presença dele diariamente, tomar o café da manhã, mas tomar também o pão dos céus todos os dias.

Vale achar o lugar onde a presença se manifesta com mais intensidade em cada casa, em cada rotina. Há quem flua tanto dentro do próprio carro que ele quase se torne uma abóbada da presença, um lugar de ficar horas orando, até dormindo na presença. Cada pessoa precisa achar esse lugar e permanecer nele, sem precisar falar o tempo todo. Há dias em que o certo é dizer: “Senhor, eu vou dormir um pouquinho”, e ali vem um sonho, e ao acordar vem uma palavra, muitas vezes nas horas mais produtivas do dia. Há dias em que nem é preciso dizer nada, apenas deixar ele trocar a energia cansada por energia nova, indo para o lugar seguro.

Levante as mãos, adore e diga: “Sim, eu sou uma mensageira daquelas que vão anunciar boas novas sobre o Brasil. O Brasil não está abandonado. Eu sou uma mãe.”

Oração final

Pai, nós oramos nesta noite como portas diante de ti. Faz entrar a tua presença em nós. Nós queremos ser o altar aonde a tua presença habita. Nós queremos ser o monte Sião, nós queremos ser o monte que a tua presença escolheu, como o Sinai. Nós queremos, Senhor, ser o templo vivo que vai levar a tua presença para as autarquias, para as empresas estatais, para os ministérios, para o Senado, para a Câmara, para toda Brasília, para todo o Brasil.

Senhor, nós temos uma centelha divina em nós, porque o Senhor soprou a sua vida em nós. Quando Deus sopra em Gênesis, o sopro que dá vida sai de dentro dele, ele tirou uma energia de dentro dele para soprar sobre o ser humano. Sopra hoje, Senhor, sobre nós aqui. Sopra a energia que nós necessitamos para ir e governar primeiro o nosso coração, primeiro nossos lugares interiores, depois a nossa casa, depois os nossos familiares.

Pai, levanta-nos como Jael neste ano, como Débora, como Jael. Levanta-nos como mulheres que vão parar as guerras, como essa promessa do Salmo 68. Conta conosco como essas guerreiras que, pela palavra, pela estratégia divina, vão parar as guerras, vão encerrar guerras.

Ô Pai, abre os nossos olhos. Talvez tenha havido quem viesse aqui querendo fugir das guerras, mas Deus está chamando dizendo: “Quem vai se alistar para a guerra? Quem vai se alistar? Você não vai sozinha, você vai com El Shadai, com o Deus Todo Poderoso.”

Se Deus pode contar com você para governar o Brasil a partir dos céus, fica de pé e diga: “Senhor, eu vou.”

Este ensino sobre El Shadai, o Salmo 68 e o chamado das mulheres que anunciam boas novas está disponível na íntegra em vídeo e também no podcast pessoal de Bispa Dirce Carvalho. Vale a pena assistir ao vídeo completo ou ouvir o episódio inteiro para receber essa palavra sem cortes.