Até Que Ele Venha: a resposta que o Espírito Santo espera de nós

ATÉ QUE ELE VENHA: Nossa resposta ao Espírito santo • Dirce Carvalho — thumbnail do vídeo

Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;

Atos 2.16-17 (ACF)

A ti, Senhor, a glória para sempre. Este compromisso abre tudo o que se vive numa conferência assim: a voz, a mente e as ações existem para dar glória ao Senhor, e as pessoas precisam ver, ouvir e ler essa mensagem na própria vida de quem crê, glorificando a Deus por causa das ações feitas em seu nome. Quer se coma, quer se beba, quer se esteja passeando com os filhos, quer em evento, tudo o que se faz é para a glória do Senhor.

Toda vez que se constrói uma conferência, existe uma lógica de dias. No primeiro dia, alinhamento e entendimento do tema. No segundo e no terceiro, abastecimento. E o último dia é sempre o dia do envio, porque de nada adianta chegar, receber, ficar cheio, se depois disso o conteúdo é fechado como um livro e guardado até o ano seguinte. Essa nunca foi a proposta, e essa nunca foi a proposta de Deus.

O endereço espiritual que vem do terceiro céu

Desde o primeiro dia, o eixo tem sido Atos capítulo 2. Em João 14, Jesus promete que vai rogar ao Pai para que envie o Consolador.

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;

João 14.16 (ACF)

Depois, em Atos 1, vem a instrução de esperar em Jerusalém, no lugar determinado, até que viesse o revestimento de poder.

Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.

Atos 1.8 (ACF)

E Atos 2 registra o cumprimento, no dia de Pentecostes, quando o poder de fato veio sobre aqueles que esperavam. Esse local, esses dias de conferência, têm funcionado como cenáculo, o lugar onde Jesus disse para ficar até que viesse o revestimento. Desde o primeiro louvor, desde a primeira ministração, porções do Espírito Santo têm sido derramadas. Cada manhã, cada palestra, traz algo mais do Espírito Santo, e isso significa que quem está participando está sendo revestido por um poder que pode mudar o mundo, um poder que gera ações que não dependem da capacidade mental, intelectual, política ou econômica de ninguém, mas dependem dos céus.

Como disse Chris Vlaton nesta mesma conferência, as ações e as profecias não podem partir do primeiro céu, que são as notícias que se vê e se ouve, nem do segundo céu, que é a opressão sentida, a guerra espiritual que se trava, mas do terceiro céu, que é estar assentado com Cristo nos lugares celestiais.

e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus

Efésios 2.6 (ARA)

Diga pro seu irmão aí do lado: você sabe que você tem um endereço espiritual. Deus está convocando para viver, comer, passear, fazer negócios, política, ministério, a partir desse endereço que está em Efésios: eu estou assentado com Cristo nos lugares celestiais. A resposta que se dá aos desafios da vida precisa vir do terceiro céu, e é por isso que a reunião acontece, para receber essa atualização do Espírito Santo. Com certeza ela já foi recebida outras vezes na vida, mas, como a pastora Jéssica lembrou em outra ministração, Abraão voltava a Betel para lembrar dos primeiros altares. É preciso voltar aos primeiros altares, aos lugares de onde às vezes a gente se desvia ou sai. Foi sobre isso que esta conferência falou.

As grandezas de Deus que saem do cenáculo

Em Atos 2, no versículo 11, os povos discutem e dizem que são de cidades e países diferentes, e que aquelas pessoas que saíram do cenáculo, revestidas pelo poder de Deus, estão falando nas línguas deles.

Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.

Atos 2.11 (ACF)

Eles não estão falando qualquer coisa, não estão dando opinião pessoal, não estão dizendo o que acham que vai acontecer com o mundo. Estão falando das grandezas de Deus. Quando aqueles homens saíram do cenáculo, tinham um compromisso: falar das grandezas de Deus, aquilo que está no terceiro céu, aquilo que o Espírito Santo impulsiona a falar.

Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.

Atos 2.14 (ACF)

Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia.

Atos 2.15 (ACF)

Pedro atualiza para varões judeus, varões brasileiros, todos os habitantes de Brasília e do Brasil: tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. Aqueles homens e mulheres não estavam estranhos nem embriagados, mas era a terceira hora do dia, e o que ocorria tinha sido dito pelo profeta Joel séculos antes. E depois disso vem a sequência de sinais:

E farei aparecer prodígios em cima, no céu; e sinais embaixo na terra, sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes de chegar o grande e glorioso dia do Senhor;

Atos 2.19-20 (ACF)

E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

Atos 2.21 (ACF)

Pedro está apoiado numa profecia, está cumprindo uma profecia, e está dando uma resposta à vinda do Espírito Santo. E a pergunta que fica é uma só: que resposta você vai dar ao Espírito Santo a partir de agora? Porque foi assim que aquele povo saiu dali. Foi o primeiro discurso de Pedro, o mesmo que outrora tinha negado a Jesus, e três mil pessoas foram salvas. Cheio do Espírito Santo, ele é outro Pedro, não é mais aquele que nega, é aquele que encara a multidão e encara inclusive as autoridades. Quando o poder do Espírito Santo vem sobre alguém, os céus estão esperando uma resposta. Não é sobre entender, sobre saber decorar textos, é sobre prática.

Essa palavra veio de manhã, de forma inesperada, para dividir com quem estivesse ali naquele momento, porque a proposta era compartilhar isso apenas com as mulheres à tarde, numa outra atividade. Mas a responsabilidade do dia ficou clara: perguntar o que cada um vai fazer com a porção que recebeu ali. Já esteja com a resposta pronta ou não, porque essa pergunta precisa ser respondida.

Aquele povo em Atos 2 se juntou e ficou até que o Espírito viesse, mas depois disso não voltaram ao cenáculo para ficar ali de novo. Eles se espalharam. A Bíblia diz que começaram a falar em Jerusalém, em Samaria, na Judeia e até nos confins da terra, e é por causa daquela reunião que ainda hoje existe gente ouvindo essa mesma mensagem. Foram cheios do poder, mas não guardaram o poder na gaveta esperando o ano seguinte para receber uma nova porção. Muitas vezes o novo não vem porque o que já foi dado ainda não foi usado. Então a pergunta permanece: o que você vai fazer com a porção do Espírito Santo que recebeu?

Paracleto, paraclito: o Espírito que para as maldições

Quando Jesus fala em João 14 que vai rogar ao Pai para enviar o Consolador, a palavra em grego é paracleto, que significa o ajudador, o defensor, aquele que vai junto, que consola, que ajuda, que não deixa sozinho, que mora dentro. Isso já seria suficiente. Mas a linguagem mais usada naquela época era o aramaico, e em aramaico a palavra correta não é paracleto, é paraclito, e significa aquele que para as maldições. Ele não é só o defensor, não é só o consolador, não é só o ajudador, não só mora dentro, mas para as maldições na vida de quem o recebe.

Ungida para pregar boas novas, não para lamentar

Isaías 61 responde por que esse Espírito está sobre alguém e por que habita em alguém. Isaías profetizou séculos antes que o Espírito viria morar, repousar e estar sobre as pessoas, mas não como adorno, não como joia, não como enfeite só para falar em línguas estranhas ou sentir arrepios.

O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados;

Isaías 61.1 (ARA)

Ele não ungiu ninguém para pregar más notícias, para lamuriar, para reclamar, para se vitimizar. Ungiu para pregar boas novas, exatamente o que os homens e mulheres saídos do cenáculo em Atos 2 faziam ao anunciar as grandezas do Senhor em Jerusalém.

O Senhor deu a palavra, grande é a falange das mensageiras das boas-novas.

Salmo 68.11 (ARA)

Deus deixou uma ordem sobre as mulheres: elas são chamadas de falange, de mensageiras que anunciam boas notícias. Mulheres têm uma ordem para anunciar. Deus colocou mais palavras nelas do que nos homens, porque está contando com elas, mas isso é para falar boas notícias, para falar da grandeza de Deus, para testemunhar do que se sabe. Não é para falar das próprias emoções, dos próprios sentimentos, das próprias frustrações. É um dom precioso que se diferencia, e o versículo de Salmo 68 não termina aí: quando essas mulheres anunciam boas novas, reis e exércitos fogem e deixam seus despojos. Não são falas vazias. A boca é uma arma de guerra, e é por isso que talvez existam mais palavras dadas a elas, mas essa mesma guerra pode se voltar contra quem fala demais e se volta contra si mesma pelas próprias palavras.

O que está sobre você: o Espírito que habita, não apenas pousa

Segundo o Strong, aquilo que está sobre a pessoa ungida é o vento do Senhor, o hálito do Senhor, a mente do Senhor, o fôlego do Senhor. Não é uma coisa vazia, mesmo sem imagem. É um estado de animação, um estado de entusiasmo, um estado de vivacidade, de coragem, um estado de disposição. É o Espírito da Trindade, aquilo que provoca respiração em todo ser humano, algo que foi preservado por Deus, o próprio Espírito de Deus, a terceira pessoa da Trindade, eterno com o Pai e com o Filho. Ele inspira um estado de profecia, implanta instruções e admoestações, é uma energia para guerrear, para executar, para administrar, é a energia vital da vida.

Em Atos 2 aconteceu pela primeira vez o Espírito Santo vir para morar dentro das pessoas, e desde então nunca mais deixou de morar dentro daqueles que declaram pertencer ao Senhor Jesus. Antes, no Velho Testamento, ele vinha e pousava sobre as pessoas, emergia, havia encontro. Mas em Atos 2 a história muda: ele veio para morar, e quem crê passa a ser habitação. É esse Espírito de Isaías 61 que mora dentro para anunciar boas novas aos quebrados, para curar os quebrados, os aflitos, os amargurados de coração, para proclamar libertação a quem está preso e colocar liberdade nos algemados. Ele não ungiu ninguém só para ficar falando em línguas escondido no quarto. Ungiu também para anunciar, proclamar o ano aceitável do Senhor.

A boca como arma de guerra e a releitura das notícias

Proclamar e declarar o ano aceitável do Senhor é dizer que este é o tempo do favor do Senhor. No meio da guerra que se vive no Brasil, a arma de guerra é justamente dizer, nas redes sociais, na reunião de família, no púlpito da igreja, que este é o ano aceitável do Senhor, que quando o Senhor está para fazer algo novo é certo que o inimigo vai fazer coisas ruins, porque sabe que o seu tempo está terminando.

Por isso a sugestão de fazer um jornal pessoal nas redes sociais, todo dia, dizendo: eu vou fazer uma releitura, segundo o terceiro céu, do que está acontecendo no Brasil. Uma releitura de cada post divulgado por aí. Essa não é a verdadeira notícia. A verdadeira notícia é a verdade do Senhor sobre o Brasil, não aquilo que está acontecendo. Pode até ser um fato, mas isso vai mudar.

O tempo do favor: restauração prometida ao Brasil

Isaías 61 continua falando sobre a vingança do Senhor, sobre consolar os que choram, sobre colocar coroa em vez de cinzas em quem está de luto.

a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram

Isaías 61.2 (ARA)

e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para a sua glória.

Isaías 61.3 (ARA)

O Espírito de Deus está sobre quem crê para edificar os lugares antigamente assolados por maldições. Ele é quem para as maldições, então se existe alguma maldição na vida, na família ou no lugar por onde alguém está passando, esse Espírito ungiu essa pessoa para edificar, para arrumar esses lugares, para restaurar o que foi destruído, para renovar as cidades. O texto fala de cidades e de país, não apenas de pessoas. É possível falar para a atmosfera do Brasil, para a saúde do Brasil, porque o Brasil é uma personalidade espiritual formada por todos juntos ali.

Estranhos se apresentarão e apascentarão os vossos rebanhos; estrangeiros serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros. Mas vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis as riquezas das nações e na sua glória vos gloriareis.

Isaías 61.5-6 (ARA)

Quem está numa conferência como esta é chamado sacerdote do Senhor, ministro do nosso Deus, e vai comer as riquezas das nações. Se existe alguma vergonha sobre a vida, ela vai virar dupla honra enquanto durar o anúncio das boas novas. Não se espera a honra chegar primeiro: anuncia-se primeiro as boas novas.

Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis na vossa herança; por isso, na vossa terra possuireis o dobro e tereis perpétua alegria.

Isaías 61.7 (ARA)

Porque eu, o Senhor, amo o juízo e odeio a iniquidade do roubo; dar-lhes-ei fielmente a sua recompensa e com eles farei aliança eterna.

Isaías 61.8 (ARA)

Chega do Brasil ser roubado. Numa oração feita na véspera com algumas líderes, ficou o pedido de que, se os países que roubaram o Brasil não tiverem como devolver, que peguem emprestado para devolver. As riquezas do Brasil serão reivindicadas de volta, porque quem ficou no Brasil em tempos de crise é legítimo para essa herança. Quem não foi embora quando o Brasil estava feio, sujo, ensanguentado, ficou porque foi ali que o Senhor plantou.

A sua posteridade será conhecida entre as nações, os seus descendentes, no meio dos povos; todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor.

Isaías 61.9 (ARA)

Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o manto de justiça, como noivo que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas joias.

Isaías 61.10 (ARA)

Porque, como a terra produz os seus renovos, e como o jardim faz brotar o que nele se semeia, assim o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor perante todas as nações.

Isaías 61.11 (ARA)

Quem está diante desse texto é quem vai contar essa história para o Brasil, quem vai nutrir o Brasil de esperança. Quando a pandemia bateu na porta e as primeiras reuniões da Comunidade das Nações aconteceram naquele momento, o pensamento era exatamente esse: dar esperança ao Brasil. Foram mais de 150 dias de lives consecutivas, em turnos de três em três horas, porque a intenção era segurar na mão do Brasil com a esperança, dizendo que aquele vírus não iria destruir nem matar, que as empresas não iriam fechar. Os pastores se comprometeram a abrir suas redes sociais, a ir ao ar, as redes da própria Comunidade das Nações foram abertas para isso. E na véspera desta ministração veio a lembrança: está na hora de novo de segurar na mão do Brasil e dar esperança. Não é uma nova pandemia, é uma nova guerra, mas nessa guerra é preciso segurar na mão do Brasil e dizer que não vai haver sucumbir, porque o Espírito do Senhor está sobre nós. Onde o Espírito do Senhor está, tem esperança, tem cura, tem justiça, tem alegria. A vergonha vai passar.

A zona do ridículo e a coragem de permanecer

Uma história de Rick Joyner ajudou a permanecer no lugar da pressão e da vergonha com muito mais força. Ele conta, em forma de parábola, sobre uma garotinha de treze anos que foi a única a conseguir atravessar entre um exército inimigo, enquanto a mãe, que era pastora e mentora dela, não conseguiu passar. Perguntada por que passou e a mãe não, a menina respondeu que passou porque não se importou de ficar na zona do ridículo, e o inimigo não fica de olho em quem está na zona do ridículo, na zona da vergonha. A mãe, ao contrário, se importava demais com o que os outros pensavam e falavam, e preferiu voltar para pedir ajuda em vez de ficar na zona do ridículo.

O Brasil está na zona do ridículo hoje, mas é hora de continuar andando, porque a invisibilidade diante do inimigo vem justamente de não ficar pedindo desculpas, de não ficar repetindo “injustiça, injustiça, injustiça”, a menos que Deus dê uma direção específica para fazer guerra espiritual, e isso não é todo dia, toda manhã. Os textos de Isaías 61 e de Atos 2 chamam para anunciar boas novas mesmo no meio da guerra, porque isso é um antídoto. Como Chris Vlaton também disse nesta conferência, é como ficar andando ao redor de Jericó, mesmo calado, obedecendo ao comando do Senhor. Qual é o comando que Deus deu para amanhã, ou para segunda-feira? Qual é o comando que Deus deu para a vida, para a família, para o Brasil?

Até que eu me levantei como mãe: o exemplo de Débora

Um dos textos que mais impactaram, e que tem sido compartilhado com pessoas estratégicas do Brasil hoje em lugares ridículos, é o de Débora. Ela foi profetiza, foi juíza, foi conselheira por vinte anos, fez um ministério incrível, ajudou muita gente, e no cântico dela aparece essa frase:

Ficaram desertas as aldeias em Israel, repousaram, até que eu, Débora, me levantei, levantei-me por mãe em Israel.

Juízes 5.7 (ARA)

Às vezes não é a profissão, não é o ministério, não é a influência, não é o tanto de seguidores que muda alguma coisa, é a compaixão. O sentimento que uma mãe tem pelos filhos é tido como o maior amor que existe no mundo, e o Brasil hoje precisa que alguém seja essa mãe, esse pai, com o sentimento de dizer: Brasil, eu vou ficar com você até o fim, porque o filho pode ir para as drogas, pode perder as pernas, pode perder a fala, mas os pais nunca deixam os filhos sozinhos. O Brasil precisa disso, que não o deixem sozinho, que alguém segure a mão dele como Débora segurou a de Israel.

Débora conta que no dia em que se levantou como mãe, ela apenas foi junto na guerra, não guerreou, não fez nada sozinha, apenas levou o espírito que estava sobre ela, e os midianitas e os amalequitas foram exterminados, e Israel foi livre. Os midianitas, amalequitas e os demais inimigos de hoje também vão ser exterminados, e quanto mais rápido vier a resposta aos céus, isso vai acontecer. Não é sobre um tempo determinado por Deus, é sobre o quanto cada um está se levantando para ser pai e mãe, da própria família, do Brasil, da política, da economia. E ser pai e mãe significa instruir com as boas novas. É por isso que o Espírito Santo vem sobre alguém: não apenas para que essa pessoa fique cheia, mas para que produza fruto.

A próxima conferência Modeladas vai ser em março do ano que vem, e o convite é para que cada participante traga o seu fruto até lá, apresentando o que fez com o que recebeu aqui: inundar as redes sociais, que são o melhor canal disponível hoje, com reuniões de esperança. Muitas igrejas não fecharam durante a pandemia porque seus pastores usaram o Instagram, usaram a pouca luz que havia, para fazer lives, para não deixar as pessoas morrerem, porque antes de morrer fisicamente, as pessoas morrem emocionalmente e espiritualmente. Por isso o chamado é para ser Déboras, e também para ser Daniel.

Daniel, Ciro e a taça que se enche

Daniel atravessou vários reis maus guardando uma promessa. Um dia chegaria alguém chamado Ciro, e o profeta Isaías, duzentos anos antes, já tinha escrito uma carta para esse rei, dizendo que ele não era um homem que conhecia o Senhor, mas era um ungido do Senhor. É provável que tenha sido Daniel quem sugeriu ao rei Ciro que fizesse aquilo que a carta pedia, embora essa autoria precise ser confirmada com mais estudo.

A Bíblia também traz a ideia de que um rei iníquo precisa que a sua taça de iniquidade se encha para que ele seja julgado por outro. É esse o cenário que se pode esperar: quando aparecem atos de iniquidade, a taça está sendo cheia, e em breve virá outro que vai julgá-lo. Foi assim que Ciro julgou os reis que haviam levado Israel cativo, e devolveu tudo o que tinha sido tomado, permitindo ainda que Israel levasse riquezas daquela nação para reconstruir a própria terra. Vai existir essa restituição também hoje. Vão existir Ciros levantados para ajudar a recuperar o Brasil, talvez até um parente de quem está lendo. Não se deve desprezar, como Chris Vlaton e Denis Silk lembraram na véspera desta conferência, as pessoas que ainda não declaram Jesus como Salvador, porque até mesmo o inimigo é, de certa forma, funcionário de Deus, só faz o que é permitido, e qualquer pessoa pode ser usada pelo Senhor para uma causa que tem a ver com o Reino.

O chamado ao alistamento: sua resposta ao Espírito Santo

Cada conferência representa um esforço enorme. Seria muito mais fácil não fazê-las, porque conferências nunca se pagam, e seria possível fazer algo restrito apenas à Comunidade das Nações. Mas seiscentas pessoas servem numa conferência como esta sem ganhar um real por isso, e neste ano nem a alimentação delas foi paga, embora em outros anos elas até tenham pago para poder servir. Deus colocou essa paixão no coração do JB de fazer deste um lugar que alimenta o Brasil sem cobrar o que é necessário. Cada pessoa convidada é recebida com alegria, porque a missão é ser uma tocha no Planalto Central, e quem vem também ajuda, ora, limpa os céus da cidade, da capital.

Por isso, cada conferência precisa gerar um transbordo para o Brasil, uma ação concreta para quem vai voltar para sua cidade, sua cidade satélite. Não basta recolher os esboços das ministrações, por mais maravilhosos que sejam, e replicá-los. Isso é bom, deve ser feito, mas a pergunta que fica é outra: qual é a responsabilidade que o Senhor colocou sobre mim, porque a quem muito é dado, muito será cobrado. Deus está perguntando quantos vão se alistar num exército que se compromete, entre 2025 e 2026, a anunciar somente boas novas, a frear a boca, as emoções, os sentimentos, a raiva, e anunciar apenas boas novas, até que o Senhor venha sobre o Brasil, até que levante Ciros, até que diga a Daniel que acabou o tempo do cativeiro, até que mande o povo voltar ao Brasil, aqueles que foram embora.

As pessoas que saíram do cenáculo em Atos 2 não fizeram tantas coisas diferentes. Usaram o que receberam. Receberam instruções, e essas instruções saíam pela boca. Foi a única coisa que fizeram, porque na época não havia jornal nem livro para multiplicar a mensagem. Hoje existe muito mais possibilidade de fazer isso. Diga pra sua irmã do seu lado: se você está entendendo o mesmo que eu, você está recebendo um chamado para usar a sua boca.

Até que o Senhor venha, até que o Senhor venha, até que o Senhor venha, não é por um ano, não é por dois anos, não é por seis meses, é até que se veja o Brasil redimido, até que se veja a história econômica, os bens do Brasil, voltando. Não é claro como a riqueza vai voltar, mas existe possibilidade no Senhor para isso.

Oração de compromisso

Senhor, usa a minha vida para anunciar as boas novas. Usa as minhas redes sociais para anunciar as boas novas. Até que o Senhor venha, eu vou ficar de pé.

Daniel nem voltou para construir Jerusalém, mas ele deu uma missão a si mesmo: eu vou ficar aqui de pé até que eu possa fazer com que o povo volte. Nem era o sonho dele, ele nem voltou, mas estava ali de pé, confrontando reis, ensinando reis, testemunhando, anunciando a boa nova, até que pôde dizer a Ciro para mandar o povo voltar, para fazer um decreto de volta.

Diga: eu vou ficar até que o Senhor venha e redima o Brasil. Eu não vou deixar o Brasil sozinho. Essa é a terra que o Senhor me deu. Ele não fez ninguém nascer aqui por acaso. Ele não plantou ninguém numa família brasileira por acaso. Ele já sabia que, neste dia, essa pessoa daria uma resposta ao inferno, que não soltaria as mãos do Brasil.

Pai, cada pessoa que se comprometeu nesta manhã se alista nesse exército de anunciar boas novas. Pai, valeu a pena cada compromisso feito aqui. Pai, tem uma minoria na capital se comprometendo. Pai, tem uma minoria no Planalto Central lavando o chão com lágrimas. Pai, tem uma minoria acreditando que o Senhor vai salvar o Brasil, até que ele venha. Até que o Senhor venha.

Este convite, feito em pé, diante do texto de Atos 2 e de Isaías 61, é o mesmo que fica registrado aqui: qual vai ser a sua resposta ao Espírito Santo a partir de hoje? Para ouvir esta ministração na íntegra, com todo o desenvolvimento que uma transcrição não alcança sozinha, assista ao vídeo completo e acompanhe também o podcast pessoal de Dirce Carvalho.