Eu te trarei de volta à sua missão
Existe uma palavra que foi um norte para mim durante todo o ano de 2026. Para mim, sempre que um ano começa, acorda uma palavra que vai ser como uma palavra guia. E essa palavra acordou para mim em Gênesis 28. Mas, antes de chegar lá, eu tenho pensado muito numa passagem de Romanos 8, como uma missão para nós como brasileiros.
Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.
Romanos 8.18-22
Os filhos maduros de Deus
Existe sempre uma missão coletiva e uma missão individual. E eu acredito que, como brasileiros, nós estamos numa missão coletiva, que é manifestar a nossa maturidade. Deus tem muita paciência conosco enquanto nós somos infantis, assim como nós temos paciência com os nossos filhos. Você vai ensinando o seu filho no caminho que ele deve andar, e Deus vai nos ensinando. Mas chega uma hora em que a gente diz: filho, agora você precisa fazer isso por conta própria, agora você precisa assumir essa responsabilidade, agora eu vou te entregar um carro e você vai dirigir sozinho.
Eu penso que nós estamos nessa estação como Brasil. Deus está nos dizendo: eu entreguei para vocês a terra, eu entreguei os recursos, eu entreguei a política, a educação, mas agora vocês precisam administrar, vocês precisam fazer acontecer. Vocês não são mais bebês na fé. Isso é sobre a responsabilidade de uma missão coletiva, minha e sua como brasileiros, de colocar as coisas em ordem.
Existe um céu espiritual e um céu de governo para todo mundo. Não tem ninguém que vive aqui na terra que não tenha um lugar para governar. E eu acredito que você pode governar a partir de um céu espiritual, porque você tem um endereço espiritual.
E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.
Efésios 2.6
Então o seu primeiro endereço, o seu único endereço, melhor dizendo, não é este aqui da terra, esse que as pessoas pedem quando querem mandar um presente. Você tem um endereço espiritual, e você está assentado com Cristo nos lugares celestiais. Isso é acima dos principados e potestades. Isso é acima da guerra que acontece nos segundos céus, acima da guerra entre anjos e demônios, acima dessa atmosfera. E eu acredito que os filhos maduros de Deus precisam operar a partir desse lugar espiritual. Eles precisam operar baseados não nas coisas da terra, mas nas coisas dos céus.

A escada entre os céus e a terra
Partiu, pois, Jacó de Berseba, e foi a Harã; e chegou a um lugar onde passou a noite, porque já o sol era posto; e tomou uma das pedras daquele lugar, e a pôs por seu travesseiro, e deitou-se naquele lugar. E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; e eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; e a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; e eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado. Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.
Gênesis 28.10-17
Esse texto é tão interessante porque talvez ele se pareça muito com a minha realidade e com a sua. Deus encontra uma pessoa desesperada, desamparada, e faz uma promessa estrondosa. Jacó era um fugitivo, e Deus estava dizendo para ele: eu vou te dar essa terra de onde você está fugindo. Isso aqui tudo é seu. Eu vou multiplicar você, e vocês serão uma grande nação.
Deus é especialista em fazer isso. A didática de Deus é muito diferente da nossa didática. Deus ama profetizar sobre a sua escassez. E eu quero que você pense comigo: nos textos que vamos meditar, Deus está sempre falando sobre o destino das pessoas, o legado das pessoas, a missão das pessoas, a partir da escassez delas. É isso que Ele faz. Ele não está contando com as circunstâncias da terra. É por isso que aqui é uma escada que liga os céus com a terra, porque não é sobre o que está acontecendo na terra, é sobre o que está acontecendo nos céus.
Quando fugimos do que nós mesmos provocamos
Jacó, por causa da sua ansiedade, ou por querer as coisas por conta própria, estava fugindo de coisas que ele mesmo criou para a vida dele. E às vezes é assim. Nós tropeçamos na vida, fazemos coisas erradas, erramos o alvo, e depois fugimos das coisas que nós mesmos provocamos. De repente pensamos: agora eu preciso abandonar o ambiente que eu mesmo provoquei.
Essa era uma família bendita de Deus, e tinha dois filhos. Jacó queria algo que, naturalmente, não tinha acontecido para ele na terra. Já existia uma profecia sobre a vida dele, mas, em vez de esperar pela profecia, ele disse: eu vou fazer acontecer a palavra de Deus a qualquer custo. Sabe quando Deus nos dá uma palavra, chega um atalho, e a gente pensa que tudo bem pegar esse atalho, porque Deus já falou sobre isso? Mas Deus não precisa das nossas ajudas limitadas e terrenas. A mente de Deus é mais alta do que a nossa, os pensamentos dele são maiores do que os nossos. A promessa é feita por Deus, então quem vai cumprir a promessa é Ele. Não é que eu vou ficar de braços cruzados, mas a promessa é para me localizar no futuro.
Nos capítulos anteriores, Jacó faz aquela troca com o irmão e pega o direito de primogenitura. Quando o irmão acorda para isso, ele diz: eu vou te matar, porque você roubou aquilo que era a minha promessa, você conseguiu a bênção do meu pai. E então Jacó foge. Sabe quando nós temos um pouco e queremos, de forma ilícita, pegar a outra parte? Ficamos sem o nosso e sem a parte que queríamos ter pegado. Foi isso que aconteceu. Ali ele era um fugitivo, e não tinha nem a parte da herança que era legítima para ele. Se voltasse para a terra da parentela, seria morto pelo irmão, porque Esaú o perseguia com um bando de homens que queriam matá-lo.
Então ele está naquele lugar vulnerável. Sabe quando, com as próprias mãos, você causou dificuldades para a sua vida? Ou quando outros causaram dificuldades para a sua vida? Quando ele chegou àquela cidade, as portas estavam fechadas, porque em Israel se fechavam as portas da cidade por causa dos ladrões que vinham à noite. Ele não pôde dormir dentro da cidade que tinha planejado. Pegou uma pedra e disse: vou colocar minha cabeça aqui e dormir. E a Bíblia relata que ele tinha um cajado, um bornal e um pouco de azeite.
Reconhecer a visitação
Essa era uma família patriarcal, uma família vinda de Deus. Certamente aquele não foi o primeiro sonho que Jacó teve com Deus. Certamente aquela não foi a primeira visitação de Deus. Mas foi o primeiro dia em que ele resolveu dar atenção à visitação de Deus.
Porque a questão não é se a presença está aqui. A presença de Deus está em todo o planeta Terra. Eu e você é que precisamos reconhecê-la.
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.
Provérbios 3.6
Se você quiser encontrar o Senhor, você vai encontrá-lo em todos os seus caminhos. Mas a Bíblia diz que esse é um trabalho meu e seu: eu preciso reconhecê-lo. E sabe quando geralmente nós o reconhecemos? Na nossa quebradeira, na vida com dificuldade. Ali Jacó estava vulnerável. Não tinha pai, mãe, irmão, não estava na sua cidade. Então ele considerou que aquele sonho era de Deus.
Eu quero chamar a sua atenção para isso. Eu acredito que a presença de Deus está nos visitando copiosamente nesta estação, mas nós estamos dizendo: isso é porque eu vi uma arte na internet, isso é porque alguém falou essa palavra. E não estamos reconhecendo o caminho do Senhor. Jacó disse: eu reconheço que a presença de Deus está aqui. Eu reconheço que tem uma escada, e que essa escada está ligando os céus com a terra.
Eu acredito que isso é sobre a nossa temporada. Quando você vai estudar as letras e os números hebraicos, a conjunção que está nesse texto é o número 6, que é o ano em que nós estamos, e ela fala de conexão. Esse texto fala de uma conexão entre os céus e a terra. Aparentemente nós estamos vivendo uma grande revolução na terra chamada Brasil, mas Deus quer nos conectar, neste tempo de transição, com a revolução que está nos céus.
A partir dali, a história de Jacó começa a mudar. Se você ler os capítulos seguintes, vai ver que ele passa a considerar as direções de Deus, e não mais as direções da sua ansiedade, da sua força, da sua garra ou da sua expertise. É Jacó dizendo: minha humanidade é esta, isto é o que sobrou da minha vida depois dos erros, dos acertos, depois de tudo o que eu fiz em vinte, trinta, quarenta anos. Um cajado, um pouco de azeite, um bornal, e eu estou indo para a casa de um tio com quem talvez eu nem tenha muita intimidade.
Então será que é o Brasil, ou será você como vida pessoal? O que sobrou da sua vida em vinte anos, em trinta anos, em cinquenta e cinco? Eu creio que a Conferência Global é sobre essa união da terra com os céus, e que eu e você vamos decidir qual governo vai governar a terra a partir de agora, se o governo dos céus ou o governo da terra. Isso passa pelas minhas palavras e pelas suas, pela minha oração e pela sua. Porque é quando eu me posiciono dizendo que vou ouvir os céus para governar a terra que eu começo a modificar as estruturas mais básicas da terra.
O azeite derramado
Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por seu travesseiro, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela. E chamou o nome daquele lugar Betel; o nome porém daquela cidade antes era Luz. E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; e eu em paz tornar à casa de meu pai, o Senhor me será por Deus; e esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.
Gênesis 28.18-22
Você começa a notar que os sonhos, a ênfase da vida de Jacó, começam a mudar. Ele não está dizendo: Deus, eu peguei a bênção do meu pai, o direito de primogenitura, e quero que o Senhor proteja isso comigo, que para onde eu for eu seja o primogênito. Não. Ele se reduz. Ele diz: agora eu quero coisas para comer, agora eu quero coisas para vestir, agora eu quero voltar em paz para a minha casa, o lugar onde eu criei a minha própria guerra.
Era uma guerra criada por ele. E ele diz: eu não quero mais o que eu queria. O que eu quero agora é voltar ao que eu tinha, porque eu não valorizei o que eu tinha. Às vezes é assim conosco. Achamos que o que temos é pouco, que não é suficiente, e que a gente pode ajudar a promessa que Deus nos deu. Deus nos deu uma promessa, mas não queremos aguardar por ela. Vamos pegar atalhos ou fazer por conta própria. E aqui Jacó está dizendo: não, agora eu reconheço. Sabe o que eu quero? É o que eu tinha, não o que eu pretendia.
E é tão especial que Deus diz para ele: eu sei que você empreendeu ir a algum lugar, e eu vou com você no que você empreendeu. Mas o que mais me chama a atenção nesse texto é outra coisa: eu te trarei.
Eu te trarei de volta
Imagine uma linha. Essa linha é o meu destino e a minha missão. Muitas vezes estamos na porta da nossa missão, mas pegamos atalhos, ou erramos o alvo, ou, por causa das circunstâncias, trocamos o direito de primogenitura, ou fazemos acertos que não beneficiam a missão de Deus para a nossa vida. E nos distanciamos da missão. Pegamos outro caminho.
Mas é tão incrível como Deus diz: eu te trarei de volta. Eu te trarei de volta ao lugar que eu desenhei para você, ao lugar onde você vai ter de derramar a sua vida, ao lugar onde você vai exercer a missão para a qual eu te desenhei e te chamei.
Deus é paciente conosco. Ele diz: tudo bem, talvez você vá fugir por um tempo. Deus nos prospera até nesses lugares. Você não é capaz de encarar Esaú agora? Então vai para a casa do seu tio. Mas, enquanto você vai, eu vou começar a colocar coisas na sua vida que, no dia em que eu te trouxer de volta para a sua parentela e para a sua missão, já vão ser adubo, já vão ser combustível, já vão fazer sentido. Deus não vai desperdiçar nada na nossa vida. Ele vai pegar as coisas boas e as ruins e, se nós as apresentarmos diante dele, vai dizer: isso vai servir de alguma forma para a próxima estação.
A resposta rápida
A Bíblia diz que Jacó deu uma resposta rápida. Esse texto é fantástico, porque ele não demorou. Ele se levanta de madrugada e faz. E esse texto começa a mostrar o coração de Jacó. Ele não é nem sobre a missão, é sobre o tratamento de Jacó.
Quando ele se dispõe a derramar o azeite que tinha, que era o tudo da terra que lhe restava, ele diz: Deus, eu quero trocar o tudo que restou da terra pela sua presença. Eu quero derramar aqui o único azeite, o único sustento, o único dinheiro, e vou seguir sem nada, sem as minhas forças terrenas. Vou seguir com a sua presença, com a sua direção. Quando ele unge aquela pedra, é um ato de desapego. É dizer: eu não vou andar pelo que eu conquistei, eu não vou andar pelas forças próprias, eu não vou andar pela minha expertise.
Eu acredito que os filhos maduros de Deus são aqueles que vão dar respostas rápidas a Deus. Não aqueles que vão dizer: Senhor, o Brasil não está numa boa hora. Ou: Senhor, nós estamos num momento de transição, eu não posso correr riscos. Não. Os filhos maduros de Deus correm riscos. Os filhos maduros de Deus se posicionam onde devem se posicionar. Os filhos maduros de Deus vão para a beira do ribeiro de Quisom.

Desperta, Débora
A palavra que está no versículo 16, “acordando, pois, Jacó do seu sono”, é a mesma que Deus usa com Débora.
Desperta, desperta, Débora, desperta, desperta, entoa um cântico; levanta-te, Baraque, e leva presos os teus cativos, tu, filho de Abinoão.
Juízes 5.12
No dicionário Strong, essa palavra significa: levanta-te, posiciona-te. É a mesma ideia que está em Isaías 60.
Levanta-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti; porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti.
Isaías 60.1-2
As trevas estão aumentando sobre a terra. Mas, se você se posicionar, se você ficar firme, a glória do Senhor virá sobre você. A glória do Senhor vai usar você como um farol, e você vai atrair outros filhos de Deus. Não é porque está tudo bem na terra. As trevas estão inclusive aumentando. Mas, se você ficar firme onde Deus disse para você ficar firme, a luz e a glória do Senhor virão, e você vai atrair outros companheiros.
É isso que Deus diz a Débora: você precisa despertar. Eu dei uma palavra a Baraque, para ele ir com dez mil soldados e ficar na beira do ribeiro de Quisom, que eu ia dar essa guerra a vocês. Por que vocês ainda não foram? Por que não se posicionaram onde eu chamei vocês para se posicionarem? Um dos significados que eu mais amo dessa palavra é este: entre em cena na sua própria vida. Porque às vezes eu e você estamos fora de cena da nossa própria vida. Deus nos chamou para desenvolver algo, para nos posicionarmos a favor de algo ou contra algo, e saímos de cena por causa das circunstâncias, das finanças ou do momento.
Cessaram as aldeias em Israel, cessaram; até que eu, Débora, me levantei, por mãe em Israel me levantei.
Juízes 5.7
Israel estava sendo saqueado havia vinte anos, até que Débora se levantou. Brasil, é hora de nos levantarmos. Até que nós nos levantemos como mães e como pais do Brasil. Porque mãe e pai não abrem mão dos filhos. Os filhos podem estar nas drogas, podem ter mudado de gênero, pode ter acontecido qualquer coisa, e eu vou continuar sendo mãe, e você vai continuar sendo pai. Mãe e pai é uma marca. Se você é mãe, se você é pai, você está marcado, e não tem como mudar isso.
O destino e a missão têm a ver com marcas. Então não queiramos sair correndo dos lugares de desafio. Não queiramos abandonar o Brasil porque talvez não seja o futuro que pensamos. Você é legítimo nesta terra. Deus não errou quando disse que você nasceria no Brasil. Isso não é um plano seu, nem do seu pai, nem da sua mãe. É um plano de Deus. E Ele diz: eu tenho uma missão específica para você em 2026, em 2027, em 2030. Eu tenho algo já escrito e determinado, você só precisa seguir a minha direção.
A ajuda dos céus vem para quem se posiciona
Débora anima Baraque, e eles vão para a beira do ribeiro de Quisom. Israel tinha quarenta mil soldados, mas a didática de Deus é muito diferente da nossa. Deus diz: você não precisa contar com toda a força da terra. Não é sobre a estrutura que você tem, nem sobre o pedigree, nem sobre a expertise, nem sobre o que você construiu até aqui. É sobre a presença do Senhor. E Deus diz a Débora e a Baraque que vão apenas com dez mil soldados.
Se você ler Juízes 4 e 5, vai ver como é interessante. Algumas tribos são convidadas para a batalha e dizem: não, estou cuidando dos meus campos. Eu não vou entrar em outra guerra. Eu não quero me misturar com esse povo. É muito perigoso isso que vocês vão fazer. Deixa eu te dizer: às vezes eu e você vamos ganhar a guerra por nós e pelos irmãos que não vieram conosco. E está tudo bem, porque Deus está contando com você.
Então aqueles dez mil soldados e Débora vão para o ribeiro de Quisom. Era um lugar ermo. Eu imagino que Sísera, do outro lado, com o seu exército, pensou: agora Israel muda de nome, porque está muito fácil derrotar toda a defesa de Israel. Mas, quando eu e você vamos para o lugar onde Deus disse para nos posicionarmos, a ajuda dos céus vem. A ajuda sobrenatural vem.
Desde os céus pelejaram; até as estrelas desde os lugares dos seus cursos pelejaram contra Sísera. O ribeiro de Quisom os arrastou, aquele antigo ribeiro, o ribeiro de Quisom. Pisaste, ó minha alma, à força.
Juízes 5.20-21
A Bíblia diz que os céus começaram essa batalha. Quando o exército de Débora e Baraque ficou naquele lugar, veio uma tempestade, um comando dado pelos céus. O exército de Jabim era de carros e cavalos, tinha uma tecnologia avançada. Quando o ribeiro começou a encher, virou um atoleiro, os carros ficaram atolados, os cavalos ficaram atolados, e aqueles soldados, que talvez não soubessem lutar como os de Israel, com espada e correndo, fugiram.
Sabe o que eu vejo nessa história? Que, se eu e você nos posicionamos em obediência, não é sobre a minha força nem sobre a sua força. É sobre a estratégia de Deus. Deus drenou a força do inimigo. Aquilo que era a força do inimigo, os carros e os cavalos, ficou emperrado, não pôde se movimentar, e Deus deu uma vantagem aos filhos de Deus.
Eu creio que esta é uma temporada, para a minha vida pessoal e para a sua, de nos posicionarmos em obediência. Porque, quando eu e você nos posicionarmos em obediência, a ajuda dos céus virá. Eu não sei se será uma tempestade, como foi ali. Não sei se será a queda de alguma coisa. Mas eu sei que a ajuda virá e o livramento virá do Senhor. A força do seu inimigo, do seu perseguidor, será drenada pela mão do Senhor, e não por uma estratégia de guerra sua.
Vinte anos de limpeza
Voltando a Jacó: ele passa vinte anos na casa de Labão, construindo a sua família, construindo a sua riqueza, e sendo enganado. Porque aquilo que fazemos e que está dentro de nós emite uma frequência para fora de nós e atrai exatamente as mesmas coisas. Se você está entrando sempre em situações muito parecidas, talvez existam coisas dentro de você atraindo as mesmas coisas ruins. Então, quando eu quero tirar coisas do meu redor, eu preciso limpar primeiro dentro de mim, porque talvez ali dentro tenha algum lixo atraindo as moscas que estão voando perto de mim.
Esse processo de vinte anos é também uma limpeza de Jacó. São as vezes em que ele é enganado, confrontado, desmerecido. Para entrarmos no lugar da missão, nós vamos ter de nos esvaziar completamente de nós mesmos.
E disse o Senhor a Jacó: Torna-te à terra dos teus pais, e à tua parentela, e eu serei contigo.
Gênesis 31.3
Deus chega para ele e diz: agora é hora de você voltar. Lembra que eu disse que te traria de volta? Eu fui com você no que você sonhou, eu fui com você na sua fuga, eu te dei roupa. Jacó tinha pedido roupa, comida, e voltar em paz. E Deus diz: isso combina com o que eu penso para você, porque a sua missão está aqui, junto da sua parentela, nesta geografia.
Às vezes eu e você passamos anos fugindo da nossa geografia espiritual, fugindo da nossa missão, pelas coisas que fizemos ou pelas coisas que os outros fizeram. E eu acredito que a Conferência Global é sobre isto: volte ao lugar onde Deus disse que você deveria estar. Volte ao seu localizador espiritual da missão. Volte ao seu lugar de governo, ao lugar onde você foi comissionado para ser um regente. E isso só os filhos maduros vão fazer, porque geralmente isso tem riscos, até físicos, como foi com Baraque e Débora. Deus já tinha dito a eles que libertassem Israel. Eles é que demoraram. E, enquanto nós demoramos, Deus vai nos limpando e nos realinhando.

Ficando ele só
Quando Jacó volta, são inúmeras sagas. O maior desafio que ele tinha para voltar para a missão era um encontro com Esaú. Os servos avisam que Esaú está vindo no caminho com quatrocentos homens. Será que vinha com quatrocentos homens só para dar as boas-vindas? Provavelmente ele ainda pensava num acerto de contas.
Então Jacó temeu muito e angustiou-se; e repartiu o povo que com ele estava, e as ovelhas, e as vacas, e os camelos, em dois bandos. Porque dizia: Se Esaú vier a um bando e o ferir, o outro bando escapará. Disse mais Jacó: Deus de meu pai Abraão, e Deus de meu pai Isaque, o Senhor, que me disseste: Torna-te à tua terra, e a tua parentela, e far-te-ei bem; menor sou eu que todas as beneficências, e que toda a fidelidade que fizeste ao teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão, e agora me tornei em dois bandos. Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú; porque eu o temo; porventura não venha, e me fira, e a mãe com os filhos. E tu o disseste: Certamente te farei bem, e farei a tua descendência como a areia do mar, que pela multidão não se pode contar.
Gênesis 32.7-12
Jacó teve medo, se perturbou e usou uma estratégia que ele ainda conhecia, que era humana: dividiu em dois bandos o povo, os rebanhos, os bois e os camelos. Mas depois ele ora, e ora trazendo à memória a promessa do Senhor. O Senhor disse para eu voltar para a minha missão. O Senhor disse para eu voltar para a minha parentela. O Senhor disse que me faria bem.
E ele confessa a sua vulnerabilidade. Eu sou indigno de toda a sua fidelidade, de todo o seu amor e bondade, porque eu fugi da missão, mas o Senhor me prosperou, o Senhor me ajudou. Eu saí daqui apenas com um cajado, e agora sou dois bandos. Mas eu estou com medo. Apesar de ser um homem rico, poderoso, com família e servos, ele diz: Senhor, eu estou com medo mesmo.
Depois ele separa um presente estratégico para o irmão: duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros, trinta camelas de leite com as crias, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentinhos. Cada rebanho à parte, com um espaço entre um e outro, e a mesma resposta na boca de cada servo: é um presente do seu servo Jacó. Antes ele queria roubar o que Esaú tinha. Agora esse coração quer dar o que tem, embora ainda esteja tentando uma estratégia.
E levantou-se aquela mesma noite, e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque. E tomou-os e fê-los passar o ribeiro; e fez passar tudo o que tinha. Jacó, porém, ficou só.
Gênesis 32.22-24
Eu grifei essa expressão: ficou só. Porque é nessa hora que não importa mais o que temos, nem que queremos proteger o nosso legado, os nossos filhos, a herança deles. É a hora em que dizemos: Senhor, se tem algo para acertar, acerta comigo. Não acerta com os meus. Eu quero voltar para o lugar da missão, mas não quero trazer impacto sobre aqueles que confiaram no meu governo, na estratégia que o Senhor me deu para multiplicar.
Eu acredito que 2026, e a Conferência Global em especial, é sobre esse funil, onde vamos dizer: Senhor, eu sonhei, eu conquistei, mas sabe quando nada disso está valendo a pena? Não são as coisas da terra que importam. Não é que a família e os filhos não importem. Mas, no dia em que o seu localizador espiritual está onde Deus disse para você estar, você é a pessoa mais completa da terra, independentemente das joias, dos sapatos, das roupas, do dinheiro, do carro, da viagem, da riqueza.
Jacó estava nesse momento. Senhor, o Senhor me prosperou, me ajudou. Eu não quero que venha mal sobre a minha família. Mas eu estou com medo. Mais uma vez eu estou como se estivesse em Betel. Então livra-me. Eu só quero seguir para cumprir a sua missão. O Senhor disse que me traria de volta, e disse que me traria em paz.
Qual é o teu nome?
Eu quero dizer para você que Deus não mudou o destino nem a missão que tem para você, uma vez que você queira fazer o caminho de volta. Uma vez que você siga os passos e não queira dar um jeito, nem dar desculpas, nem se proteger.
E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.
Gênesis 32.27-28
Aquele era um momento de completa exposição. Muitos teólogos e pastores explicam esse texto dizendo que Deus ficou insistentemente perguntando: como você se chama? Como você se chama? Porque muitas vezes Deus vai fazer as mesmas perguntas até que admitamos quem somos. Até que não coloquemos a culpa nos outros. Não, Senhor, eu errei. Eu roubei. Eu adulterei. Eu matei. Eu fiz isso pela minha própria maldade, pela minha própria escolha.
Os filhos maduros de Deus são aqueles que chamam para si a responsabilidade do que deu certo e do que não deu certo. E eu creio que a Conferência Global é sobre isso: ser um filho maduro de Deus, chamando para si a responsabilidade do Brasil, inclusive. A responsabilidade da educação, da saúde, da política, da igreja. A responsabilidade de onde está o seu casamento, de onde estão os seus filhos. Não adianta dizer: eu fiz tudo pelos meus filhos, eles é que não me ouviram. Não existe algo mais que possa ser feito?
Este é um pensamento particular, e talvez alguém o desconstrua: eu creio que, quando você se dispõe a sacrificar como Abraão fez, quando diz “no meu coração eu já sacrifiquei Isaque”, você já tem a vitória. Ela vai se manifestar depois. Então, se você diz: Senhor, eu vou ficar aqui no meu lugar de missão até que aconteça, é como em Isaías 60. É entrar em cena e ficar firme, apesar dos ventos e das tempestades.
E nesse texto Deus diz: então eu vou trocar o seu nome. Eu vou trocar a sua natureza. Eu vou trocar o que estava dentro de você, as raízes que levaram você a esses lugares. Você não vai se chamar Jacó, mentiroso, enganador, trapaceiro. Você vai se chamar Israel, e eu vou cumprir a minha missão sobre você.
Não despreze as suas marcas
E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa.
Gênesis 32.31
Quando ele sai daquele lugar, sai mancando. Ele tem uma marca. Não despreze as marcas. Talvez você tenha uma marca na sua reputação. Talvez tenha uma marca na vida financeira, porque a sua empresa já pediu recuperação judicial mais de uma vez. Talvez tenha uma marca no casamento, na criação dos filhos, uma marca física. Não despreze as suas marcas.
Sabe como Jacó sai do vau de Jaboque? Do mesmo jeito que atravessou o Jordão: apenas com um cajado, apenas com um apoio. Da mesma forma que saiu da missão, ele entra na missão, porque não sabia o que seria das esposas, dos filhos e da riqueza. E um cajado é um apoio em Deus.
É Ziclague. Davi ficou anos no deserto, construiu na cidade do inimigo, foi para a guerra errada e, quando voltou, a cidade dele tinha pegado fogo. Os amalequitas tinham levado tudo o que ele tinha construído. Ele não tinha mais amigos. Os seus próprios homens falavam em matá-lo. Ele estava como Jacó, sozinho no vale, no meio das cinzas.
E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; todavia Davi se fortaleceu no Senhor seu Deus.
1 Samuel 30.6
Ele pede a estola sacerdotal, invoca o Senhor, fala com o Senhor. E o termo ali, em hebraico, quando diz que Davi se fortaleceu no Senhor, é que Davi pegou a força emprestada de Deus. O JB fala muito sobre esse termo. Davi vem para um lugar onde há uma escada de anjos que sobem e descem. Porque eu creio que a Conferência Global é sobre essa conexão entre a nossa terra, a terra da nossa vida, a terra do Brasil, e os céus. E nós não vamos mais viver a partir das leis da terra, se honrarmos a presença.
Eu não sei como você chegou aqui. Se, como Jacó, precisa confessar os seus pecados, deixar o modo de operar errado, o negociador, o “do meu jeito”. Ou se, como Davi, depois de um extenso deserto, precisa se reanimar no Senhor, pegar a força de Deus emprestada.
O sopro de Deus sobre a promessa
Quando Deus disse a Abrão “sai da tua terra, e eu vou fazer de ti uma grande nação”, por vinte e quatro anos Abrão teve uma promessa diante da sua escassez. A promessa era: eu vou te fazer uma grande nação. E as circunstâncias eram totalmente ao contrário. Ele não tinha filho, não tinha filho, não tinha filho. Ló tinha família. Os servos dele tinham família.
Imagine a zona do ridículo. Um filho maduro aguenta ficar na zona do ridículo. Um filho maduro se arrisca a ficar ali quando a sua reputação está sendo questionada. Imagine as pessoas dizendo: você é o nosso líder espiritual, mas as palavras de Deus nem se cumprem sobre a sua vida. Sobre a minha se cumpriram, eu tenho filho, eu tenho família, mas você diz que a sua missão é construir uma grande nação e não tem filhos. Como é que vai construir?
Ele ficou nesse teste por vinte e quatro anos. Talvez Abrão seja o personagem bíblico que mais sacrificou e fez altares, talvez junto com Davi. Todas as vezes que a presença vinha, ele trazia uma oferta, ele adorava. Porque trazer oferta é sobre adoração, não é sobre troca. Uma das coisas mais difíceis de abrir mão é o dinheiro, porque ele nos dá controle e segurança. Então oferta é sobre adoração.
Todas as vezes que Deus encontrava Abrão, fazia a promessa e relembrava a ele. Será que esse é um cenário meu e seu? É um cenário do Brasil? Brasil, você vai ser um celeiro para as nações. Brasil, você vai ser o vinho novo deixado para o final. Que palavras nós temos de relembrar ao Brasil nesta estação? Estamos juntos para segurar nas mãos do Brasil sobre essas palavras.
Então disse Abrão: Senhor Deus, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado filhos, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro.
Gênesis 15.2-3
Em Gênesis 15, Abrão está chateado. Como eu vou saber que você vai cumprir a sua promessa? Eu só tenho um herdeiro, Eliézer. Mas ali era uma estratégia humana. Deixa eu te dizer, com muito temor: vamos deixar as nossas estratégias aqui neste altar e seguir apenas com a direção de Deus. Porque a minha estratégia tem que ser a obediência. Onde Ele te mandou ficar, está difícil, está pesado, mas fica firme. Fica de pé. O vento está batendo, mas fica firme, porque vai passar, porque você está no lugar da obediência. E não existe moeda tão forte quanto a obediência e o sacrifício.
Então Deus diz a Abrão: vamos fazer mais uma aliança. Você vai partir as aves, e eu vou vir. Mas Deus não vem logo, e a Bíblia mostra Abrão desfalecendo de cansaço. Deixa eu te falar: às vezes entrar na missão vai custar coisas físicas mesmo. E Deus vem quando nós dizemos: não dou mais conta, não tenho mais estratégia. Aí Deus vem e diz: eu vou cumprir a minha palavra, eu vou te multiplicar.
E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto.
Gênesis 17.5
E então vem Gênesis 17, em que Deus diz: daqui a um ano. Aquilo que o Senhor prometeu, aquilo que você vem adorando e sacrificando, ou aquilo que, como Jacó, você vem ouvindo nas instruções de Deus enquanto limpa o seu caminho, ou alguma palavra que, como Débora e Baraque, você tinha deixado na prateleira porque achou que não reunia condições financeiras, emocionais ou espirituais suficientes para enfrentar essa guerra. Deus diz: daqui a um ano eu vou cumprir a minha promessa sobre você.
E sabe o que acontece ali? Deus diz: eu vou trocar o seu nome. Na Bíblia é comum nomes serem trocados ou ganharem letras. Deus acrescenta uma letra, o H, ao nome de Abrão. E o H é uma letra que aparece duas vezes no nome impronunciável de Deus. Sabe o que isso significa? Abrão, agora você vai ter a sua promessa cumprida porque eu vou soprar o meu Espírito sobre você. Não é pelo tanto de altares, pelo tanto de sacrifício. Tudo isso eu contabilizei, tudo isso foi muito importante, tudo isso trouxe você até aqui. Cada sacrifício, cada oferta, cada palavra profética.
Mas eu quero declarar sobre a sua vida que o sopro do Senhor, a marca do Senhor, está vindo sobre você, apesar de todo o acúmulo de desastres ou de acertos que você teve na vida até aqui. Se a sua promessa demorou treze, catorze anos, como a de Davi, se demorou vinte e quatro anos, como a de Abrão, se demorou muito tempo, como a de Débora, se demorou vinte anos, como a de Jacó, não é sobre o tempo. É sobre reconhecermos a presença, darmos resposta à presença, sermos obedientes para ficar no lugar que Ele disse para ficarmos, apesar da pressão. E então o sopro dele virá sobre nós, como veio sobre Davi trazendo ânimo. E esse sopro nos põe na porta da nossa missão.
Porque a missão que Deus tem para nós, o destino que Deus tem para nós, é muito maior que a nossa humanidade. Não é com as nossas forças terrenas que iremos. É quando essa escada está ligando os céus com a terra, quando os anjos estão subindo com as nossas orações e a nossa adoração e descendo com o suprimento.

Na porta da sua missão
Se você se encaixa em qualquer uma dessas histórias, diga: Senhor, eu vou me posicionar aqui no meu vau de Jaboque. Senhor, eu vou me posicionar aqui no meu Gênesis 15. Eu vou me posicionar aqui em Ziclague. Eu vou me posicionar aqui na beira do ribeiro de Quisom, para ver a sua intervenção sobre a minha vida.
Talvez você esteja em Ziclague. Talvez esteja no vau de Jaboque, porque ainda tem algum erro de caráter, alguma anomalia que você sabe que existe em você e não quer confessar. Está guardando, colocando debaixo do tapete. E talvez você diga: Senhor, este é o meu tempo, e eu quero ir, quero restaurar, quero me retratar. Ou talvez você esteja cansado, como Davi em Ziclague, e os seus amigos se foram, a sua família foi roubada, e não te resta nada a não ser vir ao altar. Talvez você tenha chegado aqui como presente de alguém, porque estava sem recursos, sem força, sem ânimo. Eu não sei. Mas eu sei que tem uma escada de anjos subindo e descendo, e que Deus está dizendo para você:
Eu te trarei. Eu te trarei à sua missão. Eu te trarei em paz, porque eu te guardei até aqui. Você não morreu, apesar do diagnóstico. Você não morreu, apesar da crise financeira. Você não morreu, apesar da depressão. Você não morreu, apesar da acusação, das injúrias, das mentiras. Então eu estou te posicionando, filha. Eu estou te posicionando, filho. De novo na porta da sua missão, na porta do seu destino, que é onde você vai deixar o legado para as próximas gerações, dizendo: eu não fugi de onde Deus disse para eu ficar.
Jacó teve de falar com o Senhor. Abrão teve de falar com o Senhor. Davi teve de falar com o Senhor. Débora foi despertada pelo Senhor. Não é sobre a música nem sobre a instrução, é sobre você e o Senhor. Talvez você tenha de dizer: sim, Senhor, eu sou um trapaceiro, eu sou uma mentirosa, eu estou viciado em pornografia, eu roubo o Senhor nos dízimos e nas ofertas. É uma confissão que você vai fazer ao Senhor. Ou talvez você tenha de dizer: eu estou cansada, eu não aguento mais esperar, o Senhor está prometendo há muito tempo sobre a minha escassez. Diga a Ele o seu localizador espiritual. Porque, quando você se levantar, vai se levantar no seu novo, atual e legítimo localizador.
Está tudo bem com o localizador espiritual com que você chegou aqui. Ainda que o seu quadro fosse uma bagunça, cercado de caos, cercado de desaprovações humanas e espirituais, está tudo bem. Deus não está aterrorizado com isso. Mas Ele tem uma porta para nós, e está dizendo: me reconheça. Me leve com você em cada decisão, em cada fala, em cada porta que se abrir, em cada pensamento, em cada post que você faz e em cada post que você encaminha.
O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos.
Isaías 61.1
Isaías 61 vem logo depois de Isaías 60, logo depois do “levanta-te”, do entrar em cena. Bill Johnson explica Isaías 61 dizendo que quem cura e quem sara são aqueles que foram quebrados e doentes. É por isso que o Espírito de Deus está sobre você: para você curar, para você sarar, para você restaurar. Porque, se você era quebrado, mas hoje tem o Espírito Santo, você é legítimo para ajudar as pessoas quebradas. Quando eu permito que o Espírito Santo repouse sobre mim todas as horas do meu dia, apesar da quebradeira, se eu aceito essa direção dele, eu posso anunciar as boas-novas para o Brasil, para as pessoas.
Senhor, como em Isaías 60, eu quero me levantar. Eu quero me posicionar. Eu quero entrar em cena na minha própria vida, eu quero entrar em cena na minha missão, eu quero entrar em cena no meu chamado, porque o Espírito do Senhor está sobre mim. Ele está soprando, e eu estou indo com o acréscimo do meu nome, com o sopro de Deus. Pelas ruas da cidade eu vou poder declarar o nome de Jesus, o senhorio de Jesus. Pelas ruas da cidade eu me comprometo a espalhar a presença de Deus, porque o Senhor me chama para anunciar boas-novas. Apesar das minhas marcas, eu sou um anunciador das boas-novas por todo o Brasil.
Para guardar
- Deus ama profetizar sobre a sua escassez.
- Deus não vai desperdiçar nada na nossa vida.
- Os filhos maduros de Deus correm riscos.
- Você é legítimo nesta terra.
- Não despreze as suas marcas.

