Calebe e o Tempo da Conquista: A Fé que Reivindica as Promessas de Deus

Culto Bem Mais que Vencedores • 11.06.2026 | 20h SIA — thumbnail do vídeo

Calebe disse a Josué: tu sabes o que o Senhor falou a Moisés, homem de Deus, acerca de mim e de ti em Cades-Barneia. Seguiste plenamente ao Senhor, meu Deus. Dai-me, pois, este monte.

cf. Josué 14.6-12

Estamos no mês de junho, o mês que a igreja tem chamado de tempo da conquista, a geração de Josué. O bispo JB finalizou no domingo a Escola do Deserto e agora entramos numa nova estação. O texto para essa noite é Josué capítulo 14, a partir do versículo 5, o relato de Calebe reivindicando a herança que lhe havia sido prometida 45 anos antes.

Assim fizeram os filhos de Israel a partilha da terra, como o Senhor ordenara a Moisés. Então os filhos de Judá se aproximaram de Josué em Gilgal, e Calebe, filho de Jefoné, o quenizeu, lhe disse: tu sabes o que o Senhor falou a Moisés, homem de Deus, acerca de mim e de ti em Cades-Barneia. Eu tinha quarenta anos quando Moisés, servo do Senhor, me enviou de Cades-Barneia a espiar a terra, e lhe trouxe notícias conforme sentia no meu coração. Meus irmãos que subiram comigo fizeram desfalecer o coração do povo, mas eu segui plenamente ao Senhor, meu Deus. Então Moisés jurou naquele dia, dizendo: certamente a terra que teu pé pisou será tua herança e de teus filhos para sempre, pois seguiste plenamente ao Senhor, meu Deus (cf. Josué 14.6-9).

Calebe continua a sua fala: o Senhor me tem conservado vivo, como prometeu. Faz quarenta e cinco anos, desde o tempo em que o Senhor falou isso a Moisés, durante os quais Israel andou pelo deserto, e agora tenho oitenta e cinco anos. Ainda hoje estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou. Qual era a minha força então, tal é agora a minha força para a guerra, para sair e para entrar. Dai-me, pois, este monte do qual o Senhor falou naquele dia, pois tu ouviste que ali estão os enaquins e que as cidades são grandes e fortíssimas. Se porventura o Senhor for comigo, os expulsarei, como prometeu. Então Josué o abençoou e deu Hebrom por herança a Calebe, filho de Jefoné. Portanto, Hebrom veio a ser herança de Calebe, filho de Jefoné, o quenizeu, até o dia de hoje, porquanto seguiu plenamente ao Senhor, Deus de Israel. O monte de Hebrom era antes chamado Quiriate-Arba, porque Arba era o maior homem entre os enaquins. E a terra repousou da guerra (cf. Josué 14.10-15).

O contexto de uma geração que atravessa o Jordão

Esse é um texto que todos já conhecem, a história de Josué. E esse capítulo 14 é um capítulo poderoso. Quando pegamos todo o contexto do livro de Josué, desde quando Moisés passa o bastão para Josué, logo no primeiro capítulo Josué recebe um encorajamento num contexto em que ele se encontrava talvez com medo pelo desafio de levar o povo à terra da promessa, a terra da riqueza. E o ponto é que estamos no mês de junho, que é o tempo da conquista, o tempo da geração de Josué.

O grande ponto é que, por vezes, estamos na jornada da vida limitados pelo medo, pela paralisia de talvez ter acreditado naquilo que falaram sobre nós. Por vezes estamos na jornada e começamos a nos retrair, andando em loops sem conseguir avançar e romper os gaps e os limites da vida. Quando pegamos o contexto do livro de Josué, estamos falando de um contexto de esperança, de obediência e de avanço.

Por isso precisamos colocar em perspectiva que a travessia do Jordão, a qual Josué teve que levar o povo a fazer, foi o tempo em que as escamas caíram, onde as limitações caíram e tudo aquilo que estava no interior do povo teve que ficar para trás. Isso é renúncia. Por vezes, para avançarmos naquilo que Deus tem para nós, para chegarmos à nossa promessa, ao nosso Hebrom, precisamos resolver alguns gaps, algumas limitações, por vezes vícios ocultos, aquilo que fazemos escondido e que quebra um princípio na palavra de Deus. É o momento de nos posicionarmos e verdadeiramente vivermos um tempo de conquista.

Não estamos num momento simplesmente de um calendário com essa temática. Estamos num chamamento da parte de Deus, uma convocação divina. É o Senhor dizendo à igreja: é hora de parar de se acampar na promessa e é o tempo de pisar na terra que ele prometeu e que já nos entregou. Estamos exatamente nessa página. Quando pegamos a geração de Josué, a geração que atravessou o Jordão quando não fazia sentido humano avançar, eles pisaram na água e a água se abriu. Estamos falando de um ato de fé, porque seguir a Cristo é um ato de fé. Precisamos ter a convicção de que aquilo vai acontecer.

Talvez você chegou até aqui com muitos desafios. Talvez a coisa não tenha acontecido ainda neste ano de 2026, mas há uma palavra trazida para a sua vida: continue firme, continue perseverante, resiliente, que você vai chegar na terra da promessa.

Suportar o processo sem amargura

O capítulo 14 nos apresenta Calebe, um homem que carregou uma promessa por 45 anos sem amargura, sem desistência, sem ressentimento, sem concessão à parte da mediocridade. Calebe suportou o processo. Quando pegamos a Bíblia e olhamos os arquétipos bíblicos, quando olhamos para Moisés, para José, todos eles passaram por um processo. Talvez você esteja passando por um processo agora, e esse processo traz consigo dor. Porque toda vez que estamos em processo, somos esticados, e isso traz dores. Mas o grande ponto, a grande diferença, é permanecer firme na promessa de Deus.

Calebe aguardou 45 anos, e quando chegou o momento de distribuir a terra, ele não ficou simplesmente esperando. Calebe reclamou o que era seu. Ele foi reivindicar exatamente o que era seu. Estamos falando da geração de Josué, uma geração que não fica na espera da conquista cair do céu, mas vai buscar o que Deus prometeu.

Existem promessas da parte de Deus para a sua casa, para a sua empresa, para os seus filhos, para o seu casamento, para o seu ministério. Mas chegou a hora de se levantar, se encorajar e abraçar as promessas que já estão disponíveis para você.

Entenda que antes de pisar em Hebrom, Calebe já havia conquistado o campo mais difícil, o campo interior. Para avançarmos ao nosso Hebrom, precisaremos vencer os nossos gaps internos, as nossas limitações. Por vezes precisaremos renunciar a muitas coisas para que as coisas comecem a andar e possamos entrar na terra da promessa. Isso é fazer um mapeamento, e esse mapeamento passa por renúncia. Porque o homem que quer conquistar uma montanha, primeiro conquista a si mesmo.

E a primeira pergunta que se faz nessa hora é: como você se enxerga? Por vezes as pessoas têm crise de identidade, não sabem quem são, não sabem o Pai que têm. Com que olhos você vê a sua montanha? Qual é o seu desafio? Qual é a sua limitação? Qual é o seu Jordão? Já passamos a travessia. Estamos no tempo da conquista. Já estamos na terra. E esse é o tempo de avançar e crescer naquilo que Deus tem para nós.

O ponto é: você se vê como herdeiro ou como o invasor da sua própria promessa? Existem pessoas que se sentem como quem invade a sua própria festa de aniversário, que pedem desculpa por algo que já receberam, mas essa não é uma postura da geração de Josué. Entenda que crer é um verbo, exige atitude, exige movimento. Lucas 1.37 diz que nada é impossível para Deus. Qual é a impossibilidade que você está enfrentando que, colocando aos pés da cruz, apresentando a Deus, andando em princípios e valores, não vai acontecer? Tudo é possível ao que crê. Mas essa verdade precisa se tornar combustível para ação. Não dá para ficar parado com vitimismo, se lamentando, criando narrativas e histórias para justificar o fracasso. Essa é a hora de ativar, é a hora de avançar. Chegou o tempo da conquista na sua vida.

O que você está vivendo hoje, acredite, é resultado das sementes da temporada passada, ou talvez daquilo que você não semeou. Para subir a montanha nesta estação, você precisa vencer as montanhas interiores.

Primeiro ponto: a identidade de um conquistador

Quem você acha que é determina onde você vai chegar. Isso é uma verdade. Calebe chega diante de Josué antes de qualquer pedido e apresenta suas credenciais, não credenciais de vaidade, mas de identidade fundamentada na palavra. Ele estava ali sobre uma palavra, sobre uma promessa. Existem promessas sobre você que ainda não se cumpriram. Chegou o tempo de reivindicar aquilo que já está disponível para você.

Calebe não chegou como mendigo, ele estava ali reivindicando como um filho. Nós somos filhos, podemos reivindicar aquilo que já está disponível. Observe Josué 14.6-8, ele conta a sua história com precisão cirúrgica: tu sabes o que o Senhor falou a Moisés, homem de Deus, acerca de mim, em Cades-Barneia. Calebe sabia exatamente quem ele era perante Deus. Ele não tinha dúvida. Ele tinha convicção de quem era e usou isso como fundamento para o seu pedido.

O grande ponto é que a fidelidade de ontem sustenta a nossa autoridade de hoje. Se você foi fiel naquilo que Deus confiou em suas mãos, hoje você tem autoridade para reivindicar as suas promessas, autoridade para reivindicar a terra de Canaã, da riqueza e da prosperidade, porque você está sobre a fidelidade daquilo que Deus confiou nas suas mãos.

Enquanto os dez espias voltavam com um relatório de derrota, muitos diziam: somos como gafanhotos aos seus olhos, aos nossos próprios olhos, o que está registrado em Números 13.33. Calebe tinha um autorretrato completamente diferente. Ele via gigantes, mas não se via menor do que a promessa. Você não pode olhar para os seus desafios da vida e colocar suas promessas numa posição menor. A promessa que Deus tem para você, para a sua casa, para a sua vida, sempre será maior do que os desafios. Por isso, continue perseverante e resiliente.

O problema dos dez espias não era falta de informação, era falta de identidade. Eles se viam como gafanhotos antes de se perguntarem a quem pertenciam. Estavam com medo, estavam aprisionados. Eram doze espias ao todo, mas apenas dois, Josué e Calebe, trouxeram um relatório diferente. Os outros dez resolveram desistir, resolveram criar histórias, criar narrativas para justificar o seu fracasso, e o relatório final foi negativo.

T.D. Jakes diz que a maneira como você se vê determina a maneira como você vive. Estamos falando de identidade. Quando o Senhor chamou Gideão de homem poderoso e valente em Juízes 6.12, Gideão respondeu com um argumento de insuficiência. Quando Moisés foi chamado, alegou incapacidade. A batalha sempre começa no campo da percepção. Existe promessa, existe perspectiva. O grande ponto que Deus está exigindo de nós nessa noite é que venhamos a nos posicionar e nos colocar em movimento para aquilo que já está disponível. Muitas pessoas estão limitadas por narrativas, histórias, desculpas, mentiras, quebrando princípios enquanto querem avançar para a terra da promessa. Se não houver arrependimento, se não houver alinhamento, se não houver renúncia, se você não colocar isso aos pés da cruz para poder avançar para a terra da promessa, não vai acontecer.

O interessante é que Calebe nunca alimentou o autorretrato da derrota. Ele sempre aguardou. Foram quatro décadas, 45 anos, e em nenhum momento ele disse: sou velho demais, sou fraco demais, chegou tarde demais. Ele disse: ainda estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou, conforme o versículo 11. Isso não é uma ilusão, é a fé aplicada à identidade. Quando sabemos quem somos, quando sabemos o Pai que temos, estamos firmes na fé, crendo que aquilo vai acontecer. É um posicionamento. O tempo pode passar, os desafios podem passar, o deserto pode passar, mas o deserto sempre será uma escola para nos promover. Não existe deserto para a vida toda. Isso que você está passando, talvez nesta hora, não é para sempre. Existe a terra da promessa para você.

Romanos 8.37 diz que somos mais que vencedores. É o que está na palavra do Senhor. E pensar menos do que isso não é humildade, é contradizer a palavra de Deus. A geração de Josué não se apresenta ao campo de batalha com complexo de gafanhoto. Esse é o momento de conquistar suas razões, conquistar os seus desafios, conquistar o seu coração, e antes de subir a sua montanha, conquistar a si mesmo.

Qual montanha você precisa vencer no dia de hoje? O que tem tirado a sua paz? O que tem tirado o seu sono? Qual tem sido a pedra de tropeço que tem impedido você de avançar? Qual decisão você precisa tomar nesta estação e neste mês de junho? Quais pontas precisam ser resolvidas? É um relacionamento? É conjugal? É laboral? O que precisa ser resolvido? Qual é o desafio que você tem hoje e que olha como uma impossibilidade? Esse é o momento de colocar isso em perspectiva a partir da palavra de Deus e ver essa chave virar e acontecer na sua vida.

Segundo ponto: a fé que persevera até a conquista

Quarenta e cinco anos depois, a promessa continuava em pé porque Calebe manteve-se de pé. O grande ponto é que a promessa pode demorar, mas não perde a validade quando foi liberada por Deus. A promessa pode demorar 45 anos, assim como foi com Calebe, assim como foi com José, treze anos aguardando e passando por um processo de rejeição, de ressentimento, de amargura, mas ele suportou o processo. Essa é uma noite para colocar o processo em perspectiva e avançar continuamente para aquilo que Deus tem para você. É permanecer firme no processo que Deus tem para cada um de nós.

Entre Cades-Barneia e Hebrom passaram 45 anos. Uma geração inteira morreu no deserto, mas Calebe sobreviveu não apenas biologicamente, sobreviveu à fé. Josué 14.10 diz: o Senhor tem me conservado vivo, como prometeu. Calebe associa a sua longevidade diretamente à fidelidade a Deus. A promessa não era só do território, era uma sustentação. Ele tomou posse da promessa e suportou o processo até chegar o grande dia em que foi reivindicar aquilo que havia recebido.

Qual promessa você recebeu que talvez já colocou de lado, já até esqueceu? Essa é uma noite para trazer à memória as promessas a seu respeito que talvez estejam adormecidas. Esse é um tempo do florescer de Deus na sua vida.

Hebreus 11.1 diz que a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que se não veem. Calebe viveu essa tensão por décadas, quatro décadas. Tinha a certeza do que esperava e a convicção do que ainda não havia recebido. É uma certeza interna, é resolver os seus gaps, saber que existe uma promessa e continuar fluindo no fluxo da vontade de Deus, porque vai acontecer.

Ele não se amargurou, não murmurou, não ficou ressentido, não reclamou, não abandonou a fé. Por vezes encontramos pessoas em nosso meio que, quando as coisas não estão acontecendo, não suportam o processo e abandonam a fé, mudam de lado. A palavra para esta noite é: continue firme e continue perseverante. Existe promessa para cada um de nós. A espera prova quem realmente ouviu a Deus. Se você verdadeiramente ouviu a Deus, se tem uma promessa disponível sobre a sua vida, continue esperando. Como já foi dito, a fé não é a crença de que Deus fará o que você quer, é a crença de que Deus fará o que é certo. E o que é certo vai acontecer na sua vida e na sua jornada.

Existem pessoas que começam bem na fé, mas que no meio da espera começam a negociar as promessas e os princípios por um alívio imediato. São pessoas que trocam o Hebrom pelo conforto do vale, trocam a montanha prometida pela planície do conformismo. Mas a geração de Josué atravessa o deserto sem trocar o destino. O deserto não era castigo, era o teste do coração. O que você está passando hoje, acredite, é Deus testando o seu coração e as suas motivações internas. Deus está te preparando para uma promoção, porque todo deserto é uma preparação pedagógica para a nossa promoção.

Calebe passou não porque não sofreu, mas porque não desistiu do que havia sido declarado sobre a vida dele. Provérbios 4.18 diz que a vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. Quanto mais tempo passou, mais a luz da promessa ficou clara no coração de Calebe. A espera não o enfraqueceu, na verdade trouxe fortificação, purificou-o. Ele ficou habilitado para reivindicar no tempo certo. O relógio da provisão de Deus não anda atrasado nem parado. Na hora certa vai acontecer.

O grande desafio é que existem pessoas que estacionam na primeira conquista. A pessoa teve a primeira conquista e não dá continuidade, fica parada, e aquilo que fica parado estraga. É como um motor: se você não utiliza uma bomba, um motor, daqui a pouco ele vai ter problema, porque não teve utilização. O sedentarismo, o comodismo, a alienação matam o propósito. Fomos chamados para peregrinação, uma vida de crescimento e desenvolvimento.

Talvez alguém aqui esteja carregando uma promessa que olhe numa perspectiva de já estar velha demais. Talvez você tenha até desistido dessa promessa, mas ouça: o tempo da espera não cancelou a sua promessa. Assim como foi na vida de Calebe, vai ser na sua vida também. Se vai ser um, dois, dez, vinte, trinta, quarenta anos, a promessa sobre a sua vida não foi cancelada pelo tempo. Tudo isso que você está passando está lhe purificando, preparando-o para a promoção que vai acontecer.

Terceiro ponto: o pedido que confronta os gigantes

Calebe sabia que havia gigantes na montanha e pediu a montanha mesmo assim. É o que está no versículo 12: dai-me, pois, este monte pelo qual o Senhor falou naquele dia, pois tu ouviste naquele dia que os enaquins estão lá e que as cidades são grandes e fortíssimas, e porventura o Senhor for comigo, expulsá-los-ei como o prometeu.

Perceba, Calebe não pergunta se os gigantes já partiram. Ele não pergunta se o caminho está limpo. Ele não pede uma montanha sem obstáculo, ele pede uma montanha com obstáculo incluído, e declara que Deus irá expulsar todos os obstáculos que aparecerem na frente. Ele está convicto. Estamos falando de um ato de fé. Os gigantes não são sinais de derrota, muitas vezes são evidência de que o território tem valor. Quando você estiver passando por uma resistência, por um desafio, por um gigante, e vir muita resistência para vencer aquilo, acredite, aquilo tem valor e você precisa continuar. Estamos falando de uma fé madura, não a fé ingênua que nega a existência do gigante, mas a fé soberana que reconhece os gigantes e avança assim mesmo. Porque a presença de Deus é maior do que o tamanho do inimigo.

O monte que assusta os medrosos é o mesmo monte que atrai os homens de fé. A propósito, você tem encarado os montes na sua jornada ou tem fugido deles? Calebe, depois de 45 anos, reivindica: dai-me este monte, dai-me a minha montanha. Qual montanha você precisa reivindicar nesta hora? O que você olha numa perspectiva de uma promessa que ainda não aconteceu? Essa é a hora de se posicionar naquilo que Deus já liberou sobre a sua vida e sobre a sua casa.

Como já disse Hernandes Dias Lopes, o homem de Deus não pede uma vida sem problemas, pede a presença de Deus no meio dos problemas. Calebe não reivindicou uma montanha sem obstáculos, ele pediu uma montanha com problemas, sabendo que o Deus a quem servia faria com que dali ele saísse vitorioso.

Isaías 54.2 diz: amplia o lugar da tua tenda e as cortinas das tuas habitações se estendam, não as impeças, alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas, porque transbordarás à mão direita e à esquerda. O convite divino aqui não é para se acomodar num espaço pequeno, mas para ampliar a sua tenda, ampliar a sua visão, dilatar a sua visão para a promessa.

O peso extra e o princípio da aliança

Há um princípio que todo conquistador precisa entender, que é o princípio do peso extra. O peso extra limita a chegada ao topo da montanha. Aqui estamos falando das cargas desnecessárias que, por vezes, carregamos na nossa jornada de vida. Essa é uma noite em que talvez seja preciso deixar no altar as cargas que já não pertencem mais a você, o ressentimento, as mágoas, os pecados confessados que ainda não foram largados, ou os não confessados. Deus requer de cada um de nós leveza para que possamos chegar ao topo da montanha, porque ao chegar lá, o ar é diferente. Existe uma pressão e precisamos estar leves para suportar.

E para chegar ao topo da montanha não se consegue chegar sem estar em unidade com outras pessoas. Para conquistar é preciso aliança. Ninguém sobe sozinho a montanha que Deus preparou para cada um de nós. Precisamos de unidade. Para poder conquistar a montanha, é preciso andar em unidade, é preciso andar em família, ninguém fica para trás. Essa precisa ser uma realidade nossa.

A narrativa de Calebe não termina em solidão. Hebrom, cujo nome se relaciona com aliança, com associação, é o destino prometido. E isso revela toda uma questão teológica. O Salmo 133 diz: como é bom e agradável que os irmãos vivam em união, como o óleo precioso que desce sobre a barba de Arão, ali o Senhor ordenou a bênção e a vida para sempre. A bênção de Deus não é prometida sobre o individualismo, é sobre a coletividade, sobre a unidade. Onde existe unidade, onde existe acordo, onde existe parceria, ali se consegue vencer todos os desafios.

Por isso a pergunta: quem têm sido as suas amizades? Em quem você tem confiado? Quem têm sido as pessoas que você tem ouvido, os livros que você tem lido? Precisamos nos preparar para ampliar a nossa mente, para ter unidade, para estar com as pessoas certas, para vencer as nossas montanhas da vida.

Calebe era um líder de coragem extraordinária, mas ninguém ficou para trás. Ele subiu envolvendo a próxima geração na conquista. John Maxwell disse: sozinhos somos mais rápidos, mas juntos chegamos mais longe. Precisamos de pessoas para chegar mais longe. Será pegando na mão do outro que conseguiremos ir mais longe.

Seguiu plenamente ao Senhor

Calebe não voltou para Gilgal de mãos vazias. Saiu com a terra que esperava há 45 anos, não porque era mais jovem, não porque o caminho estava fácil, mas porque seguiu plenamente o Senhor. No capítulo 14, pelo menos três vezes essa frase se repete, nos versículos 8, 9 e 14: seguiu plenamente o Senhor. Ele não se desviou, não deixou a fé enfraquecer, continuou firme buscando a sua promessa.

Calebe não foi sustentado pela idade, mas foi sustentado pela promessa que estava sobre a sua vida. O que está sustentando você não são os desafios, mas são as promessas que estão sobre a sua vida. Se você se alinhar e se posicionar nessa hora, nesse dia, nesse culto, certamente essas promessas irão acontecer na sua vida.

Calebe seguiu plenamente, não parcialmente, não só quando era conveniente. Ele estava disposto a passar quatro décadas, suportar o processo para reivindicar a terra, não apenas com entusiasmo, mas plenamente. Precisamos estar no fluxo da vontade de Deus plenamente, com todo o coração, em tempo de abundância e também em tempo de deserto.

A grande verdade é: quem segue Deus pela metade não tem direito de reivindicar a herança. Ou seguimos Deus cem por cento plenamente, ou não temos direito de reivindicar a promessa.

O nome dado ao lugar foi Hebrom. Antes da conquista, era Quiriate-Arba, a cidade do maior dos gigantes. Depois que Calebe a conquistou, o nome do lugar mudou, porque o caráter do homem não havia mudado. No versículo 15 lemos: a terra repousou da guerra. Quando a promessa é conquistada, vem o verdadeiro descanso, a paz de quem cumpriu o propósito. Quando cada um de nós conquistar a sua terra, vem o tempo do descanso, o tempo da tranquilidade, mas antes existe aquele momento em que estaremos sendo esticados, preparados.

A geração de Josué não recua no Jordão, não reclama dos gigantes, não sente saudade do deserto. Ela avança, confia, conquista. Primeira Coríntios 2.9 diz: as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. O que Deus preparou para esta estação está além do que se consegue imaginar ou ver. Mas, não obstante isso, precisa haver um passo de fé, precisa haver um movimento, precisa haver uma atitude nessa hora.

Uma palavra de renovação para esta estação

Calebe, com 85 anos de idade, declarou: tal é minha força hoje, como era naqueles dias, quando ele tinha quarenta anos e recebeu a promessa. Esta é uma hora de renovação, do vigor, de uma confiança que cresce dentro de cada um. Conexões virão, recursos estão a caminho da casa, da empresa, da conta bancária de cada um. Existe uma multiplicação exponencial disponível para esta estação. Uma grandeza está chegando, está batendo à porta.

Coisa madura é assumir responsabilidade pelos resultados. Ser adulto é crer que suas lutas são desafios para promover o crescimento. Tudo isso que você está passando é uma promoção, é um crescimento, é um desenvolvimento. Não haverá nenhum obstáculo que irá paralisar aquilo que Deus tem para você. Nenhum obstáculo.

O seu nome nessa estação é Calebe. Calebe não retrocede. Calebe vai para cima. Ele confia, ele suporta o processo. Essa mensagem é para o agora, é para esta estação. A travessia já foi feita, o tempo de conquista já chegou, e o que Deus espera é um alinhamento, uma atitude, um reposicionamento para que possamos verdadeiramente abraçar todas as promessas.

Talvez você tenha chegado nesta noite estagnado, paralisado pelo medo, com uma promessa guardada há muito tempo, que talvez tenha deixado de acreditar. Talvez tenha chegado carregando um peso que não é seu, uma culpa, uma mágoa, um fracasso, uma dívida. Talvez tenha chegado com uma montanha na frente e os olhos de gafanhoto por trás. Mas hoje é o dia da virada, hoje é o dia da conquista.

Deus está lançando um desafio sobre a igreja nesta hora. Você é um conquistador. Existem promessas para cada um. E o convite é para deixar no altar aquilo que tem sido impedimento, aquilo que tem pesado demais, para que se possa avançar para a terra e para a conquista. Existe um florescer disponível. Existe uma promessa adormecida que Deus quer reacender. Essa é a hora de um passo de fé, de tirar as cargas que têm impedido a chegada ao topo da montanha.

Suportar o processo, permanecer firme na promessa

A promessa pode demorar, mas o relógio da provisão de Deus não anda atrasado nem parado. Assim como Calebe suportou 45 anos sem amargura, sem desistência, sem ressentimento, é possível permanecer firme diante do processo que ainda não terminou. A promessa que Deus liberou sobre a sua vida, sobre a sua casa, sobre a sua família, continua de pé, porque quem sustenta a promessa não é o tempo, é Deus.

Este é o convite para assistir ao culto completo e ouvir a mensagem na íntegra, com toda a ministração que se seguiu a esta palavra sobre o tempo da conquista.