Você não é a geração que morre no deserto
Eu quero fazer um resumo da Escola do Deserto. São sete estações e quarenta e duas paradas, da saída do Egito até as planícies de Moabe, e cada uma delas tem alguma coisa para dizer sobre a estação em que você está.
Durante o texto eu vou falando da Bíblia. Não vou ler um texto só, mas vou citar as Escrituras, porque elas são o nosso referencial fixo de conteúdo axiológico, o nosso referencial de valores, onde nós baseamos toda a nossa fé, o nosso sistema de crença. Nós estamos fundamentados sobre essa palavra, que é lâmpada, que é luz, que é remédio, que é a espada, que é a verdade de Deus, que muda orações, que transforma nações e civilizações.
Ramessés e Sucote: lembre de onde você saiu
Começamos na saída do Egito, quando o povo estava em Ramessés. Era uma cidade construída por escravos que não conseguiam prosperar apesar de trabalhar muito. Não havia mobilidade social naqueles dias. As pessoas trabalhavam para comer e não conseguiam construir patrimônio.
A verdade é que nós vivemos uma realidade muito parecida hoje, onde o brasileiro empobreceu, onde as pessoas não estão conseguindo evoluir, construir patrimônio, prosperar. No geral, nós estamos vivendo uma realidade similar àquela que os escravos viviam em Ramessés.
E eles saíram dali e passaram por Sucote, de onde vem a Festa dos Tabernáculos. Mesmo depois de quinhentos anos, depois de mil anos, eles tinham que voltar àquele estado original, mais primitivo, e habitar sete dias em tendas. Eles podiam ter construído palácios, podiam ter ficado ricos, mas tinham que voltar sete dias e se alegrar, se contentar com o básico, com o primordial.
É tão importante isso, você voltar a esse momento depois de ter vivido o sucesso e entender de onde você veio, de onde seus pais vieram. Quem vê de perto uma condição de miséria volta com outra percepção, com outra lógica, com outro agradecimento no coração.
Sucote é isso. É a festa dos tabernáculos, onde as pessoas uma vez por ano deveriam habitar em tendas, em lugar sem luxo, sem nenhum tipo de alimento mais sofisticado. Eles deveriam comer de maneira simples, e o mandamento é que deveriam fazer isso com alegria no coração. Deveriam celebrar o básico, beber água com satisfação, comer com alegria, celebrar os vizinhos das tendas, e fazer isso por uma semana. Isso é um exercício espiritual de gratidão. Todos nós deveríamos fazer esse caminho de volta, para entender que nós podemos prosperar, mas devemos lembrar de onde saímos, de onde saíram os nossos pais.
Ramessés é essa cidade armazém, construída pelo trabalho escravo. Sucote é a lembrança do cativeiro.
Etã: a nuvem determina o ritmo
Etã é o lugar onde aparece a nuvem pela primeira vez. De repente aparece um novo expediente: uma nuvem vai guiar o povo. O povo agora está num lugar de transição. Não é mais o Egito, não é mais Canaã. Os mapas antigos deixaram de funcionar, e o futuro não está totalmente visível. Então surge uma coluna de nuvem, uma coluna de fogo.
A presença de Deus se torna guia. Hoje a presença de Deus habita dentro de nós e nos guia. Você não sabe de onde vem nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito, como o vento. De repente você sente um impulso interior, de repente você sente uma direção diferente, de repente você é movido a fazer algo. Você está com os ouvidos abertos. De repente você fala algo e seu coração se entristece. De repente você dá um passo e fica em luta, em guerra, e pergunta: o que eu fiz? Então você dá um passo para trás para recuperar a sua paz. Seja a paz de Cristo o árbitro em vossos corações.
O fato é que o Espírito Santo guia os filhos de Deus. E você vai tomar decisões acertadas. Você vai tomar decisões de qualidade. Este é um tempo de conquista, uma era de recolher os despojos da guerra. Esse é o nosso tempo, essa é a nossa hora, esse é o seu momento. E a presença de Deus vai te guiar.
A nuvem determina o ritmo da jornada. Você não pode correr e atravessar a nuvem, e você não pode ficar para trás da nuvem. Quando a nuvem se levanta, você se move. Quando a nuvem para, você espera.

Pi-Hairote: o mar não é um erro de rota
E o clima dessa primeira estação é Pi-Hairote. Pi-Hairote é o lugar sem saída. De um lado estava o mar. Deus levou o povo para um beco sem saída. Você já esteve num lugar onde não tinha saída? Deus coloca o povo todo ali, de frente para o mar, e os carros e carruagens de faraó estão atrás.
Mas a nuvem se interpõe entre os inimigos e o povo de Deus. Existe uma nuvem, como disse Zacarias: eu vou cercá-la como um muro de fogo. Você não sabe o quanto é protegido. Você não sabe o quanto é guardado. Nós estamos cercados de anjos, cercados de glória e cobertos pelo sangue de Jesus.
Naquele dia, na Páscoa, eles saíram, e havia sangue nos umbrais, e o destruidor não pôde entrar naquela casa. Como diz o Salmo 91: nenhum mal te sucederá, praga alguma chegará à tua tenda; mil cairão ao teu lado e dez mil à tua direita, mas você não será atingido. Toda arma forjada contra nós não vai prosperar, e toda língua que se levantar contra nós em juízo, nós mesmos a condenaremos, porque essa é a nossa herança, e esse é o nosso direito, que do Senhor procede.
Pi-Hairote é o passado avançando rumo a você, que é o Egito e faraó, e o futuro parece bloqueado. É um beco sem saída. Então o mar não é um erro de rota. É um palco para a glória de Deus se manifestar. Deus faz o seu caminho na tormenta, diz o profeta Naum.
O mar então se abre e se torna passagem. Israel atravessa em terra seca. E o mesmo mar que se torna caminho para os filhos de Deus se torna juízo para o exército egípcio. O passado fica sepultado nas águas.
Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver. […] Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.
Êxodo 14.13,15 (ACF)
Deus diz a Moisés: por que clamas a mim? Manda o povo marchar. Porque os inimigos que você está vendo hoje, você nunca mais os verá outra vez.
Será que eu estou falando com alguém? Será que eu estou falando com algum país? Será que eu estou falando com uma história que Deus está construindo, tão linda?
Mara: o Senhor que te sara
Vamos correr a segunda estação. É a estação em que eles cruzam o mar e chegam do outro lado. Miriã pega o seu tamborim e começa a cantar como Deus afogou faraó, seus carros e carruagens. Eles saem, e nasce uma nova canção.
E a primeira parada é Mara. Mara é o lugar das águas amargas. É o lugar onde o ressentimento brota. Porque não tem água, eles reclamam. E ali Deus responde colocando uma árvore no meio das águas, que, quando lançada, purifica as águas e as torna potáveis, doces.
O fato é que Deus se revela como aquele que nos sara: no meio de vocês não haverá nenhuma doença, porque eu sou o Senhor que vos sara. Quando Deus se apresenta de uma forma, você sabe o que ele vai fazer. Os nomes de Deus apresentam Deus. Se ele aparece como o Senhor dos Exércitos, pode saber que vai ter briga, pode saber que os demônios vão ser atropelados. Se ele aparece como o Senhor, nossa justiça, pode saber que o prumo dele vai se estabelecer. Ele vai corrigir rotas, vai estabelecer juízos, vai destronar poderes ímpios e corruptos. E ele aparece como o Senhor que está aqui.
Ele se manifesta. E onde Deus se manifesta, os demônios não podem ficar. Deus é entronizado no meio dos louvores, e você vê cadeias quebrando, laços se desfazendo, a glória de Deus manifesta.
Elim: você não vive de férias
Eles vão então para Elim. De Mara seguem para as doze fontes e as setenta palmeiras. Há um oásis preparado por Deus para o seu povo. Diga para o seu irmão: tem umas férias para você na próxima estação. Deus vai te levar para um resort de bênçãos.
Quantos estão precisando de um descanso? Quantos estão saindo da guerra, da luta, da tribulação, da batalha? Deus vai levar você para um tempo de paz.
Mas Elim é um teste, porque muita gente começa a querer fazer a sua estação nas férias. Você não vive de férias. Você tira férias. Deus te dá um tempo de paz para você se recuperar, para você se reestruturar, e depois você segue lutando e segue vencendo, sabendo que os inimigos que você venceu, você nunca mais os verá outra vez.
Israel nunca mais viu o Egito. Quando o Egito apareceu em Israel, com o faraó Neco, não era para Josias lutar contra o Egito. A situação estava resolvida. E Josias foi desafiar um faraó numa batalha que Deus tinha dito que havia terminado. O fato é que esse grande rei, Josias, morreu numa guerra que não era dele. Há pessoas morrendo em guerras que não são suas. Escolha as suas batalhas.
O maná: provisão não é estoque
Então surge outra vez a fome. O povo romantiza o Egito. Deus envia o maná. O povo agora vai viver da provisão do céu, e não dos armazéns do Egito.
Israel aprende que provisão não é estoque, é relacionamento. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. O Senhor é o nosso pastor, e bem nenhum falta àqueles que o buscam. E cada manhã exige dependência renovada.

Refidim: vencer o inimigo sem se tornar o inimigo
A estação culmina, termina em Refidim. Fomos de Mara, amargura, a Refidim, que é o lugar do descanso, mas que se torna o lugar da luta por causa da murmuração.
A murmuração, segundo o Novo Testamento, vai trazer o destruidor. A murmuração vai trazer as serpentes abrasadoras. A murmuração traz luta. Fique longe de pessoas que reclamam. E reclamar é compartilhar os seus problemas com quem não pode resolvê-los. Fique longe. A Bíblia diz, em 1 Coríntios 10, que a murmuração do povo atraiu o destruidor.
E o que aconteceu? A murmuração do povo atraiu Amaleque. E ali termina a primeira estação.
Amaleque são aqueles que atacam pelas costas, quando o povo está cansado, quando o povo está fadigado, quando o povo está fraco. Vem uma tribo do deserto e ataca sem regra. Sem regra. Definitivamente, eles fazem o diabo. Amaleque faz o diabo. Só que o diabo é um derrotado.
O fato é que Amaleque vai lutar contra Israel, e nós precisamos de gerações unidas, em que Moisés tem as mãos erguidas, e Arão e Hur sustentam Moisés sentado sobre a rocha. E a rocha é Cristo.
E acontecia que, quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia; mas quando ele abaixava a sua mão, Amaleque prevalecia. Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se pôs.
Êxodo 17.11-12 (ACF)
Amaleque é vencido. Eu escrevi um livro inteiro só para falar dessa entidade. E quando ele é vencido, Deus diz: haverá guerra contra Amaleque de geração em geração. Por isso o nome A Batalha de Todas as Gerações. E eu hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo do céu, diz a Bíblia.
Então Deus vai se apresentar outra vez. Em Mara, ele se apresenta como o Senhor que nos sara. Em Refidim, ele se apresenta como o Senhor, a nossa bandeira. Ele é o Senhor, a nossa bandeira.
Nós não lutamos pela bandeira do ódio, porque o ódio não vence o ódio. Nós não lutamos pela bandeira da amargura e do ressentimento. Nós temos varões que levantam mãos santas, sem ira nem animosidade.
A grande estratégia para lutar contra Amaleque é vencer o inimigo sem se tornar o inimigo. Porque muitos de nós estamos fazendo a obra de Deus com a estratégia do diabo. Muitos de nós estamos nos corrompendo por dentro, de amargura e de ressentimento. Muitos de nós ficamos decepcionados, frustrados, coisas deram errado, e isso está nos amalequizando.
Quando eu vejo cristãos ressentidos e feridos, eu vejo um provável amalequita. Um provável hater da internet, um provável descontente que vai jogar o seu veneno onde puder, que vai vomitar em público. É isso que nós vemos na internet: pessoas que vomitam publicamente. Estou falando com alguém? Estou tentando ser bem suave, bem pastoral.
Sinai: nasce uma civilização
Chegamos à terceira estação. Depois de Refidim, eles vão ao Sinai, e o Sinai é o grande ponto. Ali no Sinai nasce uma civilização. Você sabe quem nós somos? Começou ali, com Moisés, no monte Sinai.
O monte fumegava. Habacuque vai discorrer sobre o que acontece na península. Ele diz: o Senhor vem de Temã, e o Santo, do monte Parã. O Senhor dos Exércitos montado em seus carros e cavalos de vitória, e adiante dele vai o fogo. Aquela geração viu o que ninguém viu até hoje. Eles viram a glória de Deus descer sobre um monte, e o monte estava incendiado pela presença.
Moisés entra naquele monte. Fica quarenta dias no nosso tempo, fora, e não sei quantos anos-luz lá dentro. Ele está dentro de outro ambiente, e quando volta ele traz as dez palavras, os Dez Mandamentos, que são a regra de vida para toda a civilização ocidental, oriental, para todo o planeta Terra. Mandamentos dos quais Levítico vai dizer: cumprindo-os, o homem viverá por eles.
Esses princípios regem a vida. Regem o casamento, regem a criação de filhos, regem os impostos, regem os juros, regem a economia, regem a relação com os estrangeiros, a relação fraternal entre as pessoas. A lei que Deus entrega rege cada aspecto da vida. Não é um assunto apenas religioso. Ela descreve todas as relações humanas e todos os aspectos. A Bíblia pode ser aplicada, pode ser ministrada em cada esfera da vida. Não é um livro apenas sobre religião, transcendência, metafísica. É um livro sobre nós: como devemos tratar as pessoas, como devemos negociar, como devemos honrar os nossos acordos, como devemos respeitar a propriedade privada.
Nasce a propriedade privada, que os comunas tanto demonizam. Nasce, pela primeira vez na história das civilizações, o princípio de que o rei, o líder, o sacerdote estão abaixo da lei. Faraó é a lei. Gengis Khan é a lei. Os reis da Assíria são a lei. Agora se descreve que todos estão sobre o mesmo prumo, todos sobre o mesmo código ético, moral, sobre o mesmo princípio, e quem errar contra a lei tem que ser punido a partir da lei.
A linha do tempo é esta: eles saem do Egito no capítulo 14, no capítulo 15 chegam do outro lado do mar Vermelho, e no capítulo 19 de Êxodo chegam ao Sinai. Nada aconteceu com eles até o capítulo 19 enquanto murmuraram e reclamaram. Mas agora eles entraram num pacto, numa aliança. Eles aceitaram os termos da aliança. Deus diz: vocês serão um reino de sacerdotes, vocês serão um povo santo. Vocês não vão ser nem egípcios nem cananeus. Vocês são o meu povo, então vocês vão conduzir-se conforme a minha lei. Vocês aceitam? Aceitamos.
Depois que eles saem do Sinai, não podem mais reclamar e ficar impunes. Não podem mais quebrar princípios e achar que os princípios não os quebrarão. A partir do capítulo 19 até o capítulo 40 de Êxodo, nós vamos ter somente a descrição do que aconteceu no Sinai. Eles ficaram onze meses no Sinai, e ali foi escrito o livro inteiro de Levítico. Eles vão sair do Sinai no capítulo 10 de Números. Estão ali desde o capítulo 19 de Êxodo até o capítulo 10 de Números. E no capítulo 10 eles já não são mais uma nação de escravos. São uma nação com tribos ordenadas, com bandeiras, um exército organizado para marchar e conquistar a terra prometida.
Do Sinai a Cades: o arraial para
Essa é a nova estação, em que eles saem do Sinai para Cades. Eu estou resumindo bastante, acredite. Eles passam por Taberá, Quibrote-Hataavá, Hazerote e Ritmá, e muitos episódios acontecem ali. Eles reclamam.
Quibrote-Hataavá são os sepulcros da cobiça. Eles reclamam de fome, e Deus dá a eles codornizes. Eles não tinham essa dieta. Eles comiam um maná que era um alimento aproveitável, absorvido com todos os nutrientes. Se esses elementos pudessem ser descobertos, você iria ficar rico como nutrólogo, nutricionista, porque não iria ter as gordurinhas do lado. Você estaria completamente fitness.
Em Hazerote, Miriã e Arão questionam a liderança de Moisés. Miriã fica leprosa, e o arraial para. O arraial se levantou e parou quarenta e duas vezes: foram sete estações, quarenta e duas paradas. E no momento em que Miriã questiona a autoridade de Moisés, confundindo um relacionamento familiar com um relacionamento ministerial, ela fica leprosa. Moisés ora por ela, ela é curada, mas fica sete dias fora do arraial. E o arraial para até que os problemas sejam resolvidos.
Nós temos que parar. Não dá para avançar com rebelião, com o coração amargo, com adultérios, com cobiça, com avareza. Nós precisamos lidar com o pecado para que a congregação não sofra toda a contaminação por causa de erros particulares.

Cades-Barneia: o medo no lugar da fé
Eles chegam a Cades-Barneia, e o povo escolhe o medo em vez da fé. Eles enviam espias por quarenta dias. Os espias percorrem a terra e voltam com o relatório. Dois deles anunciam que a terra é boa: nós comeremos os inimigos como se come o pão. Eles são o nosso almoço, o nosso jantar. Os nossos gigantes são aquilo que vai nos fazer enriquecer e prosperar na terra.
Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo dessa terra, porquanto são eles nosso pão; retirou-se deles o seu amparo, e o Senhor é conosco; não os temais.
Números 14.9 (ACF)
Mas dez espias dizem: não, a terra é boa de verdade, mas nós éramos como gafanhotos aos nossos olhos, e assim também éramos aos olhos deles. A visão pequena deles e o medo os fizeram dizer: vamos eleger um capitão e voltar para o Egito.
Então, no capítulo 14 de Números, Deus vai dizer: vocês viram demais para fazer isso. Vocês viram o mar se abrir. Vocês viram um exército inteiro se afogar. Vocês viram Deus aparecer num monte como não apareceu para ninguém na história. Vocês viram o maná, vocês viram a coluna de fogo, vocês viram sinais e maravilhas. E agora vocês duvidam de que podem vencer esses pequenos gigantes?
E que todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz, não verão a terra de que a seus pais jurei, e nenhum daqueles que me provocaram a verá.
Números 14.22-23 (ACF)
Todos aqueles que viram a minha glória no Egito, todos aqueles que viram a minha glória no deserto, de vinte anos para cima, e duvidaram, não entrarão na terra prometida. Uma geração inteira vai morrer no deserto. Eles foram a Cades e escolheram o medo em vez da fé.
Trinta e oito anos dando voltas
Então agora eles vão dar uma volta. Chegamos à estação cinco. Eles saem de Cades e voltam para Cades. Quanto tempo? Trinta e oito anos. Trinta e oito anos. Uma voltinha de trinta e oito anos.
Nada acontece de novo. Parece a vida de alguns. Não existem grandes eventos. Não existem rompimentos. Não existe progresso. Alguém preso num ciclo, num loop do tempo, dizendo: eu já passei por aqui, eu já estive nesse lugar. Esse problema de novo, outra vez. Essa crise no casamento, esse mesmo problema financeiro acontecendo, a mesma doença, a mesma ameaça, a mesma opressão, a mesma luta, a mesma batalha.
Há pessoas presas em ciclos. A grande tragédia da vida humana é não conseguir romper um ciclo, um loop, e ficar preso dentro de uma identidade emocional deformada, dentro de um espírito de solidão. A pessoa fica tentando casar, não consegue e se sente presa, porque ainda não conseguiu buscar o coração de Deus, para que Deus pudesse mover o coração de uma mulher ou o coração de um homem até ela.
Trinta e oito anos. E o que acontece naquele período vai apenas do capítulo 15 até os capítulos 19 e 20. Veja: trinta e oito anos em cinco capítulos, em que não existem grandes acontecimentos. Eles estão dando uma volta. Deus não fala mais àquela geração. Durante esses cinco capítulos, Deus vai dizer: quando entrares na terra. Deus está falando à próxima geração. Aquela geração vai ser sepultada no deserto.
E o que vai acontecer no capítulo 16 é a rebelião de Datã, Abirão, dos duzentos e cinquenta príncipes da congregação e de Corá, o sacerdócio. O setor econômico, a elite da nação vai se rebelar contra Moisés. E Moisés fica muito chateado. É a primeira vez que você vê Moisés levar para o pessoal, de forma que ele disse: se estes morrerem como morrem todos os homens, o Senhor não me enviou. A terra se abriu e os consumiu, e o fogo desceu sobre os duzentos e cinquenta príncipes.
O importante é que os filhos de Corá não morreram. Os filhos de Abirão, sim: eles estavam juntos na rebelião. Os filhos de Corá estavam em desacordo com aquilo. Os filhos de Abirão ouviam os pais falar mal da liderança no café da manhã, no almoço e no jantar: aquele Moisés não pode ser a liderança. Os filhos de Corá se tornam, no futuro, sacerdotes, adoradores, salmistas. Salmo 46, Salmo 84. Os filhos de Corá não precisam repetir os pecados dos pais.
Então Deus está preparando agora herdeiros. Deus está financiando uma nova geração que vai entrar na terra prometida. Entre Cades e Cades, Deus enterra uma geração e destrói uma mentalidade. Deus não está apenas tirando o povo do Egito. Está tirando o Egito de dentro do povo. Ele está destruindo um vírus, um câncer que existe dentro das pessoas que se sentem escravas, que são prisioneiras dos seus sentimentos, que têm um sentimento de vitimização, onde a culpa é sempre do outro, onde eu sempre olho para onde eu posso acusar alguém pelas coisas que não deram certo na minha vida.
Moisés, Arão e Miriã caminham entre túmulos, sepultamentos. Uma geração inteira morre. E logo no capítulo 20, quem morre é Miriã. Eles chegaram a Cades, e Miriã morre. Logo depois é Arão que vai morrer. Suas vestes são despidas, e seu filho agora vai ocupar o seu lugar. Porque no ministério não existe ninguém que não possa ser substituído. Como disse John Maxwell, se você se acha insubstituível, como alguém que já fez muitos enterros eu digo a você que não é.

O ribeiro de Zerede: brota, ó poço
E chegamos à estação seis. Vamos agora de Cades ao ribeiro de Zerede. Parece que o ribeiro de Zerede é uma coisa assim, um portal dimensional. A Bíblia diz que uma geração fica para trás do ribeiro de Zerede; um passo à frente, uma geração nova aparece.
E os dias que caminhamos, desde Cades-Barneia até que passamos o ribeiro de Zerede, foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o Senhor lhes jurara.
Deuteronômio 2.14 (ACF)
Eles cruzam o ribeiro, e agora aquela geração já não existe. Aquela linguagem e aquela mentalidade ficaram para trás do ribeiro. Os que tinham menos de vinte anos e os que nasceram no deserto são diferentes. Agora faltou água, e eles não murmuram. Eles não reclamam. Eles estão num lugar de escassez, então começam a cantar: brota, ó poço; brota, ó poço; brota, ó poço.
Então Israel cantou este cântico: Brota, ó poço! Cantai dele: Tu, poço, que cavaram os príncipes, que escavaram os nobres do povo, e o legislador com os seus cajados.
Números 21.17-18 (ACF)
E os líderes começam a cavar. Brota, ó poço, no meio das circunstâncias adversas. Eles são aqueles que dobram a realidade. Eles olham para diagnósticos de câncer e dizem: brota, ó poço. Eles olham para a conta bancária sem dinheiro e dizem: brota, ó poço. Eles olham para a dificuldade do casamento e dizem: brota, ó poço.
Eles estão agora cantando no meio da dificuldade. Em vez de estar murmurando, eles estão adorando e chamando o futuro à existência. Eles cruzaram o ribeiro, e a mentalidade do Egito ficou para trás. Uma nova geração surgiu, e eles não são mais reclamadores, murmuradores. Eles são adoradores que conseguem extrair do nada aquilo que querem e desejam. Porque a fé é isso. A fé é segurar o nada até que o nada se torne algo. A fé é chamar à existência as coisas que não existem, como se já existissem.
A hora de enfrentar o que você tem medo
A sexta estação marca uma mudança radical. Primeiro Deus fala: contorne Edom. Não lute contra Edom. Respeite-os, essa guerra não é para você lutar.
Então, mais uma vez, eles são bloqueados no caminho, pelos amorreus, que recusam a passagem. E Deus diz: esse inimigo é de vocês, essa guerra vocês têm que lutar. E os gigantes que eles temiam, Seom e Ogue, rei de Basã, cuja cama tinha quatro metros, eram os amorreus do leste. Basã, segundo o nosso amigo Michael Heiser, é o lugar, junto com o monte Hermom, onde os anjos apareceram e conspiraram. Está lá no livro de Enoque, mas esse é outro assunto.
E agora eles vão para cima de Ogue. O que eles temiam, agora eles enfrentam. É a hora de você enfrentar o que você tem medo. É a hora de você enfrentar o que você tem medo. Aquela geração que morreu tinha medo dos gigantes. Agora Josué, Calebe e uma nova geração estão presentes, caçando os gigantes, indo para cima dos gigantes, conquistando a terra do leste.
Balaão e as planícies de Moabe
Chegamos às planícies de Moabe e aos montes de Abarim. Nos montes de Abarim aparece quem? Balaão. Quantos já encontraram um Balaão por aí? Eu, muitos. Tem uns Balaãos que querem amaldiçoar o que Deus abençoou. Eles têm feitiço. É um profeta que mudou de lado, porque entre profeta e bruxo é só uma linha que se cruza. Um dia está falando por Deus, outro dia está falando pelo diabo. E é inexplicável, e cheio de autopromoção. Quando ele vai falar, é assim: diz o profeta, o homem de Deus, o cara que arrebenta, louvado seja o meu nome. E por três vezes ele vai amaldiçoar, e abençoa.
Ele estava em cima dos montes, e o povo de Israel nas planícies de Moabe. Nas planícies de Moabe é escrito o livro de Deuteronômio, a segunda lei. Deus faz o checklist da terra prometida. Ele diz: vocês vão entrar numa terra, e estas são as regras. Havia poucas semanas para eles cruzarem o Jordão. Então eles fazem um intensivão, um profundo seminário sobre os princípios de Deus que deveriam ser observados. Eles são equipados, treinados e enviados para a terra.

Almom-Diblataim: a esperança ocupa o horizonte
Eles agora enxergam o futuro. Eles passam por Almom-Diblataim, e ali Israel está no ponto de observação da terra. A jornada não terminou, mas o destino já pode ser visto. Quarenta anos. Agora você consegue enxergar a fotografia do futuro. Eles têm um fôlego renovado.
Durante décadas eles olharam para o Egito. Olharam para as cebolas e para os alhos, para os fracassos, para os túmulos no deserto. Olharam para o que se perdeu. Agora eles se voltam para a frente.
Há momentos na vida em que Deus nos sustenta para sobreviver. Há outros em que ele nos mostra algo para o qual nós fomos chamados. Há muitos vivendo no modo sobreviver: eu tenho que aguentar até o fim. Mas eu quero te dizer que essa estação da sua vida terminou. Você já não está no modo tentar pagar as suas contas, tentar se manter casado, tentar ficar de pé e ser um homem espiritual. Você está no modo conquistar. Você está no modo ocupar. Você está no modo avançar.
Esse é o seu tempo de conquista. É o tempo dos espólios, o tempo dos despojos. É o tempo em que, das guerras que você lutou, você vai receber as recompensas: das batalhas, do sofrimento, do jejum, das orações que você viveu.
O passado existe. As cicatrizes estão presentes. As lembranças continuam vivas. Mas o foco está adiante. A fé bíblica possui dimensão prospectiva. Abraão olhou para uma cidade da qual Deus era o arquiteto e fundador. José falou sobre a saída do Egito séculos antes de ela acontecer: levem os meus ossos. Um homem que dá ordens sobre os próprios ossos. Moisés falava ao povo sobre o futuro. Josué preparou-se para uma conquista que ainda não havia começado. A sua conquista ainda não começou, mas está prestes a acontecer. Há coisas que você nasceu para viver, que vão começar a acontecer.
Os homens de Deus são movidos por promessas futuras. Eles estão em Almom-Diblataim. É o lugar onde a esperança ocupa o horizonte. Depois de anos de disciplina, eles contemplam o cumprimento das promessas. Quantos têm promessas de Deus? Chegou a sua hora. Os seus sofrimentos terão a recompensa.
Depois de anos caminhando entre sepulturas, a geração da travessia chega à sua herança. Depois de anos lidando com perdas, eles agora falam sobre o futuro. Os seus olhos estão no futuro. Pare de falar do passado. Nós estamos vivendo para a frente. As nossas mãos estão adiante, os nossos olhos estão à frente. Você não pode viver olhando no retrovisor. Você tem que olhar para a frente. Vamos falar sobre o futuro, porque quem vive olhando apenas para trás dificilmente entrará naquilo que Deus preparou à sua frente. Casais, olhem para o futuro. Brasil, olhe para o futuro.
Deus reposiciona os olhos do povo e o ensina a visualizar. Almom-Diblataim nos lembra que existe uma hora de lamentar o que passou e existe uma hora de erguer os olhos e contemplar a promessa que se aproxima. É a estação em que a esperança volta ao coração, quando os sonhos perdidos são recuperados. Aqueles sonhos mais infantis. O sonho do romance que foi frustrado pela dor da traição. O sonho da prosperidade que foi frustrado pela bancarrota. O sonho da pureza que foi manchado pelo pecado. Almom-Diblataim é o lugar onde os sonhos perdidos são recuperados.
E esperança não significa desejar algo. Significa expectativa, antecipação, confiança, perspectiva favorável. Esperança não é “talvez dê certo”. Esperança é: posso não entender tudo, mas Deus está trabalhando. Isso muda completamente a forma de enxergar os eventos.
A sua vida não são pontos soltos na história. Existe uma linha atravessando cada momento da sua história para construir um tapete e fazer com que cada coisa solta ganhe um significado novo. O abuso, o divórcio, a doença, a perda. Deus faz cooperar todas as coisas para o bem daqueles que o amam. Deus está dando sentido e significado às histórias da antiga estação, que vão ser explicadas na nova estação. O que você não entende do que viveu, Deus vai falar com você nos próximos dias.
Então os fracassos, as perdas, as injustiças, as decepções, nada precisa ser desperdiçado. Não significa que essas coisas são boas. Significa que Deus é capaz de redimir qualquer situação. E a esperança nasce quando a pessoa acredita que existe um propósito maior. Existe um propósito maior. Em tudo o que nós estamos vivendo neste país, existe um propósito maior. Nós não estamos sendo levados por forças fortuitas ou casuais. Nós estamos na mão do Pai celestial. E ele diz: as minhas ovelhas, eu as tenho na minha mão; quem as tomará de mim? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
E agora eles vão entrar para escrever o próximo capítulo. Agora é você atravessar o seu Jordão.

O ciclo está quebrado
Isto marca na sua vida o fim de um ciclo. Deus está quebrando o loop na sua vida. Há coisas que vão começar a acontecer. Há coisas que vão romper. Você não vai apenas caminhar, você vai correr. E Deus vai também te dar asas, e não são de cera. São asas de verdade.
Esse é um ponto de inflexão na história da nação brasileira, e esse é um ponto de inflexão na história da igreja brasileira. Não, nós não vamos ter apenas visitantes ou membros. Nós estamos forjando uma cultura apostólica de crentes, discípulos que seguem Jesus, que amam a presença, que têm extrema reverência quando Deus se manifesta.
Nós estamos vendo emergir um povo com uma nova cultura, que cruzou o ribeiro de Zerede e que fala às circunstâncias, que dobra a realidade. À igreja de Éfeso, Jesus disse: conheço o teu trabalho. A palavra trabalho ali é kópos. Era o que fazia um homem que martelava metais, colocando-os sobre o fogo para dobrar. Era um labor exaustivo: dobrar metais. Um povo apostólico dobra as circunstâncias.
Eles falam: brota, ó poço. Eu não estou vendo, mas tem água aí. Brota negócios, brota contratos, brota felicidade no meio de um casamento indiferente. Brota santidade, brota verdade, brota pureza, brota mudanças. Brota dos palácios de Brasília, brota no Eixo Monumental. Brota, ó poço. Brota, ó poço. Brota, ó poço.
Levante as suas mãos e comece a profetizar sobre as suas circunstâncias. Comece a dizer que você vai ter o dinheiro para pagar as suas contas e não vai ser envergonhado. Comece a dizer que o Provedor vai cuidar de você e você vai ter o suficiente. Não, mais que o suficiente, porque ele é o El Shaddai, o Deus mais que o bastante. Comece a dizer que os seus filhos são benditos, que bendito é o fruto do seu ventre, que os seus filhos não serão amaldiçoados, mas serão a descendência bendita do Senhor. Comece a declarar sobre as suas circunstâncias, sobre qualquer bloqueio.
Eu vim anunciar: quebrou-se o laço, e nós nos vimos livres. Eu vim anunciar que o ciclo está quebrado. Olhe para trás mais uma vez, porque o inimigo que você está vendo, você nunca mais o verá outra vez.
Deus está quebrando o loop. Você estava preso em circunstâncias, e agora as circunstâncias estão nas suas mãos. Um homem estava preso numa cama, e Jesus disse a ele: levanta-te, toma o teu leito e anda. Você vai levar as coisas que te carregavam. Você vai levar as coisas onde você estava preso. Você já não está mais no leito. O leito está debaixo do seu braço, e você está sendo conduzido a uma nova história.
Nós declaramos que toda paralisia emocional, toda paralisia espiritual, toda preguiça existencial, toda acídia, nós quebramos. Toda fortaleza mental de vitimismo, de miséria, de conformismo, de fatalismo. Nós declaramos que a sua mente está tendo um rompimento: novas sinapses, novos caminhos neurais, novas ideias, uma nova mentalidade está surgindo. Deus está fazendo uma cirurgia. Está tirando o Egito, as coisas velhas, o ressentimento velho, o passado velho, as acusações velhas.
Ele está fazendo uma coisa nova, que está saindo à luz. Ele está colocando um rio no deserto, riachos, um caminho no ermo. Ele está criando novas situações para a sua vida. Eis que faço uma coisa nova. Você sente o cheiro do novo? O novo está chegando. Deus está criando um novo painel, uma nova realidade. Um novo horizonte está emergindo. O sol está nascendo. Senhoras e senhores, o dia vai amanhecer. Senhoras e senhores, o sol da justiça vai brilhar. As trevas estão sendo dissipadas, a luz está brilhando, as trevas estão sendo expulsas. E como as águas cobrem o mar, assim a terra do Brasil se encherá do conhecimento da glória do Senhor.
A geração da terra prometida
Este momento é, para você, como o ribeiro de Zerede. É como o rio Jordão. Há uma linha, e você está cruzando. Um novo comportamento, uma nova atitude, uma nova disposição mental, um novo conteúdo, uma nova busca, uma nova fome. Você está transicionando. Você não é a geração que morre no deserto. Você é a geração da terra prometida.
Lembre-se: este é o seu ponto de inflexão para cima. Faça um ato profético. Faça uma declaração de fé. Escreva para você mesmo o que você viveu. Conte uma história para você, para que você se lembre dela, e conte aos seus filhos e aos seus netos. Porque daqui para a frente nós não estamos sobrevivendo, nós estamos conquistando. Nós não estamos tentando ficar de pé, nós estamos marchando sobre as alturas da terra. E se o Senhor se agradar de nós, nós os comeremos como se come o pão. Retirou-se deles o seu amparo.
Que o amor de Deus, a graça de Jesus e a comunhão do Espírito Santo sejam sobre você. Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente, e para sempre será quem sempre foi. Seja abençoado ao entrar e ao sair. Bendito o fruto do seu ventre, o fruto da sua terra, o fruto dos seus animais, o fruto do seu solo. Empreste e não tome emprestado. Seja cabeça e não cauda. Esteja por cima e não por debaixo. E tudo o que você colocar nas mãos tenha êxito. Não falte o óleo sobre a sua cabeça. Sejam sempre alvas as suas vestes. Viva para ver a bondade do Senhor na terra dos viventes.
Para guardar
- O mar não é um erro de rota.
- Você não vive de férias. Você tira férias.
- Provisão não é estoque, é relacionamento.
- A grande estratégia para lutar contra Amaleque é vencer o inimigo sem se tornar o inimigo.
- Deus não está apenas tirando o povo do Egito. Está tirando o Egito de dentro do povo.
- A fé é segurar o nada até que o nada se torne algo.

