O justo viverá pela fé
Eu quero começar falando de um país. Um país onde a lei até existe, está escrita, é citada, por vezes invocada, mas não funciona. Um país onde a justiça virou disputa de poder, onde quem julga está no centro do escândalo que deveria julgar. Um país onde o dinheiro descontado do aposentado, daquele que trabalhou a vida inteira, desaparece, e o processo parece que está ali, sem sair do lugar, dormindo. Um país onde quem tem influência acredita que sempre encontrará uma saída, que a impunidade é a regra. Um país onde a verdade deixou de ser o critério. A violência está diante dos nossos olhos, dia após dia, e parece que nós já nos acostumamos. Um país onde o povo de Deus continua indo ao culto, continua cantando, continua postando versículos, mas grande parte dele vive como se a lei de Deus não tivesse autoridade nenhuma sobre a sua vida.
Você já sabe de que país eu estou falando? Talvez tenha pensado numa toga, numa sigla, num jornal, ou até num nome específico que dominou as manchetes nos últimos dias. Mas eu falo de algo muito mais profundo. Eu falo de teologia. Eu falo do que diz a Bíblia. Tudo o que eu acabei de descrever está no Antigo Testamento, e tem 2.600 anos.
Até quando, Senhor, clamarei por socorro, sem que tu ouças? Até quando gritarei a ti: “Violência!” sem que tragas salvação? Por que me fazes ver a injustiça? Por que toleras a maldade? A destruição e a violência estão diante de mim; há lutas, e o conflito se levanta. Por isso, a lei se enfraquece, e a justiça nunca prevalece. Os ímpios cercam os justos, e, assim, a justiça é pervertida.
Habacuque 1.2-4 (NVI)
O pecado humano é monotonamente repetitivo
A lei se enfraquece. A justiça nunca prevalece. Os ímpios cercam os justos. A justiça é pervertida. Isso foi escrito pelo profeta Habacuque nos últimos anos do reino de Judá, pouco antes de Jerusalém ser destruída pela Babilônia, em 586 antes de Cristo.
É importante que a gente sinta o peso disso. Talvez você tenha reconhecido o Brasil num texto hebraico do século VI antes de Cristo. Não porque o Brasil seja especial na sua ruína. Você reconheceu porque o pecado humano é monotonamente repetitivo. Ele só troca de roupa. Não inventa nada. O que muitos chamam de crise institucional, a Bíblia chama, com mais precisão, de juízo em curso.

O problema também estava no templo
Sejamos claros e olhemos para nós mesmos, enquanto igreja do Senhor, corpo de Cristo na terra. Em Habacuque, o problema não estava só no governo, não estava só nos palácios. Estava também no templo. Muitas vezes nós nos regozijamos com o diagnóstico que termina em outra pessoa, sem olhar para o que nós precisamos fazer.
É confortável dizer: o problema é o Supremo, o problema é o Congresso, o problema é a mídia, o problema é a corrupção. Tudo isso, em parte, é verdade. Mas a Bíblia mostra algo mais profundo, e Habacuque não teve o conforto de dizer isso. O que ele descreve em Habacuque 1.4 não é a corrupção da Babilônia. É a corrupção dentro do povo de Deus. Judá tinha lei. Judá tinha templo. Judá tinha sacerdócio, sacrifício, liturgia, a ortodoxia de fachada. Mas vivia como se a lei não tivesse autoridade sobre ela.
Deixe-me fazer uma pergunta com toda a sinceridade, uma pergunta desconfortável para você e para mim. Como é que uma nação em que quase metade da população se diz evangélica, uma nação em que quase oitenta por cento se diz cristã, chegou a esse ponto? Uma igreja em cada esquina, culto todo dia da semana, o maior parque gospel do mundo, pregador com mais audiência que jornalista. Como a justiça se perverteu desse jeito?
Eu vou dizer como. Porque parte da igreja brasileira decidiu, estrategicamente, ser inofensiva. Nós trocamos o profeta pelo palestrante motivacional. Trocamos o “assim diz o Senhor” pelo “eu não gosto de polêmica”. Trocamos o arrependimento por autoestima. Trocamos santidade por relevância. Trocamos a cruz de Cristo por cursos de autoajuda. Quando o país precisou, nós tínhamos vozes, tínhamos profetas e homens para falar, mas muitos, no máximo, usaram o que tinham para pedir engajamento.
Habacuque olhou para o seu povo e chorou. Muitos de nós, na igreja do Senhor, estamos olhando para o nosso povo e fazendo marketing. Eu falo de crentes específicos, aqueles que não entendem o papel que a igreja do Senhor tem na mudança do mundo. Cristo advertiu:
Vocês são o sal da terra. Mas, se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.
Mateus 5.13 (NVI)
Deixe-me dizer a obviedade que precisa ser dita: sal que não salga é lixo. E Cristo deu o pior de todos os diagnósticos.
Conheço as suas obras, que você não é frio nem quente. Gostaria que fosse frio ou quente! Assim, porque é morno, nem frio nem quente, estou prestes a vomitar você da minha boca.
Apocalipse 3.15-16 (NVI)
Deus não disse que odeia aquele que eventualmente erra, mas tem queimando dentro dele a paixão por Cristo. Esse Ele não odeia. Ele disse que não suporta o crente morno. O crente sem sal. O crente sem posicionamento. E é isso que muitos estão querendo ser: crentes mornos, cordiais, prudentes, aplaudidos e absolutamente irrelevantes.
Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim em favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nenhum.
Ezequiel 22.30 (NVI)
Que Deus não escreva isso sobre nós. Quando nós não nos posicionamos, quando não agimos como devemos agir, a consequência vem. Deus respeita as consequências dos pecados que cometemos e da falta de posicionamento.
A resposta que Habacuque não esperava
Habacuque não se calou. Ele levou a pergunta a Deus, e Deus respondeu.
Olhem entre as nações e contemplem-nas; fiquem atônitos e pasmem. Pois nos dias de vocês farei algo em que não creriam se lhes fosse contado. Estou trazendo os babilônios, nação cruel e impetuosa, que marcha por toda a extensão da terra para apoderar-se de moradias que não lhe pertencem.
Habacuque 1.5-6 (NVI)
Imagine a expectativa do profeta: finalmente Deus vai limpar a casa, punir os corruptos, purificar o povo. E vem a resposta: estou trazendo os babilônios. A consequência da falta de posicionamento do povo foi o que é natural do pecado. Não veio um avivamento. Não veio uma eleição justa, nem um herói, nem uma reforma constitucional. Veio uma nação cruel, idólatra e violenta, que Deus não estava aprovando, mas permitiu.
Deus não ignora as consequências morais e históricas do pecado de um povo. Judá desprezou a justiça, a verdade e a aliança, e a consequência foi que Judá acolheu a Babilônia.
Uma nação não perde o Estado de Direito de um dia para o outro. Ela perde depois de décadas aceitando que se ensine que a verdade é uma construção. Para nós, a verdade é fundamento, é o próprio Cristo, como diz João 14. Nós não podemos aceitar que a verdade é uma construção social. Não podemos aceitar que o certo é o que a maioria aplaude, que a lei é um instrumento e não um limite para a ação do Estado. Não podemos aceitar que a família é opcional, que a vida é negociável. A vida dentro do ventre é inegociável. Não podemos aceitar que Deus não passa de opinião pessoal.
Não sejamos tolos: instituições não desabam sozinhas. Elas desabam sobre os alicerces que nós aceitamos que fossem corroídos. Você não está vendo apenas uma crise do Judiciário. Você está vendo uma colheita.
Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.
Gálatas 6.7 (NVI)

Deus não estava distraído
Mas o profeta não desiste. O homem de Deus não se dobra diante de nada. Habacuque não se acovarda, não fica cambaleando sem saber para onde ir. Ele se posiciona e insiste diante do Senhor.
Os teus olhos são tão puros que não suportam ver o mal; não podes tolerar a maldade. Então, por que toleras os traidores? Por que te calas enquanto os ímpios devoram os que são mais justos que eles?
Habacuque 1.13 (NVI)
Não é essa a nossa pergunta também? Senhor, por que os piores têm tanto poder? Por que o mal parece tão organizado, eficiente e vitorioso? E Habacuque descobre que Deus não estava distraído. Deus estava contando. É tempo de posicionamento, porque Deus não fica inerte diante do mal.
Então, o Senhor me respondeu: “Escreva claramente a visão em tábuas, para que se leia facilmente. Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim e não falhará. Ainda que demore, espere, porque ela certamente virá e não se atrasará.”
Habacuque 2.2-3 (NVI)
Não escreva num lugarzinho que o vento apaga. Escreva em tábuas. A mensagem de Deus é de esperança, mesmo diante de um povo que ainda não tinha se movido. Havia um, Habacuque, que se manifestava, e o povo haveria de seguir. A mensagem é: você ainda não viu o fim da história, mas eu vejo.
E Deus pronuncia cinco ais, que você pode ler com calma em Habacuque 2.6-20. Ai dos que enriquecem por roubo, extorsão e exploração. Ai dos que edificam a sua casa por meio do lucro injusto. Ai dos que constroem cidades com sangue e crime. Ai dos que degradam e humilham o próximo para satisfazer os próprios desejos. Ai dos que se curvam diante daquilo que as próprias mãos fabricaram.
Me diga se isso não é um verdadeiro índice do telejornal brasileiro. Extorsão é esse desconto na aposentadoria de quem não tem como se defender. Edificar a casa com lucro injusto é patrimônio privado erguido com dinheiro público. Construir com sangue é tratar a vida humana como custo, estatística ou obstáculo. Degradar o próximo pelo próprio desejo é tratar corpos como objetos para a satisfação de desejos inescrupulosos. E idolatria é o homem que se curva diante da toga, do cargo, do algoritmo, do saldo bancário e da própria imagem, obras das suas próprias mãos.
A Babilônia, naquela época, parecia invencível. Mas Deus disse: eu vi tudo. Deus vê o roubo que ninguém descobre. Deus vê a corrupção, por mais sofisticada que seja. Deus vê a violência disfarçada de política, de negócio, de ideologia. Deus vê a idolatria do poder, do dinheiro, do prazer e da própria imagem. No tribunal de Deus não há foro privilegiado. Não há prescrição, não há acordo, não há processo esquecido na gaveta por décadas.
E, no meio dos cinco ais, brilha uma promessa.
Mas a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.
Habacuque 2.14 (NVI)
A Babilônia não era a última palavra. Nenhum império terá a última palavra. Nenhuma ideologia, nenhum tribunal, nenhum perverso terá a última palavra. A última palavra pertence ao Senhor.
O justo viverá pela fé
E o que fazer? Habacuque responde em uma frase, e isso é teologicamente impressionante, porque vem no meio do juízo, no meio do escândalo, no meio da queda de um país.
Veja, o ímpio está envaidecido, e os seus desejos não são bons! Mas o justo viverá por sua fé.
Habacuque 2.4 (NVI)
A palavra hebraica fala de firmeza, constância, confiabilidade, fidelidade. É assim que o justo vive. Não é otimismo vazio. Não é negar a realidade, não é frase de efeito. É confiança perseverante no Senhor, é permanecer firme mesmo quando tudo indica o contrário. O justo não vive porque tudo está bem. O justo vive porque Deus continua sendo Deus, mesmo quando as coisas desmoronam.
O soberbo se apoia em si mesmo: no seu poder, na sua riqueza, na sua inteligência, na sua influência, no cargo que ocupa, na imunidade que imagina ter. O justo se apoia em Deus. E isso não é invenção do Novo Testamento. Seis séculos antes de Cristo, Habacuque já dizia o que se tornaria o coração, o epicentro, da pregação apostólica.
Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”.
Romanos 1.17 (NVI)
Paulo repete em Gálatas 3.11, e o escritor aos Hebreus em Hebreus 10.38. Foi este mesmo versículo que acendeu a Reforma. Um monge agostiniano, esmagado pela própria consciência, leu “o justo viverá pela fé”, e a Europa mudou. Não foi um golpe. Não foi uma eleição. Foi um versículo lido a sério.
Cristo é o justo, e nele nós somos justificados. E é interessante que o justo foi condenado pelo tribunal mais respeitável do seu tempo. Daí nós já sabemos do que tribunais humanos são capazes. Foi no pior erro judiciário da história que Deus operou a nossa salvação.

Cinco coisas para fazer
E o que pode ser feito? Respeitosamente, eu sugiro cinco coisas.
Primeiro, arrepender-nos. O que eu tenho a dizer é o que pregava João Batista, o que pregava Jesus, o que pregava Pedro: arrependam-se dos seus pecados. A mensagem não mudou e não vai mudar. Não existe emenda para as Escrituras, não existe atualização da Bíblia.
Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus eu o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.
2 Crônicas 7.14 (NVI)
Não se enganem: a cura da terra começa por um lugar chamado arrependimento da igreja.
Segundo, orar. Orar de verdade, inclusive pelos que estão no poder, crendo no poder transformador do Espírito.
Antes de tudo, peço que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.
1 Timóteo 2.1-2 (NVI)
É um mandamento, uma ordem para a igreja do Senhor: orar pelos que estão em autoridade.
Terceiro, falar. Falar com nome, com endereço, sem medo. Nós somos a igreja do Senhor. João Batista não fez uma pregação sobre os desafios contemporâneos da moralidade conjugal. Ele disse: Herodes, não te é lícito. É verdade que ele perdeu a cabeça por isso. Mas ele falou. Natã não fez um sermão genérico sobre integridade. Apontou o dedo para um rei e disse: você é esse homem.
Quando eu disser ao ímpio: “Você certamente morrerá” e você não falar para dissuadi-lo dos seus maus caminhos, aquele ímpio morrerá pela iniquidade dele, mas eu considerarei você responsável pela morte dele.
Ezequiel 33.8 (NVI)
A Bíblia é explícita sobre quem silencia quando não deveria silenciar. Nós não estamos aqui por acaso. Silêncio no púlpito não é prudência. É cumplicidade com sangue.
Quarto, agir. Agir na esfera concreta que Deus te deu. Miquéias resume a ética pública inteira em uma linha.
Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige de você: pratique a justiça, ame a lealdade e ande humildemente com o seu Deus.
Miqueias 6.8 (NVI)
Quinto, recusar dois atalhos. O atalho do cinismo e o atalho da idolatria política. O cinismo diz: não tem solução, é tudo igual, não vou nem votar, não vou nem me informar, não vou nem me envolver. Isso não é fé. É covardia com verniz espiritual. A idolatria política deposita num político, num partido, num juiz, numa eleição a esperança que só cabe em Cristo.
Não confiem em príncipes, em meros mortais, incapazes de salvar.
Salmos 146.3 (NVI)
O que devemos fazer é defender os princípios até o fim. O cristão age no tempo, com coragem, justamente porque crê na eternidade.

A fé vê além
Deus não chama o seu povo para ser alienado. Deus nunca disse a Habacuque: não olhe para os problemas. Fé não é viver de olhos fechados. Nós devemos entender o que está acontecendo, com coragem, com discernimento, com informação. Mas não podemos interpretar a realidade só pelos olhos naturais. A vista enxerga a Babilônia, a fé enxerga que Deus continua no trono. A vista para na cruz, a fé vê através da cruz e enxerga a ressurreição. A vista enxerga a crise presente, a fé enxerga o Deus que escreve o fim da história. A fé não nega a dor, mas interpreta a dor à luz da misericórdia de Deus.
E como termina o livro de Habacuque? Ele começou com “Senhor, não vai fazer nada?”. E termina com adoração.
Mesmo que a figueira não floresça nem haja fruto na videira; mesmo que a safra de azeitonas decepcione e os campos não produzam alimento; mesmo que não haja ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação. O Senhor, o Soberano, é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo e faz-me andar nos meus lugares altos.
Habacuque 3.17-19 (NVI)
A alegria dele não depende de a figueira florescer. Ainda que a economia aperte, ainda que o processo não ande, ainda que o culpado não seja punido, ainda que a eleição não traga o que você espera, ainda que a instituição em que você confiava se revele absolutamente podre, ainda que a igreja do Senhor te decepcione, eu me alegro no Senhor. Não é a alegria das circunstâncias que mudam. É a alegria no Deus que não muda. As circunstâncias mudam, os mercados mudam, os governos mudam, os tribunais mudam, os impérios mudam, as pessoas mudam. O Senhor não muda.
Todas as Babilônias cairão. Seis séculos depois de Habacuque, quando Cristo nasceu, a Babilônia histórica já tinha caído. Era Roma que dominava o mundo, e Roma também passou. Babilônias de poder, de violência, de idolatria, de arrogância humana parecem eternas enquanto estão de pé. Mas nenhum homem de toga é eterno. Nenhum palácio é eterno. Nenhuma maioria é eterna. Nenhum império que hoje intimida você estará de pé quando a história for fechada.
O apóstolo João, exilado em Patmos, vítima ele mesmo de uma injustiça de Estado, ouviu:
Caiu! Caiu a grande Babilônia!
Apocalipse 18.2 (NVI)
Aleluia! Pois reina o Senhor, o nosso Deus, o Todo-poderoso. Vamos nos regozijar! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória!
Apocalipse 19.6-7 (NVI)
Toda lágrima será enxugada. Toda Babilônia cairá. E Cristo reinará plenamente.
Uma oração
Obrigado, Senhor, por nos fazer entender que nós somos o povo da fé, o povo da esperança, o povo que se posiciona diante das realidades para mudá-las. Nós queremos cumprir a missão que o Senhor coloca em nosso coração. Obrigado pela honra de uma mente finita e limitada como a nossa ser convidada a se envolver num projeto proposto pela mente infinita do Senhor. Toca os corações, acende a chama do posicionamento, para que cada um saiba que é chamado a representar Cristo e a levar luz para um mundo em trevas. Sabemos que a tua resposta foi a mesma para Abraão, para Moisés, para Josué: diante das dificuldades, o Senhor não diz “você pode” ou “você não pode”. O Senhor diz: eu estarei com você. Obrigado por teu Filho Jesus Cristo, o Filho de Deus que se fez filho dos homens para que nós, filhos dos homens, pudéssemos ser feitos filhos de Deus. Em nome de Jesus, amém.
Para guardar
- O pecado humano é monotonamente repetitivo. Ele só troca de roupa.
- No tribunal de Deus não há foro privilegiado.
- Não se enganem: a cura da terra começa por um lugar chamado arrependimento da igreja.
- Silêncio no púlpito não é prudência. É cumplicidade com sangue.
- A vista enxerga a Babilônia, a fé enxerga que Deus continua no trono.
Tassos Lycurgo é pastor, teólogo e filósofo, fundador e presidente do Ministério Defesa da Fé. É professor titular do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pesquisador visitante do instituto Reasons to Believe, na Califórnia. Tem doutorado em Educação pela UFRN, mestrado em Filosofia Analítica pela University of Sussex, na Inglaterra, e pós-doutorado em Apologética Cristã pela Oral Roberts University, nos Estados Unidos. É autor de diversos livros sobre filosofia, teologia e apologética cristã, entre eles A Batalha pela Verdade e Fundamentos para Defesa da Fé.

