Uma mãe multiplica
Eu não acredito que haja outra nação neste planeta que carregue a mensagem do maternar do reino com mais força do que o Brasil. O que eu amo a respeito da sua nação é que vocês não fazem nada pela metade. Vocês se jogam de cabeça. Na adoração. Na comida. Na moda. Vocês fazem com tudo que vocês são.
O Brasil não precisa apenas de mais profetas
Eu estou falando sério. Há um tempo único acontecendo agora. Ano passado, no Modeladas, eu senti que o Senhor disse o seguinte: que o Brasil não precisa apenas de mais profetas, o Brasil precisa que mães se levantem.
E eu sinto que o Senhor está expandindo isso nas mães do reino que estão se levantando. E por que o Senhor precisa que o Brasil abrace essa mensagem? A chave está no Salmo 112, versículos 1 e 2:
Aleluia! Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e tem grande prazer nos seus mandamentos! Os seus descendentes serão poderosos na terra; a geração dos justos será abençoada.
Salmos 112.1-2
Você percebeu uma coisa? Não são os poderosos guerreiros. Não é a elite. Não são os mais bem-educados. São os filhos e as filhas da terra, os descendentes, que são os campeões da geração deles.
Veja: o Reino de Deus é geracional. Deus não pensa apenas no indivíduo. Deus pensa em gerações.
Foi interessante, eu li no começo deste ano que o príncipe herdeiro de Dubai passou por todos os documentos legais do país e oficialmente trocou o termo dona de casa por moldadora de gerações. E o que isso significa é que não importa se você é uma mãe em casa com os seus filhos, ou se você trabalha numa clínica ou numa escola: o seu papel é reconhecido como o de alguém que molda gerações.
Eu acredito que o Senhor me disse que o Brasil precisava de mais mães porque a próxima geração vai ser moldada por vocês. Você acredita nisso?
Eu quero compartilhar três formas pelas quais eu acredito que nós moldamos gerações. E eu quero que você saiba que eu não vou trazer apenas conceitos espirituais. Quantas de vocês sabem que, se o espiritual não se torna prático, ele não é transformador? Eu não vou apenas entregar informação. Eu acredito que o Senhor vai liberar uma impartição de graça para você se enxergar dentro da história que Deus está moldando para as gerações que virão.
Isso não é apenas para quem está numa plataforma. Não é apenas para quem está no governo. Cada uma de vocês foi chamada para ter um papel em moldar como o Brasil vai ser amanhã, e depois de amanhã, e nas gerações vindouras.
Primeira chave: levantar-se
Durante vinte anos Israel esteve em meio ao caos. As pessoas estavam dispersas. Elas pararam de lutar. E então algo mudou: Débora se levantou.
Já tinham desistido os camponeses de Israel; já tinham desistido, até que eu, Débora, me levantei. Eu me levantei como mãe em Israel.
Juízes 5.7
Agora, Débora era juíza. Ela era profeta. Ela era líder. Mas ela não disse: até que eu, Débora, me levantei como juíza em Israel. Ela não disse: até que eu, Débora, me levantei como profeta em Israel. Ela nem sequer disse: até que eu me levantei como uma grande líder. Ela disse: até que eu me levantei como mãe em Israel.
Veja, uma juíza resolve disputas. Uma profeta declara a mensagem do Senhor. Um líder leva as pessoas até algum lugar. Mas uma mãe multiplica.
O maternar do reino não tem nada a ver com o seu estado civil, com você ter filhos ou não, com você ser mais velha ou mais nova. Não importa. Porque, para falar a verdade, nem sobre a própria Débora existe registro de que ela tenha tido filhos naturais. E ainda assim ela se levantou como mãe. Então eu creio que o chamado do maternar do reino é para toda mulher.
Quando Débora se levantou, algo poderoso aconteceu: outras pessoas se levantaram com ela. Os príncipes vieram até ela. As tribos vieram até ela. Os povoados vieram até ela. Quando ela adentrou o lugar dela, quando ela se apropriou do desígnio, não como juíza, não como profeta, nem mesmo como líder, mas como mãe, houve uma multiplicação que foi liberada.
Talvez você materne os seus próprios filhos. Talvez você materne líderes. Talvez você materne ideias, ou movimentos, ou negócios, ou igrejas. Talvez você materne algo que Deus quer liberar sobre uma nação. Mas o coração de uma mãe do reino diz: o que Deus depositou em mim não pode terminar em mim.
Em 2019 eu ouvi o Senhor me dizer que a hora da mulher havia chegado. Eu não tinha ideia de que, em pouco tempo, os termos mãe e mulher seriam tão atacados no nosso mundo. Mas eu acredito que Deus está chamando as mulheres a se levantarem. Não porque Deus quer que as mulheres tenham ministérios maiores, ou plataformas maiores, ou maior visibilidade. Mães do reino se levantam para que outros possam se levantar. Vocês estão pegando isso?
O carro que não ligava
Há uns dez anos eu estava num momento da vida em que eu tinha recebido todas essas palavras proféticas sobre como Deus tinha me chamado para fazer grandes coisas. Mas eu não via aquilo como realidade na minha própria vida. E eu comecei a ficar desencorajada. Eu sentia que eu tinha perdido a hora. Senhor, será que eu perdi a janela para fazer isso?
Eu me lembro de uma noite em que eu fui dormir e fiz essa pergunta ao Senhor: Senhor, será que eu perdi aquilo que o Senhor tinha para mim? E naquela noite eu tive um encontro profético.
Nesse sonho eu vi um anjo, e eu estava num salão enorme e branco, muito, muito grande. Quando eu entrei naquela sala, havia carros por todo canto, e as pessoas estavam tentando ligar os carros delas, mas ninguém conseguia. E aí eu cheguei até o meu carro, eu sentei e virei a chave. E naquele momento eu soube de duas coisas: eu sabia que o meu carro ia pegar, e eu sabia que, quando o meu carro ligasse, o de todo mundo ligaria.
O Senhor me mostrou que havia pessoas esperando que eu chegasse para que elas pudessem ser ativadas no propósito e no chamado delas. E eu tenho visto isso acontecer nos últimos dez anos. Como líder de adoração, eu levantei adoradores. Como profeta, eu capacitei outros a ouvir a voz de Deus. E como mãe, eu tenho tentado liberar coragem nas pessoas para que elas sejam quem Deus as chamou para ser.
E eu acredito que é o mesmo para você. Há pessoas conectadas ao seu sim. Você crê nisso? Há pessoas esperando o seu sim para se levantarem. Levantar-se é dizer sim para aquilo que Deus tem para você. Há pessoas que você talvez nunca conheça, e pessoas que você conhece, que serão completamente transformadas pelo seu sim.
Porque o seu romper não é só para você. Outra pessoa vai viver diferente porque você foi liberta. Outra pessoa vai caminhar em coragem porque você foi corajosa. Outra pessoa vai crer em Deus porque viu você crer em Deus. Outra pessoa vai dizer sim porque viu você dizer sim.
Isso quer dizer que você não pode se levantar de forma passiva. Você não pode ficar sentada no sofá comendo bombom e esperar que aquilo desça sobre você. Não. Levantar-se é intencional. Você precisa adentrar aquilo. Levantar-se é assumir responsabilidade. Levantar-se é entrar em parceria com Deus.
Deus está levantando mulheres líderes que carregam o coração de mãe. Mulheres que não estão apenas perguntando até onde eu posso ir, mas quem pode ir comigo. Mulheres que não perguntam apenas qual é o meu chamado, mas quem deve ser ativado pelo meu chamado. Porque uma mãe do reino não se levanta apenas para ser vista. Uma mãe do reino se levanta para que outros possam se levantar.
Eu quero fazer um ato profético agora. Se isso está falando com você, eu vou contar até três e eu quero que você fique de pé. Mas espera, espera. Eu sei que a gente está empolgada. Eu quero que você enxergue isso como um ato profético. Este é o seu sim. É você virando a chave do seu carro. Você está pronta para o que está do outro lado do seu sim? Não fique de pé porque todo mundo está ficando de pé. Você pode se levantar depois, você pode ir para casa e se levantar. Mas você precisa entrar nisso, porque este é um ato profético.
Assim como Débora, que se levantou não apenas como juíza, não apenas como profeta, nem mesmo como líder, mas como mãe, para que outras pudessem se levantar com ela. Como um sinal para os céus e um sinal para a terra: nós nos levantaremos, em nome de Jesus. Um, dois, três. Diga: eu me levanto. Eu me levanto como mãe.
O céu viu você.

Segunda chave: modelar
Eu quero que você entenda o quanto o seu levantar-se é importante. Não se trata de você. Se trata daqueles que vêm depois de você.
Eu me lembro da igreja da qual eu fazia parte. As mulheres não pregavam. Muito raramente, só no Dia das Mães. E no Dia das Mães me pediram para pregar. Eu percebi que eles tinham pedido a tantas outras mulheres no passado, e todas tinham dito não, por razões diferentes: porque tinham medo, ou porque não achavam que estavam prontas. Então, sinceramente, os homens pararam de pedir. Quando eles me chamaram, era a minha primeira vez pregando num domingo. Eu ainda não me sentia qualificada, mas eu sabia que eu tinha que dizer sim, porque não se tratava de mim. Se tratava de abrir um caminho para que outras mulheres pudessem se levantar e pregar também. É isso que uma mãe do reino faz.
Então nós nos levantamos. E a segunda coisa que uma mãe do reino faz para moldar uma geração é que nós modelamos. Nós modelamos o que é ser uma transformadora de mundo.
Gênesis 1 diz que, quando Deus criou toda a criação, Ele criou tudo conforme a sua espécie. Uma macieira se torna uma macieira. Um elefante gera outro elefante. O semelhante produz o semelhante. Tudo se reproduz conforme a sua espécie. Então eu acredito que o desígnio de uma mãe do reino é levantar transformadores de mundo. E a melhor forma de levantar um transformador de mundo é ser um.
Você não reproduz aquilo que você deseja. Você reproduz aquilo que você vive.
Eu penso em 2 Timóteo 1.5, onde nós vemos duas mães do reino muito poderosas, Loide e Eunice. Paulo está falando com Timóteo:
Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em Loide, a sua avó, e na sua mãe, Eunice, e estou convencido de que também habita em você.
2 Timóteo 1.5
Vocês conseguem ver o que aconteceu? Loide foi a primeira da família a ter fé, e ela modela essa fé para que a filha dela, Eunice, veja. Eunice então carrega essa fé e passa a caminhar nela. Mas não para por aí, porque então Eunice entrega isso a Timóteo. Vocês ouvem a linguagem geracional? Começou com a avó, foi para a mãe e terminou em Timóteo. O que vivia nelas vivia em Timóteo. A fé viajou por uma linhagem. A fé foi modelada antes de ser manifestada.
É assim que se molda gerações. Não é apenas instrução. Você não reproduz apenas o que você ensina. Você reproduz o que você vive.
A minha bisavó e a minha avó foram ordenadas debaixo de Aimee Semple McPherson, uma avivalista muito poderosa da história dos Estados Unidos, que tinha uma igreja enorme, isso há mais ou menos cem anos. E o que é interessante é que elas foram chamadas a pregar numa época em que as mulheres não podiam nem sequer votar. E naquela época não havia muita aceitação de mulheres pregadoras. Mas havia um chamado sobre a vida delas, e elas não iam permitir que as tradições dos homens passassem por cima do chamado de Deus sobre elas.
Então a minha bisavó adentrou nisso. E depois a minha avó. A minha avó era uma pregadora tão boa. Mas ela não tinha permissão para pregar fora da pequena congregação dela. E ela sonhava com um dia em que elas pudessem falar fora das pequenas igrejas locais. As minhas avós modelaram o que é obediência a Deus. E hoje eu caminho no fruto daquela obediência.
Algumas de vocês estão sentadas aqui porque outra pessoa disse sim. Outra pessoa obedeceu. Outra pessoa orou. Outra pessoa pregou. Outra pessoa quebrou uma barreira. Outra pessoa permaneceu fiel. Outra pessoa antes de você pagou o preço, e agora você está pisando o chão que ela lutou para possuir. Isso é moldar gerações.
Sinceramente, eu sinto que é isso que está acontecendo até mesmo com o Bispo JB Carvalho e a Bispa Dirce Carvalho, e com o movimento que eles estão lutando para criar, uma nova realidade no Reino de Deus no Brasil. E o que nós percebemos é que aquilo que estamos vivendo hoje, até mesmo mulheres pastoras, pregadoras, profetas, apóstolas, é porque eles pagaram um preço para normalizar isso para você. Porque eles viram na palavra de Deus e nada vai ficar no caminho deles. Você está de pé no chão que foi o teto de outra pessoa.
Às vezes moldar gerações significa começar algo que a sua família nunca teve. Eu penso em Loide. Ela começou com a fé. Ela foi a primeira. Muitas de vocês são as primeiras a ter fé. E às vezes moldar gerações significa colocar um basta em algo que a sua família sempre teve. É quando alguém diz: isso termina comigo. Esse medo termina comigo. A vergonha termina comigo. O silêncio termina comigo. A passividade termina comigo.
A minha mãe, uma mulher maravilhosa de Deus, cresceu num lar cristão. Mas os meus avós eram pessoas duras, e eles não sabiam como celebrá-la. Ela contava como fazia os recitais de piano dela, ou outras coisas especiais, e via os pais de todas as amigas dela ali celebrando. E os meus avós nunca apareceram. Eles nunca celebraram as conquistas dela. Ela tem 75 anos hoje, e eu ainda vejo os efeitos dessa ferida nela, de uma vida que nunca foi celebrada.
Mas eu vou dizer isso: ela disse que aquilo terminava ali. Ela e o meu pai foram muito intencionais em estar em todos os meus jogos. Eu era líder de torcida no colegial, grande surpresa, não é? E eles iam aos jogos para me apoiar. Eu me senti celebrada todos os dias da minha vida. O meu irmão e a minha irmã se sentiram celebrados. Eles criaram uma cultura de celebração, para que eu nunca conhecesse a falta que a minha mãe carregou. E agora os meus filhos, os filhos da minha irmã, sabem viver numa cultura de celebração. Porque foi modelado, foi cultivado. Isso é moldar gerações.
Eu quis compartilhar um exemplo bem prático, mas eu quero que você se enxergue nesses exemplos. Muitas de vocês adentraram algo pela primeira vez, e você está modelando essa fé. E algumas de vocês colocaram um ponto final, desenharam uma linha no chão e disseram: isso não continua nas gerações que vêm. É através do seu modelar, do seu exemplo, e essa é uma chave para moldar gerações.
Terceira chave: multiplicar
Eu quero voltar para Débora. É interessante que em Juízes 5.7, como já vimos, as aldeias não queriam lutar até que Débora se levantou. E, quando ela adentrou aquele lugar, Deus atraiu até ela aqueles que deveriam vir.
Eu tenho a sensação de que algumas de vocês têm procurado os recursos. Vocês têm perguntado: Deus, onde estão as conexões divinas? Onde estão as pessoas com quem eu devo correr? E eu acho que parte da razão pela qual você ainda não as encontrou é porque você não se levantou, você ainda não adentrou isso. Não foi até Débora se levantar que a comunidade foi atraída até ela. E foi então que as coisas se multiplicaram.
O maternar do reino não fala de dependência. Fala de criar multiplicação. Quando ela adentrou o desígnio dela, foi como uma semente que foi para a terra e se multiplicou por toda aquela nação.
Eu amo o exemplo de Joquebede, que é a mãe de Moisés. Faraó tinha ordenado que todos os meninos fossem mortos em Israel. E essa mãe do reino desafiou aquela ordem, porque ela viu o chamado de Deus sobre o filho dela. Nós sabemos que ela o escondeu e que eles não temeram o decreto do rei.
Então pense nisto: Joquebede se levanta como mãe do reino e começa a modelar coragem para o filho dela, porque ela corajosamente protegeu Moisés durante um tempo de genocídio. E o que Moisés se tornou? Ele se tornou o libertador do povo de Israel. A coragem numa mãe foi modelada para o filho e produziu coragem num libertador. A coragem dela foi multiplicada.
O interessante é que, milhares de anos depois, não parou naquela história. Há a história de uma mulher na América chamada Harriet Tubman. Harriet Tubman foi uma escrava africana, isso nos anos 1800, e ela escapou da escravidão. Deus a guiava sobrenaturalmente. Mas, quando ela escapou, o coração dela ficou tão quebrantado pelos que ficaram para trás que ela voltava escondida e resgatava mais escravos.
E é interessante porque ela cresceu ouvindo histórias da mãe dela, e a história favorita dela era a de Moisés, de como Moisés levou o povo de Deus para a liberdade. E, como menininha, ela disse: eu também quero fazer isso.
Então aqui está Moisés, que teve coragem modelada pela mãe dele e corajosamente se tornou um libertador. Milhares de anos depois, Harriet vê Moisés, e também vê a própria mãe resistindo aos escravocratas, até com força física, e isso lhe deu coragem. E ela se tornou uma libertadora como Moisés. Vocês conseguem enxergar? Joquebede, Moisés, uma mãe contando para a filha sobre Moisés, e então Harriet, que resgatou centenas, se não milhares de pessoas, e foi peça-chave para o fim da escravidão na América. Essa coragem foi multiplicada através das gerações.
Vamos lá, moldadora de gerações. Às vezes a multiplicação não precisa parecer tão grande quanto libertar escravos. De novo, eu vou tentar tornar isso bem prático, porque eu quero que você veja isso na sua própria vida.
Desde que eu era menina eu sempre falei o que eu penso, o que nem sempre foi uma coisa boa, até que Deus redimiu a minha mente. Eu feria as pessoas com as minhas palavras. E um dia o Senhor tomou o meu coração e eu fiz uma aliança com a minha boca: dentro da minha capacidade, eu não falaria morte, eu falaria vida. E disso veio um valor de não falar palavrão. Eu sei que tem gente que não se importa com isso, mas esse era o meu valor. Então, como mãe, criando os meus filhos, eu modelei isso para eles, eu ensinei a eles o poder das palavras deles.
Passa o tempo, e a minha filha está com 19 anos. Quando ela estava no colegial, quando ela se formou, ela estava no meio de muitos jovens com problemas de identidade. Ela trabalhava no departamento de teatro, muita confusão ali. Mas as pessoas percebiam algo nela. Percebiam que ela nunca falava mal de ninguém, que ela não fofocava, que ela não falava palavrão.
Nós temos nos Estados Unidos aqueles braceletes com a pergunta o que Jesus faria. Vocês já viram? E o que eles disseram para a minha filha foi: ei, quando a gente tem algum problema, a gente pergunta o que a Ellie faria. Por quê? Porque eles perceberam algo diferente nela.
O que acontece é que, em todo ambiente onde ela entra, ela não está atacando, ela não está protestando, mas ela também não recua. E agora, no trabalho dela, na faculdade dela, as pessoas chegam perto e talvez estejam falando palavrão, e aí percebem que ela não fala, e começam a se ajustar. Porque ela está mudando a atmosfera. Não porque ela pediu, mas porque coragem é contagiosa.
Isso é levantar uma transformadora de mundo. Um transformador de mundo é alguém que transforma o seu mundo. Eu sei que essa expressão está em voga agora.
Em 2019 fizeram um estudo sobre a criatura viva mais importante do planeta. A criatura viva mais importante deste planeta são as abelhas. Isso não é interessante? Por causa do que elas fazem com o meio ambiente, o reunir do pólen que estimula a criação. Disseram que, se não houvesse abelhas, toda a vida vegetal desapareceria em poucos dias, e toda a vida deixaria de existir em cerca de duas semanas.
Por que isso? Elas são tão pequenininhas. E você diz: Deus, eu sou tão pequenininha, como é que eu posso ser alguém que muda o mundo? Como eu posso me levantar? Porque a abelha está simplesmente fazendo aquilo que ela foi chamada para fazer. E quando a abelha vai nesta flor, e nesta flor, e nesta flor, quando cada um faz a sua parte, quando eu mudo a minha parte, muda o todo. Quando você muda o seu mundo, você está moldando gerações.
Talvez você sinta que aquilo que você faz é pequeno. Mas no Reino nada feito em fé é pequeno. E você nunca sabe onde Deus vai multiplicar.
O tempo da mulher chegou
Eu creio que Deus quer fazer algo no Brasil. Deus está levantando mulheres do reino para entenderem o desígnio delas como mães do reino, porque as gerações dependem disso. E é para um tempo como este. Sinceramente, o Brasil precisa de cada mulher.
O tempo da mulher chegou. É hora de se levantar. Não porque você precisa de uma plataforma maior. Não porque você precisa de reconhecimento. Não porque você tem algo a provar. Mas porque há outras pessoas do outro lado do seu sim.
É isso que mães do reino fazem. Nós não simplesmente ganhamos seguidores, nós multiplicamos filhos e filhas. Nós não simplesmente construímos ministérios, nós edificamos pessoas. Nós não apenas ocupamos posições, nós moldamos gerações.
Loide não podia ver o que Timóteo se tornaria. Joquebede não podia ver cada geração que a história de Moisés impactaria. E a minha bisavó não podia me ver de pé aqui, diante de vocês, hoje.
Eu creio que este é um momento profético para as mulheres no Brasil. Eu creio mesmo. Tem havido um clamor no Brasil. Há um clamor por famílias, um clamor por filhos e filhas, um clamor pelos casamentos, um clamor pelas comunidades, um clamor pelas nações. Mas eu creio que o Senhor está dizendo que o clamor precisa se tornar algo mais. É hora de se levantar como mãe. O clamar é importante. A intercessão é importante. Mas, até que você assuma a responsabilidade e adentre o seu desígnio como mãe do reino, você não verá a próxima geração moldada.
Vamos ficar de pé. Eu quero orar sobre vocês.
Vocês concordam que o Brasil está no precipício de uma transformação? Vocês têm visão pela geração que vem? Não, de verdade. Você tem visão para a geração que vem depois daquela? Você tem uma visão de cem anos? Eu creio que o Senhor está entregando visão para muitas, para daqui a cem anos, cento e cinquenta anos, em que o Brasil do futuro não vai se parecer com o Brasil de hoje.
Pai, eu honro as mães do reino, mães naturais e mães espirituais. Pai, eu Te agradeço por cada sacrifício, por cada oração, por cada ato de obediência que ninguém viu, por cada batalha travada em particular, por cada vez que elas escolheram a fé quando o medo era mais fácil, e por cada vez que elas enxergaram num filho e numa filha algo que eles não conseguiam ver.
Pai, desperta as mães. Desperta as moldadoras de gerações. Dá-nos coragem para nos levantarmos. Pai, eu libero coragem agora, como profeta e como mãe apostólica, eu libero coragem, Senhor Deus.
Pai, eu Te agradeço porque Tu estás estendendo o Teu cetro de autoridade, de graça, de favor. Que esta seja a geração que se posiciona na brecha por esta nação. E, Pai, que Tu as coloques em salas onde elas não farão ideia de como chegaram ali. Mas és Tu quem as está posicionando, és Tu quem as está conectando. E elas vão chegar não apenas como líder, não apenas como dona de um negócio, não apenas como vendedora, senadora ou governadora. Você vai entrar nesses lugares como mãe, porque o seu propósito é moldar a próxima geração.
Que os nossos filhos e filhas cheguem mais longe do que nós jamais chegamos. Que eles pisem no chão que nós lutamos para possuir. Que o nosso teto se torne o chão deles. E que o nosso romper se torne a herança deles.
Senhor, eu peço que sobre cada mulher haja coragem e ousadia para se levantar nos lugares onde elas sabem que devem entrar. Pai, que Tu as tornes mais intencionalmente conscientes daquilo que elas estão modelando e de como isso está moldando a próxima geração. E, Pai, como sementes nas mãos do semeador, que Tu multipliques, para a glória do Teu reino. Em nome de Jesus, amém.
Sobre Bethany Hicks
Bethany Hicks é cofundadora da Prophetic Company Global, conferencista, treinadora profética e autora. Vive em Austin, no Texas. Já ministrou em seis continentes, com foco em treinar e ativar pessoas no dom bíblico da profecia, e atuou por mais de vinte anos como música, cantora, compositora e diretora de louvor em diferentes igrejas. Escreveu o livro sobre o maternar do reino que foi lançado no Brasil, a partir de uma palavra profética de Kris Vallotton sobre a vida dela. É mãe de três filhos.

