O que já está na sua mão

Bethany Hicks ministrando ao lado da intérprete no palco do Modeladas Mais 2026
Bethany Hicks no Modeladas Mais 2026

Débora entendeu qual era o desígnio de Deus para cada momento. Ela era uma esposa, ela era uma dona de casa, uma juíza, uma profeta. Mas depois teve um desígnio novo, que o Senhor abriu para ela, quando ela disse: eu me levantei como mãe. Sabe o que era isso? Foi um caminho. Foi um desígnio divino. Foi algo para onde o Senhor a estava enviando.

E o próprio Baraque tinha o desígnio dele, quando o Senhor lhe disse: vai, pois eu entreguei o inimigo nas tuas mãos. Tanto Débora quanto Baraque ouviram que deveriam ir. Eles tinham um desígnio claro.

Então o foco da nossa conversa é como você adentrar e caminhar no teu desígnio. Eu quero te dar algumas chaves para reconhecer no teu desígnio aquilo que o Senhor está te chamando a fazer.

Eu sou tão grata porque estamos orando por esta nação e declarando coisas sobre ela. Mas eu quero que você enxergue isso comigo: o Brasil é como um favo de mel. E o favo de mel é lindo, e é maravilhoso, e é doce. Mas ele não se cumprirá se cada abelhinha não cumprir a sua tarefa, o seu desígnio.

Eu quero que você veja a tua peça nessa história. Eu quero que você veja o teu desígnio, a tua missão nisso. Porque quando você caminha dentro da tua missão, e você, e você, e você, e quando todas nós nos unimos como corpo de Cristo, não é apenas uma. É um favo inteiro sendo cheio, que pode então sustentar uma nação.

Eu quero mostrar a vocês três tipos de desígnios que cada uma de vocês tem. O nosso foco é que nós queremos ir. Mas então, para onde a gente vai? Há um caminho diante de mim. O que isso significa na minha vida?

O primeiro: o desígnio profético

Um desígnio profético é quando vem especificamente da voz de Deus para você. São tarefas entregues pelo Senhor, criadas e feitas unicamente para pessoas específicas.

Às vezes, quando o Senhor entrega um desígnio profético, Ele fala acerca da tua identidade, ou Ele te traz uma instrução.

Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.

Jeremias 1.5

Deus já estava declarando identidade sobre Jeremias, e essa identidade tinha um desígnio ligado a ela. Ele era um profeta para as nações.

Então algumas de vocês têm palavras muito específicas que falam sobre a sua identidade profética. Eu me lembro quando eu recebi a palavra profética de que eu fui chamada a ser uma mãe apostólica. Um profeta bem poderoso, homem de Deus, falou isso sobre mim. Eu nunca tinha visto ele na vida antes. E ele disse: eu tenho duas palavras para você. Mãe apostólica.

O que era isso? Era uma identidade profética que tem uma tarefa, um desígnio ligado a ela. Deus estava falando comigo, e agora eu posso adentrar nessa realidade.

Outras vezes Ele te traz uma instrução. Ele fez isso com os discípulos dele. Se você olhar em Mateus 10, diz que Jesus enviou os doze e disse: não andeis entre os gentios, mas buscai as ovelhas perdidas de Israel. Isso foi um desígnio profético que carregava instruções bem específicas. Não vão para os samaritanos. Não vão aos gentios. Vão para Israel.

Por que Jesus não gostava dos gentios? Não. Ele entendeu que o momento não era o correto. E Ele tinha outras pessoas cujo desígnio profético seria para os gentios no futuro. Para falar a verdade, Paulo diz em Gálatas 2 que foi entregue a ele o encargo de pregar o evangelho aos gentios. E Pedro, pelo contrário, tinha um desígnio profético para os judeus.

Então todos nós teremos desígnios proféticos. Eu me lembro, muitos anos atrás, quando nós recebemos uma palavra de um profeta. Uma palavra super simples. Ele disse: o Senhor diz a vocês, construam. E ele disse a palavra construam cinco vezes. Nós também recebemos uma palavra de outro profeta que nos disse que nós construiríamos um nível de educação profética do mais alto possível.

Então nós recebemos um desígnio profético. Deus nos deu uma instrução. Era a hora de construir. E nos últimos seis anos nós temos construído. Nós temos treinamentos, nós temos escolas, nós temos um programa de quarenta semanas, nós temos escrito livros. Nós estamos entrando em parceria com a palavra profética que recebemos, de que era hora de construir.

Quando o Senhor te dá um desígnio profético, você entra em parceria com Ele.

O segundo: o desígnio de posição

O segundo tipo se chama desígnio de posição. Esses vêm acompanhados de papéis nos quais nós adentramos, seja por circunstâncias que nos empurram, por liderança ou por responsabilidades que a gente aceita ter. Talvez eles não cheguem até você como uma palavra profética do Senhor, mas muitas vezes são necessários por uma estação, por um período.

Deixe-me te dar um exemplo. Ester era a rainha de uma nação e tinha autoridade, mas ela também tinha um problema. Quando a nação dela estava prestes a ser dizimada, e ela ia escolher recuar, Mardoqueu a desafiou.

Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?

Ester 4.14

Ela permaneceu em silêncio, ou ela se apropriou desse desígnio de posição que Deus deu para ela? Ester teve uma escolha ali. Ela podia ter recuado, ou podia se apropriar do desígnio apresentado a ela.

E às vezes acontece a mesma coisa com a gente. Às vezes nós queremos os benefícios de sermos realeza sem a responsabilidade de realeza. Quem sabe você tenha chegado à tua posição para um tempo como este.

É interessante, porque nas Escrituras não há menção nenhuma de que Ester tenha recebido uma palavra profética de que ela se tornaria rainha. Nós não vemos em nenhum lugar que ela tinha o desejo, no coração dela, de um dia ser rainha. Não. Ela foi forçada a esse papel através das circunstâncias dos seus dias. Mas, porque ela se posicionou e se entregou ao Senhor, Deus lhe deu favor e a usou para salvar uma nação. Deus a posicionou como rainha para que ela pudesse cumprir os desígnios que Ele entregou a ela.

Cada uma de nós tem desígnios sobre a nossa vida. Às vezes são desígnios proféticos, às vezes são posicionais. Talvez não seja uma posição que você teria escolhido.

E assim cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um como o Senhor o chamou.

1 Coríntios 7.17

Eu entendo essa ideia de ser posicionada em um lugar que talvez não seja o lugar da sua paixão. Muitos anos atrás eu era pastora de adoração em uma igreja, e a nossa igreja passou por um abalo terrível. Mais ou menos oitenta por cento da nossa igreja saiu para ir para outro lugar, e houve um remanescente que permaneceu. E os pais apostólicos dessa igreja me chamaram e me pediram para pastorear aquela igreja por um período de tempo.

Agora, eu sou profeta. Eu amo pessoas. Mas eu não sou pastora. E eu posso honrar todas as pastoras, porque esse é um chamado muito lindo, e nós precisamos de vocês.

Eu sinto que, sendo profeta, quando as pessoas chegavam até mim e estavam lidando com seus problemas, eu só falava: esse é o teu problema, é isso que você tem que fazer, agora vai fazer e pode ir para casa. Era assim que eu fazia como profeta. Só que o pastor tem que sentar com você, tem que te amar, tem que passar tempo com você para te ajudar a chegar até a luz. É muito trabalho.

Quando eu pastoreei, foi durante uns seis meses, mas eu senti um peso vindo sobre mim. E o meu pai espiritual me disse: o Senhor está permitindo que você sinta o peso da unção, o peso do manto que um pastor, uma pastora, carrega. É tão pesado.

Aquilo era um desígnio temporário. Mas eu senti a graça do céu para dizer sim. Não era o meu chamado. Não era o meu propósito a longo prazo. Mas eu senti uma graça para poder dizer sim naquele momento, para poder adentrar aquela posição para a qual o Senhor me convidou. E depois, quando os novos pastores chegaram, eu felizmente passei o bastão de volta para eles.

A necessidade não determina o chamado

Mas eis a questão. Só porque você tem a habilidade de fazer alguma coisa, só porque existe uma necessidade, não quer dizer que você tenha a graça para fazer isso.

A necessidade não determina o chamado.

Bethany Hicks sorrindo ao microfone durante a pregação no Modeladas Mais 2026
Bethany Hicks ministrando sobre os três tipos de desígnio

Jesus nunca foi movido por necessidades. Você já percebeu isso? Ele caminhava, Ele vivia o seu dia, e a necessidade não era o que fazia Ele escolher fazer ou não fazer algo. Ele foi chamado às ovelhas perdidas de Israel. Esse era o desígnio de Jesus na terra. E Ele não ia se desviar pela necessidade de todas as outras nações, porque Ele sabia por que veio para a terra. A necessidade existente nunca o afastou do seu desígnio.

A única coisa que fazia com que Ele saísse um pouco era a fé. Vocês se lembram disso? O centurião romano e a mulher siro-fenícia, onde Ele disse: nunca vi uma fé tão grande como esta.

Não permita que as necessidades façam você acreditar que esse é o seu desígnio.

Quando eu pastoreei a igreja, eu era a pastora de adoração, eu pregava todo domingo, eu organizava todas as equipes de liderança, eu cuidava das finanças e do orçamento da igreja, eu era a primeira pessoa que chegava e a última que saía. Eu estava fazendo todas as coisas. E aí as pessoas chegavam até mim e falavam: a gente está precisando de alguém que dê aula na escola bíblica no domingo. E eu falava: eu não tenho como fazer isso, eu não tenho graça para fazer isso.

Você precisa reconhecer que graça foi derramada sobre você e para qual desígnio. Porque eu pensava: se eu entrar nisso agora, sem que Deus esteja me dando graça para fazer, então talvez eu esteja roubando o lugar de outra pessoa, para quem esse desígnio realmente foi criado.

A necessidade não define o desígnio. Nós amamos servir, e precisamos continuar servindo. Mas algumas de nós estão entrando em burnout porque estamos operando fora da graça que o Senhor entregou. Você está operando fora do desígnio que Ele derramou sobre você.

Deus não te chamou para caminhar com esse peso pesado. Deus disse: vinde a mim, vós que estais cansados. Tomai sobre vós o meu jugo. Aprendei de mim. Ouça as minhas palavras. E caminhem debaixo dos ritmos não forçados da graça.

Cada uma de nós tem um passo, um movimento de graça, um ritmo de graça. Graça é como se fosse o vento dos céus. É o poder de Deus para ser quem Deus te chamou a ser e fazer o que Ele te chamou a fazer.

Então, quando um desígnio de posição surge, como esse pastoreio na minha vida, eu tive que orar. E o que eu estava buscando era: Senhor, o Senhor está me dando graça para esse desígnio, nessa estação, nesse período específico? E eu senti a graça de Deus para aquele período de tempo. Mas houve outros momentos em que Ele me disse não.

Se você se encontra em um lugar onde a graça foi embora, e você está posicionada lá, pergunte ao Senhor: é hora de transicionar? E, se você ainda está designada lá, então vá até o trono da graça, onde Ele te prometeu abundantemente toda a graça de que você precisa para essa posição, para esse desígnio.

O terceiro: o desígnio de autorização

E o terceiro, que eu acho que é um dos meus favoritos, é o desígnio de autorização. São aqueles que escolhemos pelas paixões, pelos dons e pelo peso de oração que Deus depositou em nossos corações.

Aqui é onde os nossos valores se alinham com os valores dele. Onde nós temos permissão para explorar esses desígnios, porque somos filhos e filhas de Deus. E nós não somos escravos.

Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.

Efésios 2.10

Sabe o que isso quer dizer? Antes de você nascer na terra, Jesus já tinha coisas maravilhosas planejadas para você fazer. Ele tem boas obras para você.

Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração.

Salmos 37.4

Quando nós nos deleitamos nele e valorizamos aquilo que Ele valoriza, Ele se deleita em te dar o que você deseja. Então pense nisso dentro do contexto de desígnios autorizados. Quando o teu coração está alinhado com o dele e você compartilha os mesmos valores de reino, existem desígnios que o Senhor te autoriza a realizar.

Deixe-me te mostrar um exemplo. Em 2 Samuel 7, Davi já era rei, e ele estava indo por aí e viu um palácio maravilhoso e tudo o que estava ao redor dele. Mas ele viu que não havia um templo, um lugar de descanso para o Senhor. Então ele disse: eu tenho um desejo de construir uma casa onde Deus possa habitar.

E Natã, o profeta, lhe diz: faça o que está no teu coração. Só que depois Natã volta e diz a Davi o que o Senhor falou: eu nunca vivi em uma casa, a terra não pode me conter, eu tenho me movido de um lugar para o outro. Será que alguma vez eu disse a algum dos reis: por que não construíste uma casa para mim?

Mas, quando você lê a história, o Senhor permite que Davi construa essa casa através do seu filho Salomão. Esse desígnio não era ideia de Deus, mas era apoiado por Deus, porque estava no coração de Davi construir algo para Deus que Deus nunca havia pedido. E Deus o apoiou. Deus honrou a petição de Davi.

Esse era um peso do coração de Davi. Não foi um desígnio profético entregue a ele. Foi uma autorização, com base no que Davi sentia pelo Senhor e no desejo de construir um lugar de honra para Ele.

Então, pelo fato de sermos filhos e filhas, vocês não são escravas. Eu acho que muitas vezes nós entramos nessa mentalidade em que achamos que Deus é esse cara durão que fica te dando tarefas, e que existe uma corda bamba na qual a gente tem que andar. Aí eu só posso avançar quando Ele diz que sim, e se Ele diz não, então eu paro, eu só posso caminhar aqui, nesse cantinho.

Não. Você não é escrava. Jesus disse para os discípulos dele: eu não mais vos chamo de servos, eu vos chamo de amigos, porque um servo não sabe quais são os planos do seu mestre, mas eu compartilho com vocês livremente.

Vocês são filhas de Deus. Vocês têm o Deus vivo habitando no seu interior. O próprio Espírito de Deus habita em você. Vocês são aquelas que carregam a imagem dele. Você foi chamada para estender o reino de Deus na terra, e cada uma de vocês recebeu dons e talentos. Deus tem colocado paixões no teu coração.

Não é uma corda bamba na qual você caminha. O que eu enxergo é mais o seguinte: eu entro por uma porta e, até onde a minha vista alcança, tem campos cheios e bonitos. E eu tomo da mão de Jesus e pergunto: ok, Jesus, para onde você quer ir hoje? Vamos para esse canto? E talvez Ele me pergunte: onde você quer ir hoje? Então vamos para o outro lado. É muito mais como uma jornada linda com o Senhor do que uma corda bamba rígida em que a qualquer momento você pode errar.

Obviamente, se o Senhor te dá um desígnio profético, você obedece. Mas eu acho que é aqui que muitas de nós nos perdemos. Porque você quer ir, você quer ser enviada, mas você fala: eu não sei para onde. Então talvez você esteja procurando uma palavra profética que nunca chega, ou talvez Ele não tenha te posicionado naquele lugar. É aqui que nós entramos no lugar da autorização, onde você vive a partir do lugar de ser filha de Deus, a partir dos desejos que Ele colocou dentro do teu coração. E então Ele fica de olho em você para ver como você vai escolher entrar em parceria com Ele.

Quatro acordes

Existem algumas formas de você reconhecer se é um desígnio de autorização. A primeira é: qual é a maior paixão do teu coração? As áreas em que você é muito apaixonada e nas quais você também tem dons e talentos normalmente são indicações de uma autorização de Deus.

Muitos anos atrás, quando eu estava nos meus anos de faculdade, eu cresci numa família em que todo mundo era líder de adoração. Minha irmã era sempre a cantora, meu irmão era o líder de adoração. E, porque eu não cantava como eles, eu não achava que eu ia fazer isso.

Eu tinha meus vinte e poucos anos e fazia parte de um estudo bíblico para jovens adultos. E eu percebi que todas as vezes que a gente se reunia não tinha adoração. E, porque eu cresci numa família que valoriza muito o louvor, eu tinha um valor para que houvesse louvor. Então eu perguntava para a galera: ei, você toca violão? Ei, você toca piano? Ei, você acha que a gente podia ter um tempinho de adoração antes? Ninguém fazia. Ninguém sabia.

Eu falei: quer saber? Então eu vou aprender a tocar violão. Eu vou aprender os quatro acordes que a gente precisa para tocar todas as músicas de louvor da terra. É uma piada. Se você é líder de louvor ou músico, você sabe dessa piada.

Então eu aprendi meus quatro acordes. Durante dois meses eu treinava todos os dias. E aí um dia eu cheguei no nosso estudinho bíblico, comecei a tocar meu violãozinho e liderei o louvor naquele pequeno estudo bíblico.

Esse pequeno estudo bíblico se transformou numa igreja. E aí a gente precisou de adoração formal, e eu comecei a liderar o louvor. Então eu me tornei a pastora de adoração daquela igreja, e eu comecei a aprender a tocar com uma banda, com um baterista e com um baixista. E eu comecei a crescer como líder de adoração.

E o Senhor me moveu para outra igreja, onde eu comecei a liderar mais times de louvor. E chegou num ponto em que eu comecei a viajar para liderar louvor em conferências na nossa região. Eu fiz isso por alguns anos, e aí o Senhor mudou a minha estação, e eu comecei a ensinar e a liderar a adoração nas nações. Eu liderei uma escola de adoração profética. Eu me uni a uma organização missionária que liberava esse som do Senhor em todas as nações.

Eu quero que você pegue algo aqui. Eu disse sim para esse desígnio de autorização. Eu nunca recebi uma palavra profética sobre ser líder de adoração. Mas, porque tinha um valor no meu coração de trazer para a terra o que existe de adoração nos céus, e porque eu fui boa mordoma disso, eu cultivei aquilo, e o Senhor começou a aumentar através da fidelidade.

Agora eu tenho treinado times em adoração profética. Eu tenho liderado louvor faz mais de vinte e cinco anos. Eu nunca teria imaginado o que dizer sim para os meus quatro acordes abriria, nem as pessoas que eu pude tocar através disso.

O que te acorda no meio da noite

Quais são as paixões do teu coração? Quais são os dons e talentos que o Senhor depositou em você? E depois, outra pergunta: quais são os pesos do teu coração?

Eu penso em Neemias. Quando os muros de Jerusalém estavam destruídos, ele tinha tanto peso por aquela situação que ele adentrou um desígnio autorizado para reconstruir os muros. Não vemos na Bíblia, em nenhum lugar, que ele recebeu uma palavra profética sobre isso. Esse desígnio foi gerado através de um peso, no qual Neemias disse: eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim.

Muitas vezes nós olhamos para o céu para que venha um romper em uma área, e os céus estão te dizendo: mas eu já anunciei você para que você seja a solução nessa área. Eu já te dei a paixão por isso, eu já te dei o peso de oração por isso. Sim, nós oramos, sim, nós intercedemos. Mas você também precisa tomar ação.

Tem uma metáfora que eu gosto de usar: se alguém te corta, o que você sangra?

Eu tenho um amigo bem querido que é evangelista. E, se você o corta, ele sangra evangelismo. Você não tem como sair para almoçar com esse moço sem ele falar de Jesus para o cara da entrada do restaurante, para todos os garçons, para a equipe da cozinha. Porque esse é o peso que há nele. E ele adentrou dentro desse desígnio porque Deus colocou esse desejo dentro dele. Ele está caminhando debaixo da autorização, como filho, nesses campos de favor que o Senhor tem para ele.

Quando os meus filhos eram pequenos, eles estudavam numa escola cristã, e eu tenho um valor enorme por escolas cristãs. Eu mesma estudei numa escola cristã, e eu amei ver os meus filhos crescendo numa. Só que, quando a minha filha ia começar o maternal, a escola fechou. E eu estava numa cidadezinha de montanha pequenininha, e não havia outras escolas cristãs lá.

Então eu tive duas opções: ou eu colocava na escola pública, ou eu fazia homeschooling, dava aula em casa. E eu falei: olha, eu não tenho graça para fazer homeschooling. Graça para todas as mães que fazem, glória a Deus pela vida de vocês. Eu não tinha essa graça. E a escola pública também não era uma opção.

Então eu falei: bom, eu acho que vou ter que abrir uma escola cristã. Sabe o que é engraçado? Por algum motivo, isso foi uma solução mais fácil do que o homeschooling. Havia uma graça sobre a minha vida para abrir aquela escola.

Então eu comecei uma escola cristã. Meus dois filhos e o filho da minha amiga, três crianças no primeiro ano. Eu contratei uma professora, e eles iam para a escola. No ano seguinte, duas crianças a mais. No próximo ano, foi o dobro, e eu contratei outro professor. No ano seguinte, a escola continuou crescendo. Hoje em dia essa escola funciona em tempo integral, com muitos professores, e tem sido uma âncora para aquela comunidade, abençoando tantas famílias.

Eu sabia, quando eu comecei aquela escola, que não era só para os meus filhos. Era para os filhos que ainda nasceriam. Eu me levantei para ser uma moldadora de gerações. Essa escola continua abençoando e levantando crianças cristãs.

Mas eu quero que você pegue o seguinte: eu nunca recebi uma palavra profética para começar uma escola cristã. Isso não foi algo que foi forçado para mim. Foi algo que nasceu e cresceu de um peso que havia no meu coração, de ver os meus filhos crescendo numa escola cristã.

Eu conheço uma mulher que ouviu uma pregação minha sobre estações e desígnios, sobre o que está nas tuas mãos para entregar ao Senhor. E ela conta que ouviu essa pregação trinta vezes, uma vez após a outra. E finalmente ela chegou até o Senhor e falou: Senhor, eu não sei o que fazer, no que eu adentro? O que você quer de mim? Eu não recebi nenhuma palavra profética, mas para onde eu devo ir? Para onde o Senhor está me enviando?

Então ela perguntou ao Senhor: o que está nas minhas mãos? E o Senhor mostrou a ela que ela tinha um dom, uma graça, para trabalhar com couro. Ela nunca tinha feito isso antes. Então ela deu pequenos passos de fé e começou uma empresa. E agora tem crescido e está muito bem, e o Senhor tem abençoado ela e conectando-a. E tudo isso porque ela disse sim para um desígnio de autorização.

Eu sei que isso soa prático demais. Mas, se você não consegue enxergar na tua própria vida o que significa o ir, o que significa o ser enviada, então estamos perdendo o nosso propósito. Você tem autorização para explorar tudo o que está dentro da natureza de Deus.

O que já está na sua mão

Todas nós temos esses tipos de desígnios. De novo: se o Senhor te deu um desígnio profético específico, vai, que nem Baraque. Deus falou: pegue dez mil homens e leve-os até lá. Foi um desígnio profético bem específico.

Talvez algumas de vocês tenham sido colocadas em lugares que não teriam escolhido. Senhor, esta continua sendo a estação, ou o Senhor está me movendo para outro desígnio?

E, em último ponto, eu quero ver você perguntando: Deus, o que você colocou nas minhas mãos?

Uma das maneiras pelas quais o Senhor fala conosco, e há muitas formas, é te mostrar uma imagem na tua mente, ou falar uma palavra no teu espírito. Então eu quero te pedir que agora você abra as suas mãos na sua frente, como quem recebe um presente.

Sabe quando o Senhor veio até Moisés e o chamou para ser um libertador, e Moisés estava discutindo com o Senhor? O Senhor lhe perguntou: o que você tem na sua mão? E Moisés tinha um cajado. E o Senhor disse: joga no chão. E se tornou uma serpente. E o Senhor falou: pega pela cauda. E se tornou um cajado novamente.

O que Deus estava falando ali? O que estava na mão dele era o cajado de um pastor. E Deus estava dizendo: não serás mais pastor de ovelhas no deserto, agora você será pastor das minhas ovelhas, e você as tirará do deserto. Deus estava ungindo o que já estava nas mãos dele.

Então pergunte ao Senhor: o que já está nas minhas mãos?

Bethany Hicks com a mão erguida durante a ativação profética no Modeladas Mais 2026
Bethany Hicks conduzindo a ativação profética
O que você já colocou nas minhas mãos? Que dons? Que paixões? Que pesos de oração?

Algumas de vocês vão ver uma imagem agora. Algumas talvez vejam um rosto. Algumas instintivamente vão saber exatamente o que o Senhor colocou na tua mão. Eu sinto que o Senhor está te dizendo: é hora de abraçar essa missão. E você tem autorização para avançar.

Senhor, eu coloco diante de ti cada uma das mulheres presentes. Eu removo todas as barreiras que nos têm mantido para trás. As barreiras de incerteza, as barreiras de ignorância, do não saber, e até mesmo as barreiras das tradições dos homens. Sim, Senhor, porque quando Tu nos dás um desígnio profético, nós o cumpriremos. Mas, Senhor, agora mesmo, o Senhor já colocou algo nas minhas mãos que Tu estás ungindo, e Tu estás me chamando, não como escrava, mas como filha que está liberando o reino de Deus.

Agora escolha alguém que está do teu lado. Fiquem em duplas. Vocês não precisam se conhecer. E eu quero que você pergunte ao Senhor: Senhor, o que você está colocando nas mãos da minha dupla? E onde você quer encorajá-la, fortalecê-la e consolá-la? Vamos profetizar. Vamos liberar uma palavra de encorajamento.

Agora, seja o que for que o Senhor falou para você sobre o que está nas suas mãos, ou o que a sua dupla profetizou sobre você, eu quero que você enxergue isso nas suas mãos e levante para o Senhor como um ato profético. E eu vou declarar sobre você o que Débora disse sobre Baraque.

Levanta-te, porque este é o dia em que o Senhor tem dado a Sísera na tua mão; porventura o Senhor não saiu adiante de ti?

Juízes 4.14

Vá. Este é o dia em que o Senhor colocou este desígnio sobre as suas mãos. Acaso o Senhor não avançou diante de ti?

E mais uma coisa. Não apenas ore. Eu quero que você pense em um passo prático. Se Deus te disse escreva um livro, você vai começar a escrever. Se Deus te chamou para começar uma escola, você vai começar a juntar as crianças. Se Deus te chamou para começar um negócio, você vai estudar sobre negócios. O que você vai fazer com aquilo que Ele colocou nas suas mãos? Como você vai ser boa mordoma disso? Você vai cultivar.

Agora volte com a sua dupla e olhem uma para a outra. Essa pessoa vai ser aquela a quem você vai prestar contas. Compartilhe com ela esse pequeno passo de fé que você dará, para você poder ir e ser enviada da presença dele com o desígnio que Ele colocou na tua mão.


Bethany Hicks é instrutora profética, autora, palestrante internacional e cofundadora da Prophetic Company Global, ministério dedicado a treinar e ativar cristãos no dom bíblico da profecia. Autora de Conexão com Deus, Assuma Sua Missão e The Power in a Name, já ministrou em seis continentes sobre ouvir a voz de Deus, identidade profética e maternidade espiritual. É também musicista, cantora e compositora, e serve como diretora de louvor na sua igreja. Vive em Round Rock, no Texas, com o marido e os três filhos.