Presença de Deus: por que a solidão não é falta de gente, mas falta de direção

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Existe um tipo de solidão que não combina com ausência de gente. Você entra em ambientes cheios, conversa, participa, sorri quando precisa sorrir, e ainda assim carrega um vazio que não tem nome. Às vezes vira um choro sem explicação, uma saudade de algo que você nem sabe descrever. Esse devocional, baseado no livro Conversas Íntimas com o Espírito Santo, dos bispos JB e Dirce Carvalho, parte exatamente dessa dor silenciosa para apontar onde ela realmente começa e onde ela termina.

O texto base está em João 14.16-17, quando Jesus se despede dos discípulos e, em vez de deixá-los desamparados, faz uma promessa concreta.

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.

João 14.16-17 (ACF)

O Consolador não chega como um conceito religioso distante. Ele chega como companhia real, que habita por dentro e reconfigura quem a recebe. Isso muda o diagnóstico daquele vazio sentido em meio à multidão. A alma que sente saudade sem explicação não está confusa, está percebendo que foi criada para algo maior do que rotina. Foi criada para presença, e qualquer coisa menor que isso deixa um espaço vazio que nenhuma companhia humana consegue preencher sozinha.

A solidão, então, raramente é falta de gente. Na maioria das vezes, é falta de direção, falta de propósito. Quem habita na presença de Deus raramente se sente só, mesmo atravessando perda, transição ou desafio, porque tem a certeza de que o Espírito do Senhor está presente em todos os momentos. É essa certeza que preenche e capacita para enfrentar o que a vida exige. E existe uma ordem que não pode ser invertida: a união com a presença vem antes da união com as pessoas. Primeiro você se une ao Espírito. Depois você se une a quem também carrega esse mesmo Espírito.

Essa é a base para o que o devocional chama de alinhamento dos sentidos. Alinhar os ouvidos para reconhecer a voz do Espírito Santo e caminhar na direção que ele indica. Alinhar o olhar para enxergar o que Deus está fazendo, mesmo quando a circunstância não mostra isso de imediato. Alinhar o coração para não ser governado pelas emoções, mas por Aquele que criou esse coração. E alinhar a boca, porque há poder de vida e de morte na língua, e as palavras pronunciadas hoje pavimentam o futuro de paz ou de ansiedade de amanhã.

Se existe um vazio hoje, a promessa não é de que ele será ignorado ou disfarçado. É de que ele será preenchido pelo Espírito de Deus, da mesma forma como foi prometido aos discípulos há dois mil anos. Essa promessa não envelheceu.

Pai, obrigado pela tua presença que nunca nos abandona. Tu estás conosco nos momentos de desafio e nos momentos de alegria, como diz o salmista: bendiz, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Obrigado por seres um bom Pai, que ama, guarda e orienta. Que cada pessoa que lê essas palavras seja cheia do teu Santo Espírito, em nome de Jesus. Amém.

A presença de Deus nunca deixou ninguém desamparado.

Assista ao devocional completo no canal da Comunidade das Nações e deixe que essa palavra continue falando ao seu coração.