Foco no propósito: como vencer as distrações segundo Josué 1.8

07.09 - Alex Ghattas — thumbnail do devocional

Existe uma diferença entre estar ocupado e estar caminhando no propósito de Deus. Vivemos numa era em que a atenção nunca foi tão disputada. Notificação, mensagem, vídeo, notícia, tudo chega ao mesmo tempo e reivindica um espaço que deveria ser ocupado por outra coisa. O devocional de hoje, baseado no livro Conversas Íntimas com o Espírito Santo, dos bispos JB e Dirce Carvalho, parte de Josué 1.8 para falar sobre algo que atinge a todos nós: a guerra da atenção.

Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e então prudentemente te conduzirás.

Josué 1.8 (ACF)

Não é falta de tempo que nos rouba o propósito. Não é falta de dons que nos impede de agir. Não é falta de chamado que nos deixa parados. É a distração disfarçada de urgência.

Muita gente termina o dia sem saber o que fez. Sente cansaço, mas não consegue apontar uma conquista real. Isso acontece porque as urgências do dia a dia ocupam o lugar do que era realmente importante. Uma mensagem, uma cobrança, um pedido de última hora, um vídeo atrás do outro. Nenhuma dessas coisas, isoladamente, é pecado. Mas quando elas tomam o espaço do que Deus preparou para aquele dia, o resultado é o mesmo: o propósito fica de lado.

O que parece inofensivo também pode roubar o propósito

Depois de sermos libertos de pecados e transgressões mais evidentes, entramos numa fase em que a luta muda de forma. Não é mais contra algo claramente errado. É contra aquilo que parece neutro, natural, até merecido. Descansar, se divertir, olhar as redes sociais, tudo isso tem seu lugar. O problema começa quando a distração deixa de ser um momento e se torna um estilo de vida.

Fomos criados para um propósito específico. Dentro de cada um existem dons, chamados, uma função dentro do corpo de Cristo. Mas de nada adianta ter esse chamado se a rotina é sempre ditada pela última urgência que aparece na tela.

O exemplo do povo de Israel

Quando o povo de Israel chegou perto da terra prometida, tomou decisões baseadas na urgência do que estava diante dos olhos. Viram os gigantes e concluíram que não havia como avançar. O resultado foi mais quarenta anos de deserto. Mas o erro não parou aí. Depois, movidos por outro tipo de urgência, um grupo decidiu atacar por conta própria, quando Deus já havia dito que não era hora. O resultado foi derrota.

Essa é a armadilha. Às vezes a pressa nasce do medo, às vezes nasce da ansiedade de não perder uma bênção. Nos dois casos, a decisão é tomada pela urgência do momento, não pela direção de Deus.

Isso também acontece dentro da igreja. É possível estar servindo, ocupado com atividades do reino, e ainda assim estar fazendo algo que Deus nunca pediu. Não basta estar em movimento. É preciso ter discernimento sobre qual movimento é o certo.

Por isso vale a pergunta antes de qualquer outra coisa no dia: Deus, qual é o seu propósito para minha vida hoje, para este mês, para este ano? Fazer essa pergunta antes de pegar o celular, antes de ler qualquer notícia, antes de ouvir qualquer voz externa, muda a forma como o dia inteiro se organiza. Quando o propósito está claro, a urgência dos outros deixa de ditar as prioridades.

Sair da distração não significa abandonar todo descanso ou todo momento de lazer. Significa parar de tratar a distração como algo natural e inevitável. Descansar tem seu tempo. O problema é quando o descanso se torna disfarce para adiar o que Deus pediu.

O propósito de Deus nunca compete com a urgência do mundo, porque nasce de outro lugar.

Assista ao devocional completo no canal da Comunidade das Nações e reflita sobre o que tem ocupado o seu tempo nos últimos dias.