Fé como terreno fértil: o que Marcos 9.23 ensina sobre o coração

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A fé não nega o problema. Ela nega ao problema o direito de governar o coração. É a partir dessa afirmação que Monise Marques conduz mais uma reflexão do livro Conversas Íntimas com o Espírito Santo, produzido pelos bispos JB Carvalho e Dirce Carvalho, tomando como base a passagem de Marcos 9.23.

E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê.

Marcos 9.23 (ACF)

Logo depois, o pai do menino responde clamando com lágrimas: “Eu creio, Senhor, ajuda a minha incredulidade” (Marcos 9.24). Essa cena resume uma tensão real de quem crê: a fé convive com a dúvida, mas não se rende a ela. E é justamente essa convivência que abre espaço para a imagem central da reflexão de hoje: o coração como terreno.

O coração é terreno, e todo terreno fértil produz

Quando Jesus contou a parábola da semeadura, ele não estava apenas descrevendo agricultura. Estava revelando como o coração humano funciona. Um coração fértil recebe e faz frutificar tudo o que é lançado nele, tanto a semente boa quanto a semente ruim. Não existe neutralidade no solo do coração. Por isso, um coração fértil não é apenas uma bênção, é também uma responsabilidade.

A reflexão convida a uma pergunta direta: quais sementes estão encontrando espaço para crescer no seu solo? Culpa, amargura, malícia, desordem e distração são nomeadas como sementes que roubam os nutrientes que a fé precisa para se desenvolver. Elas não aparecem de uma vez, como uma invasão visível. Elas se instalam devagar, disputando espaço com o que Deus quer fazer crescer.

Essa é a razão para vasculhar não só o coração, mas os lugares em que se está inserido. Somos chamados a agir como jardineiros, e todo jardineiro sabe que cuidar de um terreno não é uma tarefa passiva. É preciso identificar a erva daninha e retirá-la pela raiz, porque ela rouba do solo justamente a capacidade de frutificar aquilo que tem valor eterno.

Uma fé pequena, quando bem alimentada, move montanhas

A palavra em Marcos 9.23 também traz uma promessa concreta: a fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, é capaz de mover montanhas quando é colocada em prática. O tamanho da fé não é o que decide seu poder. O que decide é o que a alimenta.

Pensamentos bons, boas reflexões, boas amizades e tudo o que enche o coração do que é bom, perfeito e agradável são os insumos verdadeiros que sustentam essa fé em crescimento. Quando o solo do coração recebe esse tipo de cuidado, ele ganha condição real de arrancar as ervas daninhas que insistem em tirar da vida o potencial que Cristo já depositou nela.

A reflexão se encerra em oração, entregando o coração como um terreno nas mãos do próprio Deus, o jardineiro que identifica o que precisa ser retirado pela raiz. O pedido é que as sementes boas frutifiquem a cem por um, e que aquilo que não agrada ao coração de Deus seja arrancado, para que a vida floresça em santidade e em boas obras.

Fica o convite para assistir ao devocional completo e viver esse tempo de oração junto com Monise Marques, deixando que o próprio Deus revele o que precisa mudar no solo do coração.