Deixar o cântaro para trás
Antes de eu começar, eu quero dizer uma coisa que tem estado no meu coração nesses últimos tempos. Nós, mulheres, podemos permanecer em silêncio, mas nós não devemos permanecer em silêncio. Porque o silêncio vai trazer consequências.
Pensa em Ester. Ester poderia ter ficado em silêncio. Ela estava no palácio. Ela estava no conforto. Ela estava no melhor. Ela estava desfrutando ali. Então ela poderia ter ficado quieta, em silêncio, no seu conforto. E nós, mulheres, podemos ficar quietas e em silêncio no nosso conforto também. Mas nós temos esse chamado de nos levantar. E ficar parada, com certeza, trará paralisias em outras áreas, em outros movimentos que o Senhor quer fazer.
Eu creio que nós, como mulheres e como igreja, precisamos discernir os tempos e assumir a responsabilidade que é nossa. Nos posicionar e assumir a nossa responsabilidade como mulher, como esposa, como filha, porque a igreja tem uma responsabilidade espiritual sobre a nação, sobre a nossa casa.
Aconteceu com Débora, porque até que ela se levantou como mãe. Então qual é a maternidade que nós vamos assumir? Qual é a parte da maternidade que nós vamos gerar?
Ester foi levantada para um tempo
Ester foi levantada com um objetivo. Ester foi levantada para um tempo. Mordecai a trabalha para assumir uma posição. Ela tinha um chamado. Só que o que acontece? Ela vai para o palácio e ela se acomoda no palácio. Ela se acomoda com aquilo que o palácio podia oferecer. E por um tempo ela não caminha na missão, porque ela foi para um lugar confortável.
E Mordecai, vendo toda a situação que estava acontecendo com o povo, e Mordecai ali, uma tipificação do Espírito Santo, chega para ela e fala: seu povo está perecendo? Você está olhando para dentro do palácio, para o lugar confortável, para a sua vida, para aquilo que você está usufruindo, mas é preciso que você faça alguma coisa. Está com medo de morrer? Ester, se você não se levantar, se você não assumir a sua posição e for lá cumprir o seu chamado, Deus vai levantar outro. Não tem problema. Mas será que não foi para esse tempo, Ester, que Deus te levantou?
E nós precisamos desses Mordecais. E fica esse momento assim: será que não é para esse tempo que Deus te levantou e te colocou nesse lugar que você está e que você precisa? Está muito confortável, não está acontecendo nada comigo, mas tem uma nação clamando. Tem um povo clamando. A gente não sabe.
Eu tive a oportunidade de participar de um movimento de mulheres reais, chamado Mulheres Reais, para o qual minha amiga Dani Azevedo me convidou, e a senadora Damares estava trazendo a realidade de lugares que nós não conhecemos, de lugares remotos, em que pessoas têm padecido por falta de posicionamento, às vezes. Porque a gente, às vezes, está tão confortável no nosso palácio, na nossa geografia, e a gente acha assim: não, se eu fizer isso não vai fazer nenhuma diferença. Vai sim. Se você se levantar hoje, você tem o poder de mudar a sua casa, mas você tem o poder de mudar mais.
Tem mulheres, e ouvi falar sobre uma mulher que não teve o seu nome na história, assim como alguém que fez algo extraordinário, mas só dela cuidar da sua casa ela gerou filhos poderosos que mudaram toda uma história.
Então, talvez você esteja hoje no seu palácio, talvez aí no seu trabalho, na sua própria casa, com a sua empresa. Mas Deus não está falando assim para mim e para você: será que não foi para esse tempo que eu te levantei, que eu te dei esse governo que você tem na sua mão hoje? Será que… o que você pode fazer mais?
Eu vi uma influenciadora na internet mostrando como ela trata os seus funcionários dentro da empresa dela, de forma diferente. É a Raíssa Bucchi. E ela estava falando: é dessa forma que eu trato meus funcionários. E eu penso nos meus funcionários, penso em como eu posso abençoar a vida deles. Ela está fazendo, com o governo que Deus deu para ela, algo para impactar outras pessoas.
O que eu e você hoje estamos fazendo que está impactando aquelas pessoas que Deus nos deu, que Deus nos confiou? Não importa se é só dentro da sua casa. Não é só dentro da sua casa.
Eu sou a mais velha de cinco filhos. E a minha mãe abdicou da vida dela, e ela ficou dentro de casa cuidando de todos nós. E hoje eu sou fruto dessa renúncia da minha mãe, de estar ali perto, de estar zelando pela gente, de estar atenta a tudo. E só quando a minha irmã caçula tinha cinco anos foi que minha mãe voltou a trabalhar. E assim eu sou fruto da entrega de uma mulher, e eu me tornei forte, corajosa, porque a minha mãe abriu mão e decidiu cuidar da nossa casa.
Esse é o nosso desafio. Qual a área de governo que o Senhor nos entregou nesse tempo?
O mesmo versículo de Ester 4.14, que fala se não foi para este momento que Deus te chamou, é o mesmo versículo de Juízes 4.14, que é para este dia que Deus te chamou. Eu creio muito, nesse tempo, para nós mulheres, nesse dia, nessa estação, que nós temos que fazer algo. Nós temos que nos movimentar.
A Comunidade das Nações agora está nesse momento do GC. Olha que oportunidade que nós mulheres temos de montar um GC, de abrir aí na sua casa um GC, convidar gente. Isso é você discipulando uma nação, você se movimentando e governando uma área. Às vezes o que você sabe fazer, eu creio que Deus entrega vários dons e talentos para nós, mas às vezes o que você consegue, o que você é melhor, é você cozinhando. Reúne mulheres e cozinha para elas. Isso é uma área de governo que você tem.
Deus tem falado comigo há alguns dias, mas na segunda-feira eu decidi: eu vou levantar um GC sobre educação de filhos. Quantas pessoas eu vou receber que talvez não são cristãs? E tá tudo bem, é isso mesmo.
Então eu acredito que nós mulheres podemos nos colocar disponíveis para isso, para o Senhor. A CN está com essa visão agora, então nós podemos abrir, às vezes, um GC online, cada uma de nós abrir ali e movimentar e governar aquele local, governar ali aquilo que Deus entregou para nós. Eu acredito que nós precisamos sair um pouco do nosso conforto e entrarmos em algo.
Deixar a minha profissão pausada e vir para a minha casa não foi uma escolha rápida, mas foi uma escolha que eu entendi que este é o tempo e este é o momento que Deus me chamou para isso. Então vamos multiplicar. Eu creio que nós podemos multiplicar isso aqui. O que pode sair dessas lives? Eu creio que nós podemos montar pequenos grupos e ir movimentando a cidade. Eu acredito muito, muito, muito nisso.
Às vezes a gente se sente muito pequena. Será que eu orar pelo Brasil vai fazer uma diferença? Será que eu orar por alguém não faz diferença? Não faz diferença na sua casa se você se levantar e orar? Não faz diferença no seu casamento se você se levantar e orar? Não faz diferença na educação dos seus filhos se você se levantar e orar? Quando você vai e ora por uma pessoa, não faz diferença na vida daquela pessoa? Então seu decreto vai chegar no céu e a diferença vai acontecer. Deus não colocou pessoas pequenas demais aqui na terra para não fazer nada, para ficar no conforto do palácio. Ele com certeza nos colocou aqui para uma missão. E essa é a estação. Senhor, qual é a minha missão nessa estação?
A mulher que deixou o cântaro
Antes de entrar aqui, eu estava pensando qual era a palavra que eu queria dar, e aí me veio João 4.28, que fala de uma mulher que estava em busca de maridos para satisfazer suas carências. Aí de repente diz assim, no versículo 28, que ela deixa o seu cântaro e vai à cidade anunciar o que Jesus fez por ela.
Aquela mulher deixa o cântaro. Eu acho que é época de mulheres deixarem cântaros para trás. Deixarem aquilo que muitas vezes ela se acostumou. Aquele cântaro significava um estilo de vida daquela mulher. Sair ao meio-dia para pegar água, aquele não era um horário de mulheres normais, mulheres da sociedade. Aquele era um horário de uma mulher que estava ali em uma situação, uma mulher que estava ali em um lugar que não era o adequado.
Ela conhece Jesus, deixa o cântaro e segue, e se torna talvez a primeira grande missionária ali, ganhando quase uma cidade para Jesus.
Essa é a minha história. Eu fui essa mulher que deixou esse cântaro para trás. E qual foi o meu cântaro? O meu cântaro foi uma história marcada por rejeição, porque eu sou adotada. Fui jogada no lixo da minha cidade. Fui encontrada sendo comida pelos bichos. Eu fui uma mulher que passou por muitas rejeições, e talvez esse cântaro era o que eu segurava. Que eu não posso, que eu não consigo, porque eu sou isso, porque eu sou aquilo.
Eu decidi, há vinte e seis anos, deixar ele para trás e dizer: eu vou anunciar aquilo que eu sei anunciar. E quando eu comecei o meu ministério, eu não conhecia da teologia, eu não conhecia da Bíblia toda, eu não conhecia um monte de coisa, mas eu sabia de uma coisa. Eu sabia o que Jesus tinha feito na minha vida, e aquilo foi o suficiente para eu pregar.
Eu saí do meu palácio. Eu sou esposa de médico, tinha uma vida muito confortável, morava bem, comia bem, tinha tudo. E eu saí da vida de dondoca e eu fui para a seara do Senhor fazer aquilo que Deus me chamou para fazer. E faço isso há vinte e seis anos, vai completar agora em outubro. E faço com alegria, faço com amor. Não acho que é peso, não acho que é ruim, não acho que é morte. Não, é vida. Para mim, pregar é vida, anunciar a palavra é vida. Eu sou apaixonada, eu amo. Não vejo a hora de ver as mulheres se levantando com a força que elas carregam para não mais murmurar e reclamar da vida, ou estar nesse lugar do vitimismo, mas ocupar seus lugares, seja no trabalho, seja na profissão, seja onde for. Mulherada, deixa seus cântaros para trás. Porque nós temos uma voz. A cidade precisa da gente.
O Nordeste já floresceu. Já tem mulheres poderosas pregando, anunciando. O que está acontecendo no Brasil é algo lindo demais. Eu estou vendo mulheres se levantando, mulheres posicionadas. Chegou a nossa vez.
Claro que isso também traz responsabilidade sobre nós, porque a gente tem várias funções. Nós somos mães, esposas, filhas, mas a gente consegue, essa é a verdade, a gente consegue dar conta de tudo. Eu escuto muito o pessoal falar assim: você não precisa dar conta. Mas não é só precisar, a questão é que a gente dá, a gente dá conta. Eu dou conta, todo mundo dá conta, e a gente dá conta feliz, porque esse é o nosso alvo. Não é dar conta morrendo, é dar conta feliz.
E eu acho que quando a gente ama o que a gente faz, tudo é gostoso, é leve. O meu maior descanso hoje é dormir bem. Todo dia, a minha função é só dormir bem, e o resto Deus vai fazer.
Então, mulheres, é hora da gente deixar cântaros para trás. Eu não sei qual é o cântaro que tem feito muita mulher parar, mas sabe, vitimismo é um cântaro. Às vezes a procrastinação, o passado, as dores do passado. Porque eu lá atrás, porque eu passei por isso. Meu amor, todo mundo passou, só que nós temos que sair desse lugar, porque existe uma obra, existe um reino para avançar, existe uma geração que depende da gente. Não é sobre nós. Existe algo poderoso que a gente tem que fazer.
Que bom que Deus me confiou, que Deus nos confiou. Eu acho que a gente é tão privilegiada, porque olha que geração que a gente está vivendo. A gente está falando de pouco tempo atrás, as mulheres nem votavam. As mulheres eram esquecidas, nem poderiam falar em público. Olha que geração que a gente está vivendo, que a gente pode falar, que a gente pode bradar, que a gente pode dizer aquilo que a gente carrega.
Então eu não sei qual é o cântaro, mas eu tenho certeza que tem muita mulher que tem que deixar uns cântaros para trás. Porque meu marido não deixa. E nós temos que nos posicionar. Mulheres, isso nós precisamos rever também, alguns tipos de relação. Tem um monte de mulher vivendo relação abusiva, e eu acho que tem que chegar o momento de dizer assim: olha, isso não é o que Deus tem para mim. Nós temos que resolver isso aqui. Eu acho que nós chegamos num ponto que nós temos que nos posicionar de dentro para fora.
Eu amo a história dessa mulher, porque essa mulher sai de uma posição de carência, uma posição de dependência emocional, e ela vai para uma cidade. E no versículo 39 diz que muitos samaritanos daquela cidade creram a partir do testemunho daquela mulher. Eu não sei qual é o ambiente que você vai ter que abrir sua boca, mulher, e falar, e dizer o que Deus tem feito na sua vida, o que Deus vai estar fazendo na sua vida. Eu não sei, porque nós não podemos ficar presas atrás desse medo do que eu não posso, do que eu não sei.
O estigma que eu carreguei
Vocês estão falando com uma mulher que, com dois anos de convertida, abriu a sua primeira igreja. Eu não sabia falar tudo. O meu maior medo era terminar o culto e as pessoas me perguntarem quem era Naum, quem era a besta do Apocalipse, porque eu não sabia, eu não sabia nada disso. Eu só sabia falar de Jesus, o que ele fez na minha vida. Foi exatamente isso, e assim eu comecei o meu ministério em um bairro da periferia da minha cidade, um bairro tão perigoso que o meu marido não acreditava que eu ia para esse bairro, um bairro que eu nunca tinha ido na vida. Pensa um bairro perigoso, que tinha morte todo dia, todo dia. E eu fui para esse buraco, e eu disse: é aqui que eu vou pregar a palavra. E passei doze anos nessa periferia, falando o quê? O que Jesus tinha feito na minha vida. Quando alguém me perguntava alguma coisa difícil, eu dizia: não sei, vou estudar para te responder. Eu só sei quem ele era na minha vida, que ele mudou a minha história e que o melhor da minha vida está com ele.
Eu estou falando para vocês porque eu vivi isso. O meu cântaro, sabe qual era? Era que eu tinha o estigma de que eu era burra. Porque eu ouvi isso durante muitos anos, eu ouvi a minha vida inteira que eu era burra. Dezoito anos da minha vida eu vivi isso, que eu era burra, eu ouvia isso dentro da minha casa. Eu tinha uma irmã que era professora de português, e ela não me aceitava porque eu era adotada. Então ela me corrigia muito o português, ela tinha quinze anos a mais que eu. Então eu cresci ouvindo que eu era burra, que eu era burra. Eu tinha medo de falar em público, eu tinha medo de falar, porque eu achava que eu ia errar a concordância. E aí isso me travou. Eu ficava com medo, terminava o culto e perguntava ali: eu errei o português? Você acha que eu errei, que eu falei alguma palavra errada? Tamanho era o meu trauma.
Até que um dia eu decidi: cara, eu não estou mais nem aí se eu falo errado. Se eu não falo, eu quero que o povo entenda. E hoje eu vou lhes dizer como eu perdi tempo lá atrás, porque eu fiquei segurando um cântaro que não era mais meu.
Então eu preciso dizer essa palavra para vocês que estão aqui: não deixem que cântaros do passado venham mais com vocês para o futuro, porque tem uma hora que nós temos que deixar ele de lado. Foi o que aquela mulher fez. Ela deixa o cântaro e ela vai para a cidade. Até que eu me levante, e ela se levantou.
Eu imagino o preconceito que aquela mulher deve ter ouvido. Muitos devem ter dito: quem é você para falar essa mensagem? Sua doida, você está atrás de homem. Mas ela não pensou nisso, ela simplesmente foi e fez a parte dela. Às vezes o que a gente tem que fazer é só a nossa parte. A gente não tem que pensar demais. Eu não pensei muito nessa possibilidade do programa de TV, eu só disse: eu vou. E às vezes é só o que a gente tem que dizer: eu vou. Me perguntam muito: pastora, a senhora tem coragem de ir para a política? Meu amor, eu tenho coragem de mamar em onça, você não tem noção. Se Deus me mandar, eu vou. Mas eu vou bonitinho, porque eu não tenho mais limites para aquilo que Deus vai fazer na minha vida. É só ele mandar.
Uma porta chamada Bem com a Vida
Agora eu tenho um novo desafio, que é o de apresentadora de televisão. Isso para mim não estava no meu script, mas Deus é um Deus que nos surpreende. E eu não costumo negar aquilo que Deus me chama. Então se Deus mandou, eu vou, e tá tudo bem. Pego a coragem celestial e vamos embora.
Foi uma oportunidade que Deus nos deu de levar a mensagem de uma outra forma, porque a gente está na Record, oito horas da manhã, todo domingo. Mas o que foi que Deus colocou no meu coração? A televisão hoje, eu aqui em casa não assisto mais televisão, eu acho que quase ninguém assiste mais, porque é só notícia ruim. E eu falei: gente, mas Deus está fazendo tanta coisa boa, tanta história boa, tanta coisa que Deus tem feito, mudando vidas de pessoas. Eu vou fazer um programa. Olha o nome do programa: De Bem com a Vida. E o que é que eu falo? De histórias de superação. Então eu conto as histórias de gente que quebrou e se levantou, de gente que adoeceu e foi curada. Só testemunhos assim, maravilhosos. Então é uma forma de eu falar de esperança, de amor, de fé, daquilo que Deus continua fazendo.
E assim tem sido um sucesso, tem dado super certo, e a gente já está declarando que nós vamos ter todos os dias, porque só tem no domingo, oito horas da manhã, começa a semana com essa programação. E tem sido uma porta que Deus nos deu para a gente levar a palavra de alguma forma. E eu acho que tem tantas maneiras da gente falar do amor de Deus, tantas maneiras da gente falar de Jesus, tem a multiforme graça dele, e a gente precisa se reinventar e se permitir.
Todas as mulheres carregam algo que o mundo precisa ouvir. Todas as mulheres têm uma mensagem particular, individual. Cada um de nós tem uma voz. E o que nós precisamos deixar é tão somente que Deus tem essa autoridade sobre a gente. Qual é a minha voz? Eu entendi que eu sou boa de comunicação. Então, onde é que Deus quer me usar, eu vou levar a minha comunicação. Não tem problema, eu não olho para mim, eu não olho para os meus medos, eu não olho para os meus impeditivos, eu não olho para as minhas vulnerabilidades. Eu olho só para aquilo que Deus quer, e eu sou obstinada nisso.
Dar conta feliz
Eu acho que nós precisamos ser mulheres de bem com a vida, de bem com aquilo que Deus nos entregou, com o nosso propósito, com o nosso chamado. Eu vivo e eu respiro o meu propósito, e eu sou muito feliz fazendo o que eu faço. Eu fui fazer uma entrevista em um outro programa de TV, e a pessoa me perguntou assim: De Bem com a Vida, você pensou nesse nome? Eu falei, esse nome é o meu estilo de vida.
Nada na vida que a gente tem propósito, a gente sempre vai encontrar resistências em tudo. Mas é leve, é gostoso. Eu sou muito feliz vivendo o meu propósito. Eu não poderia estar em outro lugar.
O meu dia começa agitadíssimo. Tem dias que a gente sai da igreja onze horas, onze e meia da noite. Mas eu amo isso aqui, porque quando a gente ama o que a gente faz, tudo é gostoso, é leve. Uma noite mal dormida para mim, tá tranquilo. O meu maior descanso hoje é dormir bem, e eu aprendi que se a gente dormir bem, tudo a gente resolve.
Eu duvido que alguma mulher vai reclamar hoje. A gratidão é uma semente, e a murmuração também é uma semente. A gratidão floresce, frutifica, e a ingratidão traz escassez. Assim como a adoração é para Deus, a murmuração é para o diabo. É uma entrega.
Eu acho que quando ele pensa que está me pegando, eu estou rindo. Então esse é o nosso desafio: não é fazer morrendo, é fazer feliz e de bem com a vida. Eu sou tão privilegiada, nós somos tão privilegiadas. Nós somos inspiração para outras mulheres, e eu quero ser uma inspiração de que eu sou capaz de fazer de bem com a vida, feliz, porque eu amo o que eu faço, porque eu estou cumprindo o meu propósito, porque eu sei que ele é bom, porque ele vai me ajudar, porque ele vai me dar força.
Chegou a nossa vez
Mulheres, é hora de deixar seus cântaros de lado e viver o chamado de vocês. Aquilo que Deus tem para vocês, porque é algo lindo. Chegou a nossa vez, mulherada. Estamos na nossa estação. É hora das mulheres aparecerem, surgirem. Que venha a luz de cada uma. E não deixem que nenhum peso faça com que vocês parem. Não, é burra, pois é burra, eu vou assim mesmo, eu vou na burrice mesmo, vamos lá. Você não pode? Eu posso sim. Nós temos que romper com essas coisas. E eu tenho certeza que tem um monte de mulher linda, maravilhosa, para florescer. E Deus está aí torcendo por isso.
Aquela mulher deixa a sua vasilha, vai à cidade e diz àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, por causa da palavra da mulher, que testificava.João 4.28-29,39
Pai, eu quero te agradecer por esse tempo junto com tantas mulheres especiais, queridas, amadas, e nós cremos, Pai, que é chegado o tempo de deixar os cântaros de lado, deixar cântaros para trás. É hora, meu Deus, de nós nos levantarmos, cada uma com aquilo que o Senhor entregou, cada uma com aquilo que o Senhor confiou. E é hora, Pai, de nós irmos para os lugares, para as cidades, para os montes, e falarmos daquilo que o Senhor é na nossa vida.
Pai, eu peço uma unção de coragem sobre essas mulheres. Eu peço, meu Deus, uma unção de capacitação sobre elas. Que elas possam, meu Deus, se apropriar daquilo que elas já têm no Senhor. Que essa força elas já têm. Meu Deus, que o dom elas já têm. Que cada uma possa, meu Pai, decidir fazer aquilo que o Senhor confiou.
Nós amamos o Senhor, Pai, e para nós nunca é peso fazer as tuas coisas. Nunca. Para nós, Senhor, é uma alegria. Para nós, Senhor, é um favor, uma graça, Pai, que o sorriso esteja em nossos lábios, que o sorriso esteja sobre nós. E que nós possamos ser essas mulheres leves, de bem com a vida, Pai. Nós não queremos falar do Senhor por obrigação, ou porque temos tão somente um compromisso. Não, nós queremos falar porque amamos o Senhor. E quando a gente ama algo, é fácil da gente falar.
Pai, nos capacita, nos conduz, nos leva. E que todos os pesos, todos os cântaros, possam ser deixados para trás. E que nós possamos, Pai, expandir o teu reino, porque o Senhor nos confiou esta geração. E como mães, nós nos levantamos, mas também como mulheres. Mulheres que têm uma identidade, mulheres que têm um nome, mulheres, Pai, que têm uma visão de mundo. Que o Senhor nos use. Nós estamos rendidas aos teus pés, amamos o Senhor. Usa e enche de força, de ideias, de capacidade celestial, para rompermos os nossos próprios limites, que muitas vezes nem foi colocado por nós, mas por outros. Nós estamos aqui para romper esses limites e dizer que o Senhor é a nossa força, o Senhor é quem estabelece as nossas fronteiras.
Pai, eu oro por cada uma dessas mulheres, e que venham as mulheres poderosas desse tempo, em nome de Jesus. Amém.
