Vigília de Páscoa
Vigília de Páscoa – 03/04/2026 – CN Hípica Hall – Ministrante: Pr. Pedro Leite
Texto-base: Mateus 27:45–56
Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra. Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Ele chama por Elias. E, logo, um deles correu a buscar uma esponja e, tendo-a embebido de vinagre e colocado na ponta de um caniço, deu-lhe a beber. Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo. E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas; abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram; e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. O centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e tudo o que se passava, ficaram possuídos de grande temor e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus. Estavam ali muitas mulheres, observando de longe; eram as que vinham seguindo a Jesus desde a Galileia, para o servirem; entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José.
A cruz não é somente um evento a ser lembrado, mas algo a ser vivido diariamente.
O dia mais importante da história da humanidade, não foi apenas um dia de dor e aflição, mas um dia em que o acesso a Deus foi aberto e a vitória de Deus foi consolidada.
A madrugada da injustiça inicia a cronologia da cruz. Jesus é julgado, acusado falsamente e condenado injustamente. Ele não havia feito nada, mas fora tratado como culpado. Existe um tipo de sofrimento que não vem do erro e sim do propósito. Muitas vezes nos questionamos diante das injustiças que sofremos, e esquecemos que o nosso Senhor passou pelo mesmo.
Nem toda luta é castigo: algumas são caminhos para que alcancemos a legalidade da vitória em Cristo. Jesus nos justifica: quem intentará acusação contra os ungidos do Senhor? Jesus sofreu por nós, para que possamos vislumbrar o propósito em nossas aflições. Pare de ficar sofrendo em lugares de dor; saiba que há vitória em Jesus. Verdadeiramente, Ele era o Filho de Deus!
Às nove da manhã, o flagelo e a dor da crucificação seguiram. Ele foi humilhado, traído. Deus não está distante da dor, mas compreende cada uma de nossas rejeições e sofrimentos. Ele nos vê em meio ao sofrer, e segue conosco até o fim dos dias.
A cruz prova que Deus não ignora as nossas dores.
Ao meio-dia, as trevas cobrem a Terra. O nosso Salvador também foi alcançado pelo silêncio do Pai. “Eli, Eli, lamá sabactâni?” não é um grito de desesperança, mas um alerta a todos nós: Jesus também sofreu no silêncio: Ele aprendeu a esperar e confiar. Silêncio não é ausência de Deus, e sim processo.
A consumação ocorre às quinze horas: Tetelestai! Está consumado, completo, pronto, finalizado. A salvação não depende mais do esforço humano e sim da graça. Nossos pecados foram perdoados; o escrito de dívida foi rasgado.
Não precisamos lutar pelo amor de Deus, mas fomos alcançados por Seu amor que verteu da cruz.
Ao final da tarde, às dezessete horas, o tempo era de espera. Tudo parecia parado; aparentemente a cruz tinha acabado com a esperança, mas a realidade era outra. A vitória de Jesus estava sendo estabelecida.
Que resposta daremos à Cruz de Cristo?
Nosso papel é nos render ao que Jesus já fez por nós, respondendo em fé. Fidelidade e obediência são as respostas que Cristo nos ensinou naquela sexta-feira.
Cristo em nós é a esperança da Glória e a Cruz nos tornou mais que vencedores em Jesus.
Novos começos são a marca daqueles que entram na vitória da Cruz. Não devemos duvidar do que Jesus fez por nós, mas crer que, n’Ele, tudo é possível.
