Multiplicar Começa com o que Já Está em Suas Mãos
O mundo costuma esperar ter mais para começar. Mais dinheiro, mais tempo, mais oportunidade, mais segurança. Só depois, pensa o senso comum, valeria a pena agir. Mas o devocional de hoje, apresentado por Ronaldo Chaves com base no livro “Conversas Íntimas com o Espírito Santo”, dos bispos JB e Dirce Carvalho, desafia exatamente essa lógica a partir de Segundo Coríntios 9.8.
E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, para que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra.
2 Coríntios 9.8 (ACF)
Paulo escreve esse texto tratando de generosidade, semeadura e cuidado com pessoas necessitadas. A promessa de abundância ali não é sobre acúmulo pessoal. É sobre ter suficiência para sustentar boas obras. Isso muda a pergunta que costumamos fazer. Não é “o que está faltando?”. É “o que Deus já colocou nas minhas mãos?”
A escassez pode ser uma mentalidade, não uma realidade
Existe um padrão de pensamento perigoso descrito no devocional: “quando eu tiver mais, eu começo”. Quando tiver dinheiro, faço. Quando tiver oportunidade, avanço. Quando tudo estiver perfeito, ajo. Só que o crescimento raramente espera essas condições ideais. Ele começa justamente quando paramos de esperar por elas.
A mentalidade de escassez diz: “eu não tenho o suficiente”. A mentalidade de fé pergunta: “o que posso fazer com aquilo que Deus já me deu?” Talento, experiência, conhecimento, relacionamento, profissão, criatividade, até uma pequena ideia podem ser sementes para os dias atuais. Não despreze os pequenos começos.
Pão que sustenta, semente que multiplica
Paulo apresenta a lógica da semeadura: quem semeia pouco, colhe pouco; quem semeia generosamente, colhe generosamente. Isso vale para o conhecimento, que precisa ser aplicado. Para o talento, que precisa ser desenvolvido. Para uma ideia de negócio, que precisa ser colocada em prática. Para um dom no ministério, que precisa ser exercitado. Para o amor, que precisa ser demonstrado a quem está ao lado, no lar, no trabalho, na faculdade.
Existe uma diferença entre pão e semente. Pão é aquilo que sustenta você hoje. Semente é aquilo que deve ser multiplicado amanhã. O problema acontece quando consumimos tudo o que deveria ser plantado.
Antes de multiplicar recursos, é preciso multiplicar a visão, a fé, a disciplina e a disposição.
A abundância tem propósito
Esse é talvez o ponto central do devocional. Paulo não diz que Deus nos torna abundantes simplesmente para acumular mais. O propósito declarado é que sejamos abundantes em toda boa obra. A bênção não termina em nós. Ela começa em nós e deve passar por nós. Deus coloca recursos em nossas mãos para que sejamos canais, não apenas depósitos.
Receber é reconhecer. Desenvolver é semear. Multiplicar é repartir.
A aplicação prática proposta é simples e direta: pergunte a si mesmo o que já está em suas mãos. Se é conhecimento, compartilhe. Se é talento, desenvolva. Se é uma ideia, comece. Se são recursos, administre melhor. Se são contatos, construa relacionamentos. Se é um chamado, comece a obedecer. Se é uma semente, plante.
A multiplicação bíblica não começa com mais recursos. Começa com boa administração do que já existe.
Assista ao devocional completo com Ronaldo Chaves para acompanhar também o momento de oração que encerra essa reflexão, convidando o Espírito Santo a trazer sabedoria para administrar tudo o que já foi recebido, tanto no natural quanto no espiritual.

