O Amor Verdadeiro em Cantares: Por Que Ele é Aliança e Não Contrato

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O mundo costuma tratar o amor como sentimento passageiro, algo que vem e vai conforme a circunstância. Não é isso que a Bíblia ensina. No devocional de hoje, Monize Marques retoma uma reflexão do livro Conversas Íntimas com o Espírito Santo, dos bispos JB Carvalho e Dirce Carvalho, para lembrar que o amor verdadeiro não é ornamento emocional. Ele é força governante. Uma força que resiste ao dilúvio e recusa o preço.

A base dessa reflexão está no livro de Cantares, no capítulo 8, versículo 7, onde se afirma que nem as muitas águas nem os rios seriam capazes de apagar ou afogar o amor.

As muitas águas não poderão apagar este amor, nem os rios afogá-lo; se alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, seria isso desprezado.

Cantares 8.7 (ACF)

Vinho, cântico e perfume: as três imagens de Cantares

O livro de Cantares associa o amor a três elementos concretos, e cada um deles revela uma camada diferente do que é amar de verdade. O amor é como vinho, porque traz alegria e leveza. A uva precisa ser amassada, precisa passar pela agonia do processo, para depois produzir um extrato doce que alimenta. É essa mesma lógica que se aplica ao amor: ele nasce muitas vezes da dor e da entrega, mas resulta em algo que sustenta quem o recebe.

O amor também é como cântico, porque o cântico muda a atmosfera de um ambiente. Ele é capaz de ser usado como arma de guerra espiritual. Onde há amor, o pecado fica em segundo plano; onde há pecado, o amor supera em abundância. É assim que a Palavra ensina, e é assim que o amor age quando é genuíno: ele não apenas convive com o erro, ele o cobre e o transforma.

E o amor é como perfume, porque o perfume não precisa tocar diretamente em alguém para ser sentido. A presença de uma pessoa que ama de verdade já é capaz de elevar a alma e o espírito de quem está por perto, mesmo sem contato direto, mesmo sem palavras. Esse é o amor de Cantares: aquele que gera compromissos eternos sem depender da presença física constante.

Amor é aliança, não contrato

Não é emoção passageira. Não é interesse disfarçado. Não é flutuante. O amor verdadeiro é aliança. Essa é a virada central do devocional: o amor bíblico é decisão sincera, capaz de suportar as intempéries, e não um acordo que se rompe ao primeiro sinal de dificuldade.

Quando alguém vive embuído desse amor, os próprios interesses passam a ocupar um lugar secundário. O amor é mais daquele que entrega do que daquele que pede. É mais daquele que abençoa do que daquele que é abençoado. Por isso somos convocados a amar como Jesus amou, estabelecendo em nossas relações um ambiente onde o amor seja pilastra, estrutura e alicerce daquilo que o Senhor deseja realizar.

Na prática, a maturidade nesse amor se evidencia quando a dignidade não entra em leilão e a alegria volta a ser fruto da fidelidade, não de circunstâncias favoráveis. O amor não pode ser negociado, porque ele não tem preço. Ele tem valor, e esse valor está em Cristo.

O amor não se mede pelo que se recebe, mas pelo que se entrega em fidelidade.

Assista ao devocional completo no canal da Comunidade das Nações e continue essa reflexão sobre o amor que resiste às águas e não se deixa comprar.