A esperança é uma profecia do seu futuro: o que a Bíblia ensina sobre esperar em Deus

Sua memória decide o tamanho da sua esperança | Devocional da Comunidade das Nações — thumbnail do devocional

Existe uma diferença entre esperar como quem apenas aguarda o tempo passar e esperar como quem crê na promessa de Deus. A primeira paralisa. A segunda move. No devocional de hoje, Mikaele Miranda traz uma palavra sobre Romanos 15.13, mostrando que a esperança não é um sentimento passivo, mas uma força espiritual que anuncia, com antecedência, o futuro que Deus preparou.

Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança pelo poder do Espírito Santo.

Romanos 15.13 (NVI)

A esperança é o combustível da alma. Sem ela, o homem não caminha, ele apenas resiste. Por isso a pergunta que a palavra de hoje propõe não é se você tem esperança, mas como você está esperando. Com qual sentimento, com qual posicionamento de coração você aguarda o cumprimento daquilo que Deus prometeu. Não é apenas sentar e esperar as coisas acontecerem. É a frequência da sua alma, o estado da sua fé, que determina para onde você está sendo levado.

O que você recorda decide o que você se torna

A vida é aquilo que você decide lembrar. Relembrar uma ofensa é dar longevidade a ela. Trazer à memória apenas dores, decepções e perdas rouba a esperança e entrega governo ao que deveria estar sob o seu domínio. O que domina o pensamento acaba dominando o coração, a alma e, por fim, o corpo, levando a vida para o mesmo lugar onde a mente insiste em permanecer.

José é o exemplo dessa verdade. Ele esteve no poço, mas foi do poço ao palácio porque governou a sua esperança antes de governar qualquer território. Ele trouxe à memória uma promessa antiga, uma semente que Deus havia plantado em seu coração ainda jovem, e essa lembrança se tornou força espiritual e emocional suficiente para atravessar a injustiça e alcançar o propósito. Ninguém governa o próprio futuro sem primeiro aprender a governar o presente, os pensamentos, as emoções e os acordos feitos com a dor.

Acordos tóxicos firmados em momentos de sofrimento, quando não são curados, tornam-se vozes internas que abrem espaço para que o medo impeça o acesso às portas do destino. Por isso é necessário romper com os acordos do passado e decidir, de forma consciente, o que passa a ocupar a mente e o coração a partir de hoje.

Escreva a visão e vista a armadura

O profeta Habacuque recebeu a ordem de subir à torre de vigia e escrever a visão em um lugar de fácil leitura, para que no dia da aflição a promessa pudesse ser lembrada com clareza. Ele também é chamado, nas Escrituras, de prisioneiro da esperança, alguém que decidiu não ser prisioneiro do medo. Anotar o que Deus falou, ter clareza da promessa recebida, é o que sustenta o coração no tempo de espera, porque o caráter de Deus é irrevogável.

Porque eu sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais.

Jeremias 29.11 (ARC)

Buscar a Deus de forma íntima, nas entrelinhas da palavra, é onde essa clareza se torna possível. É ali que os planos de Deus para o futuro são revelados, não apenas pela leitura, mas pelo relacionamento. E essa esperança precisa ser sustentada por uma armadura completa, como descrita em Efésios 6.10, o capacete da salvação, a espada do Espírito, o escudo da fé, a couraça da justiça, o cinturão da verdade e as sandálias do evangelho da paz. Vestido dessa forma, não há motivo para permanecer na arquibancada da própria vida, intimidado ou desanimado. Há um convite para se mover, para entrar na arena e governar cada área que antes parecia perdida.

A esperança sempre chega antes da promessa se cumprir.