Estação número 6 chegando perto do Jordão / Início e ocupação da terra prometida

“Chegando os filhos de Israel, toda a congregação, ao deserto de Zim, no mês primeiro, o povo ficou em Cades. Ali, morreu Miriã e, ali, foi sepultada.”
Números 20:1 ARA

Israel teve quarenta e duas paradas no deserto. Podemos dividi-las em seis estações até a Terra Prometida. A sexta estação representa um recomeço: Israel volta a Cades após dar voltas em círculos no deserto por cerca de quarenta anos. Cades-Barneia foi o lugar onde o povo foi reprovado por Deus, e uma geração foi condenada a dar voltas no deserto até que desaparecesse.

Agora Israel volta a Cades novamente, porém com o objetivo de recomeçar. Os filhos da geração rejeitada estavam novamente nesse lugar e precisavam escolher se iriam abraçar o seu futuro, aceitando o destino que Deus havia escolhido para eles, ou se manteriam o mesmo padrão de desobediência, reclamação e murmuração dos seus pais. O espírito de reclamação, essa mentalidade, precisava ser superado.

Hoje a mensagem é sobre cruzar o Ribeiro de Zerede

Estamos na travessia. Começamos em Ramessés, após a morte dos primogênitos do Egito. Caminhamos em direção a Pi-Hairote, o lugar onde não havia saída. Então Deus abre o mar. Faraó foi morto junto com seu exército no mar. Miriã pega seu tamborim e louva a vitória.

A segunda estação foi nas águas de Mara, onde Moisés provoca o milagre que faz as águas se tornarem doces. Após isso, em Refidim, Israel guerreia contra Amaleque. Com Arão e Ur segurando os braços de Moisés, Israel vence.

Na terceira estação, o povo está no Sinai e lá recebe a Lei, o Decálogo. Eles se tornam um povo organizado, dividido em doze tribos com estandartes.

Na quarta estação, o povo vai do Sinai até Cades-Barneia. Moisés enviou espias à Terra Prometida. O relatório dos espias foi negativo, pois eles se diminuíram diante dos gigantes e não confiaram em Deus. Por conta disso, deram voltas no deserto por quarenta anos, e o povo perambulou de Cades a Cades-Barneia, perdendo toda uma geração.

Na quinta estação, o povo dá voltas no deserto sem poder entrar na Terra Prometida durante trinta e oito anos. Eles vão de Cades a Cades, em trajetórias circulares.

Na sexta estação, Israel volta a Cades após um círculo no deserto. Cades é o início da sexta estação. Uma geração inteira foi enterrada no deserto, e nasce uma nova fé e novos líderes. Eles retornam ao lugar de onde se recusaram a entrar na Terra Prometida. O lugar da sua derrota agora era o lugar do recomeço.

O lugar da sua derrota é o lugar de começar de novo

Foi em Cades que uma geração inteira recusou a promessa de Deus; foi lá que recebeu a sentença de morte. O cenário antigo de fracasso recebe uma nova oportunidade para refazer a trajetória. Deus gosta de nos levar aos lugares onde falhamos, com a mesma glória e unção, para escolhermos avançar. Prontos para fazer a prova e passar. Existem pessoas presas a lugares e geografias antigas que as mantêm em ciclos existenciais.

Existe uma diferença entre sobreviver a um lugar vs. estar curado dele

Moisés saiu do Egito como um assassino fugitivo, mas voltou como libertador para salvar o povo das garras de Faraó.

Noemi saiu de Belém e sofreu grandes tragédias, mas voltou a Belém amargurada. Em Belém, também voltou a ter uma vida restaurada. Ela se tornou avó de Davi. Davi foi de Gate a Gate. Gate era o lugar do gigante, o lugar onde se fingiu de louco para sobreviver. Mas Davi voltou ao mesmo lugar como líder de um poderoso exército. O mesmo lugar que testemunhou sua vergonha viu a sua vitória.

No lugar onde reprovamos a prova, Deus nos permite retornar para sermos aprovados.

Deus permite reencontros com marcos antigos para nos mostrar o quanto mudamos. Deus nos permite retornar para nos transformar em uma nova pessoa. Pedro negou Jesus em Jerusalém, e nessa mesma cidade ganhou três mil almas para Cristo.

Você irá voltar diferente ao lugar da sua dor!

Há ambientes nos quais entramos dominados pelo medo, pela vergonha e pela impulsividade. Deus nos permite retornar a eles para nos mostrar que não somos mais os mesmos. Estamos no mesmo lugar e na mesma geografia, mas com um coração diferente.

Pedro negou Jesus diante de uma fogueira, mas reencontrou Jesus ressuscitado perto de uma fogueira, no mar da Galileia. Cades é um desses lugares, como um portal de reinício. Ali não era apenas um endereço no deserto, mas uma prova espiritual. Os discípulos voltaram para Jerusalém em Atos, após terem fugido de lá nos Evangelhos. Jerusalém se tornou o lugar do Pentecostes, o nascimento da Igreja.

Deus reconduz as pessoas, reabrindo capítulos de suas vidas. Ele faz com que elas voltem diferentes ao lugar da sua dor.

A primeira geração negou e perdeu a promessa. Ela falhou em fazer o que deveria ter feito. O que seus pais não conseguiram fazer, Deus o chamou para fazer.

Em Cades, tudo é diferente. O tempo e o povo são outros. A geração desobediente desapareceu. Moisés está velho, Miriã morreu e Arão se foi.

O ciclo fecha onde a derrota aconteceu

O retorno de Israel a Cades ocorre juntamente com três acontecimentos dramáticos:

  1. A morte de Miriã. A profetiza do Êxodo morre, uma era está terminando.
  2. A crise da água em Meribá. A velha tentação de murmurar e ser incrédulo retorna para Israel.
  3. A queda emocional de Moisés.

A queda emocional de Moisés

Líderes ungidos também possuem limites emocionais. O homem que tirou Israel do Egito acabou ficando de fora da promessa, devido a uma pressão acumulada de décadas.

“Não havia água para o povo; então, se ajuntaram contra Moisés e contra Arão. E o povo contendeu com Moisés, e disseram: Antes tivéssemos perecido quando expiraram nossos irmãos perante o Senhor! Por que trouxestes a congregação do Senhor a este deserto, para morrermos aí, nós e os nossos animais? E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este mau lugar, que não é de cereais, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem de água para beber? Então, Moisés e Arão se foram de diante do povo para a porta da tenda da congregação e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do Senhor lhes apareceu.”
Números 20:2-6 ARA

Moisés estava cansado, e então aconteceu a crise da água em Meribá. Ele ouviu as mesmas reclamações do passado e sofreu um colapso emocional por liderar um povo muito difícil. Moisés, o homem mais manso da terra, acabou cedendo à pressão emocional, gritou, bateu na rocha e brigou com o povo. Ele carregava quarenta anos de desgaste emocional. Falou a partir de sua exaustão. Deus mandou que ele falasse à rocha, porém ele bateu nela. Estava cansado das murmurações, das rebeliões e dos enterros.

Agora, em Meribá, ele explode, pois, mais uma vez, como no início da viagem, o povo murmura. Esse lugar representa o colapso emocional de um homem que está cansado da jornada e chegou ao seu limite.

Então Deus responde com uma instrução:

“Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais. Então, Moisés tomou o bordão de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado. Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés lhe disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais.”
Números 20:8-11 ARA

Porém, o ocorrido mostra que Moisés feriu a rocha duas vezes, em vez de falar a ela, como havia recebido na instrução. Esse desvio faz parte do cansaço acumulado de uma era. De certa forma, ele queria reviver os tempos antigos, quando feriu a rocha em Refidim e dela jorraram águas (Êxodo 20).

Mesmo com Moisés agindo dessa maneira, Deus permitiu que a água fluísse da rocha. Isso nos ensina que o sucesso ministerial nem sempre confirma que o líder está em obediência a Deus. Ademais, o líder deve representar Deus às pessoas. Deus foi representado de forma errada e, por isso, Moisés não entrou na Terra Prometida.

Muitos fracassos ocorrem quando queremos reutilizar os mesmos métodos antigos em momentos diferentes. Moisés estava cansado, e Deus costuma retirar líderes cansados de seus lugares para um tempo de refrigério e, por vezes, removê-los em uma carruagem de fogo.

Moisés foi recolhido para Deus a fim de descansar. Assim como Elias foi levado ao céu, como uma forma de cuidado e proteção. Meribá revela que nem todos atravessam as suas próprias transições. Havia chegado um tempo de transição, mas Moisés também permanecia preso ao passado, devido ao peso que carregava.

Pessoas cansadas são um problema para Deus. Líderes cansados podem agir como Moisés, explodindo. Entretanto, Isaías disse que é no descanso e na confiança que reside a nossa força.

“Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. Mas o Senhor disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei.”
Números 20:11-12 ARA

Foi por conta desse episódio que Moisés deixou de entrar na terra prometida. Meribá representa a contenda dos cansados, que não conseguiram se esvaziar e descansar do desgaste.

Continuando a jornada após Meribá: a volta em Edom

“Enviou Moisés, de Cades, mensageiros ao rei de Edom, a dizer-lhe: Assim diz teu irmão Israel: Bem sabes todo o trabalho que nos tem sobrevindo; como nossos pais desceram ao Egito, e nós no Egito habitamos muito tempo, e como os egípcios nos maltrataram, a nós e a nossos pais; e clamamos ao Senhor, e ele ouviu a nossa voz, e mandou o Anjo, e nos tirou do Egito. E eis que estamos em Cades, cidade nos confins do teu país. Deixa-nos passar pela tua terra; não o faremos pelo campo, nem pelas vinhas, nem beberemos a água dos poços; iremos pela estrada real; não nos desviaremos para a direita nem para a esquerda, até que passemos pelo teu país. Porém Edom lhe disse: Não passarás por mim, para que não saia eu de espada ao teu encontro. Então, os filhos de Israel lhe disseram: Subiremos pelo caminho trilhado, e, se eu e o meu gado bebermos das tuas águas, pagarei o preço delas; outra coisa não desejo senão passar a pé. Porém ele disse: Não passarás. E saiu-lhe Edom ao encontro, com muita gente e com mão forte. Assim recusou Edom deixar passar a Israel pelo seu país; pelo que Israel se desviou dele.”
Números 20:14-21 ARA

A velha rivalidade entre irmãos reaparece na fronteira da promessa. Isso é maior do que uma crise diplomática. Demonstra a ferida emocional causada pelo rompimento familiar entre Jacó e Esaú. A rivalidade entre irmãos sobreviveu ao longo das gerações e agora desafia Israel. Ela reaparece aqui na forma de nações.

Feridas familiares não tratadas frequentemente reaparecem em momentos decisivos da vida. Israel está perto da promessa, mas seu irmão não lhe permite atravessar. Os conflitos familiares costumam ser os mais marcantes da vida.

Porém, Israel é impedido de guerrear contra Edom. Nem toda oposição deve ser combatida. Às vezes, Deus permite desvios para nos livrar de guerras erradas que irão drenar nosso tempo e nossas forças. A promessa não dependia do irmão ressentido.

A promessa na sua vida não depende dos irmãos ressentidos! Siga avançando e não transforme a rejeição em campo de batalha

Israel chegou ao monte Hor

Após esse episódio Israel parte e chega ao monte Hor.

“Então, Arão, o sacerdote, subiu ao monte Hor, segundo o mandado do Senhor; e morreu ali, no quinto mês do ano quadragésimo da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia do mês. Era Arão da idade de cento e vinte e três anos, quando morreu no monte Hor.”
Números 33:38-39 ARA

O monte Hor é o lugar da transição sacerdotal. Novas fases exigem despedidas, e Arão se despede de Moisés, enquanto o sacerdócio é transferido para Eleazar. A missão continuava além do sacerdote. A missão é insubstituível, mas o homem não.

A geração do Êxodo está finalmente e oficialmente chegando ao fim. Morrem Miriã, Arão e todos os demais.

Essa nova geração está aprendendo sobre sucessão. Eles estão aprendendo a resgatar a própria história. Visto que todos os membros da antiga geração se foram, eles detêm a responsabilidade de escolher seguir a trajetória rumo à Terra Prometida, com um futuro totalmente novo pela frente.

“Ouvindo o cananeu, rei de Arade, que habitava no Neguebe, que Israel vinha pelo caminho de Atarim, pelejou contra Israel e levou alguns deles cativos. Então, Israel fez voto ao Senhor, dizendo: Se, de fato, entregares este povo nas minhas mãos, destruirei totalmente as suas cidades. Ouviu, pois, o Senhor a voz de Israel e lhe entregou os cananeus. Os israelitas os destruíram totalmente, a eles e a suas cidades; e aquele lugar se chamou Horma.”
Números 21:1-3 ARA

Israel recomeça sua caminhada e enfrenta, em Horma, a decisão que seus pais enfrentaram no passado. Anos antes, esse lugar foi o palco da incredulidade dos espias. Logo após essa incredulidade, eles tentaram tomar a Terra Prometida por conta própria e foram derrotados (Números 14:48). Tentaram tomar a terra sem Deus.

Horma representa uma reversão histórica, pois agora o povo poderia vencer o inimigo da forma correta, confiando em Deus e continuando sua caminhada. O lugar da derrota agora recebe um tom de triunfo.

Israel vai vencer onde um dia perdeu!

Pois voltaram à fronteira da Terra Prometida e enfrentaram o inimigo novamente. Tiveram uma postura espiritual diferente e, por isso, venceram. O lugar onde Israel foi quebrado quebrou os seus inimigos. A derrota de ontem não define o seu futuro de amanhã. Horma é o lugar que representa a vez de uma geração lutar contra os inimigos que a geração passada não conseguiu vencer.

O mesmo lugar pode produzir resultados diferentes de conquistas, na guerra espiritual, dependendo da condição espiritual de quem está lutando. A palavra Horma significa destruição total, aniquilação dedicada a Deus, o nome revela algo colocado sobre juízo irreversível.

Existe uma cura histórica acontecendo na sua vida nesses dias!

Horma funciona como um anúncio profético: a derrota de ontem não define o seu futuro amanhã! Deus transforma antigos lugares de vergonha em memórias de redenção! Essa é a sua vez!

Então reaparece uma nova crise

“Então, partiram do monte Hor, pelo caminho do mar Vermelho, a rodear a terra de Edom, porém o povo se tornou impaciente no caminho. E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil. Então, o Senhor mandou entre o povo serpentes abrasadoras, que mordiam o povo; e morreram muitos do povo de Israel. Veio o povo a Moisés e disse: Havemos pecado, porque temos falado contra o Senhor e contra ti; ora ao Senhor que tire de nós as serpentes. Então, Moisés orou pelo povo. Disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será que todo mordido que a mirar viverá. Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava.”
Números 21:4-9 ARA

Israel volta ao padrão de murmurar e criticar novamente. Certas mentalidades e comportamentos que sobrevivem ao longo do tempo, por vezes, são difíceis de eliminar.

O episódio da serpente de bronze representa a volta ao velho padrão de murmuração tóxica.

A reclamação se transformou em juízo; o veneno que estava neles agora estava nas serpentes. Moisés faz uma serpente de bronze, e isso simboliza que aquilo que feriu se torna a cura. Jesus aplicará esse texto a si mesmo.

“E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado.”
João 3:14 ARA

Na cruz Jesus carregou aquilo que nos destrói. Se você olhar para a cruz você pode ser livre daquilo que lhe feriu!

O episódio da serpente de bronze se torna a grande última crise no deserto e deixou uma última lição:

A fé nos move para frente, mas a murmuração nos mantém andando em círculos.

A passagem pelo Ribeiro de Zerede

Zerede é uma fronteira espiritual, o lugar do encerramento do juízo. Israel já não é mais um grupo de ex-escravos. Uma geração ficou para trás, e uma nova começa a surgir. É o fim de uma mentalidade escrava. Toda a memória emocional do Egito ficou para trás, e agora uma mentalidade voltada para lutar pela Terra Prometida ganha espaço.

O tempo de andar em ciclos terminou!

Israel não estava preso por causa de um inimigo, mas devido a uma condição do coração. Os desertos permanecem apenas enquanto determinadas estruturas interiores permanecem. Quando a incredulidade morre, o povo avança.

Olhe-se no espelho hoje e veja se você não é a pessoa que está te atrapalhando.

A fronteira de Israel agora começa a se mover. Deus demonstra grandes transições em travessias pequenas. Uma era terminou no pequeno trecho de Zerede. O ribeiro de Zerede é pequeno; nada de extraordinário acontece ali. Nenhum mar se abre e nenhum milagre visível acontece. Mas algo especial ocorre naquele lugar: a cura do coração. A narrativa do Êxodo possui uma fronteira espiritual em um pequeno riacho. A maneira como Deus passa a trabalhar com o povo muda completamente.

A palavra Zerede se refere à vegetação, a arbustos ou salgueiros que crescem à beira das águas. A ideia é de exuberância vegetal em meio à sequidão do deserto. O salgueiro possui um simbolismo bíblico: ele se dobra sob pressão sem se quebrar, cresce perto dos rios e permanece firme em tempos difíceis. O salgueiro não depende das condições do ambiente; ele busca águas profundas. Por isso, representa as pessoas que buscam a Deus. Tempestades quebram árvores rígidas, mas os salgueiros são flexíveis.

Sobrevivemos quando aprendemos a nos curvar diante de Deus mesmo em tempos difíceis.

“O tempo que caminhamos, desde Cades-Barneia até passarmos o ribeiro de Zerede, foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o Senhor lhes jurara. Também foi contra eles a mão do Senhor, para os destruir do meio do arraial, até os haver consumido.”
Deuteronômio 2:14-15 ARA

Esse texto mostra que a geração derrotada tinha chegado ao seu fim. Após décadas de derrotas, Israel começou a acelerar.

Agora existe um novo povo diante de Deus!

Quando Israel cruza Zerede, o ciclo do julgamento se fecha e, portanto, existe um novo povo diante de Deus. Uma nova mentalidade surge: um povo que depende do maná, está acostumado com a nuvem, não tem medo de gigantes e está pronto para tomar posse do que é seu. A geração de Josué segue adiante. Moisés declara, em Deuteronômio 2:14, que a geração antiga havia terminado.

“Dali, partiram e se acamparam no vale de Zerede. E, dali, partiram e se acamparam na outra margem do Arnom, que está no deserto que se estende do território dos amorreus; porque o Arnom é o limite de Moabe, entre Moabe e os amorreus. Pelo que se diz no Livro das Guerras do Senhor: Vaebe em Sufa, e os vales do Arnom, e o declive dos vales que se inclina para a sede de Ar e se encosta aos limites de Moabe. Dali partiram para Beer; este é o poço do qual disse o Senhor a Moisés: Ajunta o povo, e lhe darei água. Então, cantou Israel este cântico: Brota, ó poço! Entoai-lhe cânticos! Poço que os príncipes cavaram, que os nobres do povo abriram, com o cetro, com os seus bordões. Do deserto, partiram para Matana. E, de Matana, para Naaliel e, de Naaliel, para Bamote. De Bamote, ao vale que está no campo de Moabe, no cimo de Pisga, que olha para o deserto.”
Números 21:12-20 ARA

A nova geração já não reclama mais nem é incrédula. Essa fase havia ficado para trás. Uma mudança radical no comportamento geracional acontece: a geração antiga transformava os obstáculos em justificativas para a incredulidade e a reclamação.

O povo cantou uma canção “Brota, ó poço”

Antes, quando faltava água, eles reclamavam e acusavam os líderes. Agora, porém, o povo canta, e os líderes cavam e abrem poços. O povo começa a trabalhar e a cooperar com Deus. A nova geração canta antes que a água apareça. Eles participam do processo cantando e cavando. O povo que transformava dificuldades em impossibilidades agora provoca o milagre.

Poços, no Antigo Oriente, eram lugares de aliança e formação de famílias e nações. Grandes histórias patriarcais estão ligadas a um poço, como a de Rebeca e Isaque.

Meribá foi o lugar onde feriram a rocha com ira, mas Beer era o lugar onde o povo abria o poço com cooperação e honra. O povo se torna a solução, e não o problema. Assim como eles, nós somos um povo que transforma realidades.

Antes de a água aparecer, o povo canta!

Eles chamam as águas à existência. No início, a água e a sua falta geravam murmuração, mas agora geram adoração. Porém, chegou a hora de lidar com os gigantes.

O conflito contra os gigantes

A velha geração enxergava impossibilidades; a nova enxerga as batalhas e está pronta para lutar. Os gigantes são o contingente de uma terra que nos pertence. Devemos vencê-los e entrar em uma postura de enfrentamento, não mais de sobrevivência.

“Então, Israel mandou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, dizendo: Deixa-me passar pela tua terra; não nos desviaremos pelos campos nem pelas vinhas; as águas dos poços não beberemos; iremos pela estrada real até que passemos o teu país. Porém Seom não deixou passar a Israel pelo seu país; antes, reuniu todo o seu povo, e saiu ao encontro de Israel ao deserto, e veio a Jasa, e pelejou contra Israel. Mas Israel o feriu a fio de espada e tomou posse de sua terra, desde o Arnom até ao Jaboque, até aos filhos de Amom, cuja fronteira era fortificada. Assim, Israel tomou todas estas cidades dos amorreus e habitou em todas elas, em Hesbom e em todas as suas aldeias. Porque Hesbom era cidade de Seom, rei dos amorreus, que tinha pelejado contra o precedente rei dos moabitas, de cuja mão tomara toda a sua terra até ao Arnom. Pelo que dizem os poetas: Vinde a Hesbom! Edifique-se, estabeleça-se a cidade de Seom! Porque fogo saiu de Hesbom, e chama, da cidade de Seom, e consumiu a Ar, de Moabe, e os senhores dos altos do Arnom. Ai de ti, Moabe! Perdido estás, povo de Quemos; entregou seus filhos como fugitivos e suas filhas, como cativas a Seom, rei dos amorreus. Nós os asseteamos; estão destruídos desde Hesbom até Dibom; e os assolamos até Nofa e com fogo, até Medeba. Assim, Israel habitou na terra dos amorreus. Depois, mandou Moisés espiar a Jazer, tomaram as suas aldeias e desapossaram os amorreus que se achavam ali. Então, voltaram e subiram o caminho de Basã; e Ogue, rei de Basã, saiu contra eles, ele e todo o seu povo, à peleja em Edrei. Disse o Senhor a Moisés: Não o temas, porque eu o dei na tua mão, a ele, e a todo o seu povo, e a sua terra; e far-lhe-ás como fizeste a Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom. De tal maneira o feriram, a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo, que nenhum deles escapou; e lhe tomaram posse da terra.”
Números 21:21-35 ARA

Deus mandou o povo evitar Edom, mas a guerra contra Seom era necessária. Israel vence, e essa vitória tem um peso psicológico, pois agora eles derrotavam aqueles de quem tinham medo no passado. Antes, queriam apenas não morrer no deserto; agora, querem lutar e conquistar a terra. O deserto produziu um povo mais consciente e mais forte. Deus encerrou o ciclo da sobrevivência. Pela primeira vez em décadas, o povo começa a conquistar.

Ogue era um homem com mais de três metros de altura. Era um homem de grande estatura. Não era apenas um rei qualquer.

“(Porque só Ogue, rei de Basã, restou dos refains; eis que o seu leito, leito de ferro, não está, porventura, em Rabá dos filhos de Amom, sendo de nove côvados o seu comprimento, e de quatro, a sua largura, pelo côvado comum?)”
Deuteronômio 3:11 ARA

Esse homem era grande; ele era um gigante assustador. Ele aparece como um símbolo da vitória de Israel na região norte. É um símbolo de superação em contraste com os pais daquela antiga geração, que se consideraram gafanhotos diante dos gigantes.

“Então, o Senhor me disse: Não temas, porque a ele, e todo o seu povo, e sua terra dei na tua mão; e far-lhe-ás como fizeste a Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom.”
Deuteronômio 3:2 ARA

A falha do povo no passado foi o medo, mas agora o Senhor diz: “Não temas”. Esse gigante representa o fim do medo e o início concreto da herança. Ele representava o último rei dos descendentes dos gigantes.

A vitória contra Ogue e Seom representa a vitória contra o medo ancestral. São batalhas psicológicas. O maior problema da geração que parou em Cades-Barneia era uma imaginação derrotada.

É preciso mudar a sua mente! É necessário renovar o seu pensamento, olhar para Deus e lembrar que Ele está propondo a você uma vida abundante!

Já é a sexta estação, e já é possível ver o Jordão de longe!